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Jun 18 2017

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Um Beijo na Face Promove o Ânimo…

Um dos piores anos letivos: muitos alunos vindos de ambientes familiares desestruturados, sob a alçada da justiça, outros tantos sem noção de um código de conduta numa sala de aula, insubordinados, desobedientes e desrespeitosos. Mas este ano com a agravante de usarem a intimidação para não aceitarem as regras básicas de convivência e desafiarem a autoridade, materializando essa intimidação em vandalismo do património mobiliário do professor. Um risco profissional que não é reconhecido nem compensado, que obriga o docente a escolher: ceder e preserva o seu património ou mantém a sua convicção e assume mais uma despesa anual. Estar numa aula com medo é a certidão de óbito da profissão…
Mas no meio deste fel, por vezes surge um lampejo doce, na forma de um beijo espontâneo de agradecimento por ter acreditado numa jovem que se apresentou como resistente e desinteressada, que apresentava resultados de nível insuficiente, e que acaba o ano com resultados de nível bom…há muitos anos que tal não acontecia e deixou-me boquiaberto e paralisado…
Foi só uma no meio de centenas (ficando a sensação de insucesso…) mas foi suficiente para resgatar do poço do desânimo…
Mário Silva
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  • Clara Martins

    Um beijo de um aluno dá-nos esperança no futuro… Não sei bem como mudar o rumo desta realidade, mas é preciso “reinventar” a escola…
    • Educadora por paixão

      Pois é precisamente isto que nos leva a continuar.
      É este “amar desinteressado”, este abraçar a profissão como uma “missão” e ” vocação” que nos fazem em cada dia continuar a “lutar” e a trabalhar! Mais do que um salário que alguns julgam ser “milionário” ou uma “avaliação da treta”, neste “Beijo puro” está a verdadeira recompensa do nosso esforço e da nossa dedicação.
      “Isto sim é “ser docente”, isto é, ser “professor e educador” (estar ali para ensinar, educar, apoiar incondicionalmente e ajudar “alguém” a acreditar nos seus valores e a crescer como aluno e como pessoa).
      • Clara Martins

        Faço minhas as suas lindas palavras!! Esta é a missão que escolhemos e que nos faz continuar, apesar do cansaço…
        E que os afectos continuem a existir nas escolas, pois as nossas crianças necessitam deles cada vez mais!!
      • carpinteiro por paixão

        …………….

        O comum dos mortais trabalha para prover ao seu SUSTENTO e de sua família, NÃO POR PAIXÃO.

        É evidente que em todas as profissões existem momentos reconfortantes como é o caso descrito nesta postagem.

        Esses momentos reconfortantes são comuns a todas as profissões e não exclusivas dos docentes. Dou o caso de MÉDICOS, ENFERMEIROS, AUXILIAR DE ENFERMAGEM, FISIOTERAPEUTAS, CARPINTEIROS, PEDREIROS, ELECTRICISTAS…

        ………………

        • Educadora por paixão

          Se o “carpinteiro” acha que todos exercem a sua profissão sem ser por Paixão e Vocação,mas apenas pelo vil dinheiro, tal não é verdade e eu, pessoalmente, tenho pena de si .
          É evidente que todas as profissões têm bons e maus momentos, são mais ou menos gratificantes… mas se não gostar do que faz vai com alegria para o trabalho? Duvido! Deve ser por isso que vem aqui descarregar a sua frustração. Além disso, isto é um blog de professores, não é um blog de médicos, empregados de café … ! Por isso, talvez fosse melhor ir opinar para o “blog dos carpinteiros”!. Aí eu não falo pois não percebo nada da “matéria”!
          Por outro lado, sabe que o dinheiro não é tudo na vida? Ajuda mas não é tudo!
          A qualquer momento partimos para a eternidade e o que levamos? Espera comprar o céu ou a felicidade com o dinheiro ganho? Já pensou que é a sede de poder e de ter que leva às guerras e ao estado em que se encontra a humanidade?
          Como diz o ditado popular “Quem corre por gosto não cansa!” e realmente não me canso de ser educadora.
          Além disso, como também sou crente, importa-me muito mais o amor e as boas ações que partilho com os outros do que aquilo que ganho!
        • carpinteiro por paixão

          …………………..

          Repito:

          O comum dos mortais trabalha para prover ao seu SUSTENTO e de sua família, NÃO POR PAIXÃO.

          Isso da “Educadora por paixão” é uma grande TANGA ou em alternativa Vª. Exa. não precisa de um ordenado ao fim de cada mês porque lhe saiu o EUROMILHÕES. Se estiver no segundo caso seria melhor dar o lugar a um dos milhares de CONTRATADOS que precisa de ganhar a vida.

          Repito:

          É evidente que em todas as profissões existem momentos reconfortantes como é o caso descrito nesta postagem.

          Esses momentos reconfortantes são comuns a todas as profissões e não exclusivas dos docentes. Dou o caso de MÉDICOS, ENFERMEIROS, AUXILIAR DE ENFERMAGEM, FISIOTERAPEUTAS, CARPINTEIROS, PEDREIROS, ELECTRICISTAS…

          —————————-

          Já agora não ande a fazer o CHORADINHO da COITADINHA….

          :::::::::::::::::::::::::::::::::::

        • Educadora por paixão

          Pode repetir as vezes que quiser, não muda a minha opinião, mas com tanta repetição até parece mais um “papagaio” que um “carpinteiro”. Aqui ninguém fez o “choradinho da coitadinha”, esse foi feito por si! Nem ninguém disse que este “reconforto” era sentido apenas pelos docentes!
          E não, não me saiu o “seu euromilhões”; pois tenho dois licenciados desempregados em casa e sem receberem nenhum subsídio!!! Nessa perspetiva é que eu podia fazer o “Choradinho”, mas não o faço! O meu “euromilhões” é ter saúde, alegria e exercer a profissão que quero e gosto e só tenho pena que todos não possam fazer ou dizer o mesmo. Quando me deito ou quando me levanto agradeço sempre a Deus por estar viva e feliz!
          Eu não vivo com o mal dos outros, mas já vi que não entende ou não quer entender mais, por isso pode postar o que quiser que não perderei mais do meu “precioso tempo” com quem não merece! Espero apenas que Deus lhe perdoe e que consiga ser Feliz!
  • Atónito

    Do primeiro parágrafo:

    “Um dos piores anos letivos: muitos alunos vindos de ambientes familiares desestruturados, sob a alçada da justiça, outros tantos sem noção de um código de conduta numa sala de aula, insubordinados, desobedientes e desrespeitosos. Mas este ano com a agravante de usarem a intimidação para não aceitarem as regras básicas de convivência e desafiarem a autoridade, materializando essa intimidação em vandalismo do património mobiliário do professor.”

    Retive as seguintes expressões:

    – “alunos vindos de ambientes familiares desestruturados, sob a alçada da justiça”

    – “outros tantos sem noção de um código de conduta numa sala de aula”

    – “insubordinados, desobedientes e desrespeitosos”

    – “a agravante de usarem a intimidação para não aceitarem as regras básicas”

    – “desafiarem a autoridade”

    – “materializando essa intimidação em vandalismo do património mobiliário do professor”

    Face a estas expressões, pergunto:

    – Isto é uma Escola Pública?

    – Será que alguém que exerce a sua profissão (com profissionalismo) deve ser sujeito a esta agressividade? A esta violência?

    – Será que em ambiente de INDISCIPLINA existe APRENDIZAGEM?

    – É isto que se pretende para a Escola Pública?

    • Rambo

      SER PROFESSOR hoje em dia na ESCOLA PÚBLICA corresponde ao retrato que aqui é feito.

      Uma pequena parte do que se passa na realidade dentro das Escolas salta para a Comunicação Social. Sim! Porque a maioria das situações ficam entre as paredes da Escola, ou seja, não saem cá para fora. Uma vergonha…

      Na maioria Escolas (em Portugal) reina a INDISCIPLINA e a bagunçada. Isto para não falar de ESCOLAS TEIP e de outras javardices…

  • Professor farto Disto

    Agride a soco professor da filha – 26 de Março de 2017

    Docente de escola do 1.º ciclo em Setúbal foi sovado à frente dos alunos após separar briga.

    Um professor do 1º Ciclo, com cerca de 40 anos, foi agredido na tarde de sexta-feira pelo pai de uma aluna, em Setúbal. As agressões tiveram lugar à porta da escola EB1/JI de Setúbal, no bairro da Bela Vista, pelas 13h00. O docente foi sovado em frente a diversos alunos da escola, por um homem que acabou por ser identificado pelos agentes da PSP que se deslocaram até ao local das agressões. Duas alunas, com cerca de 12 anos, ter-se-ão envolvido numa luta, o que levou o professor a separá-las. À chegada de alguns familiares, o pai de uma das alunas abordou o docente e socou-o na cabeça. As agressões só cessaram com a intervenção de outros familiares presentes. O professor acabou por ser assistido. A PSP investiga o caso.

    http://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/agride-a-soco-professor-da-filha

  • Professor farto Disto

    Dois professores foram agredidos na escola EB 2/3 de Marvila – 19 de Janeiro de 2017

    Os pais de uma aluna invadiram o recinto e terão agredido um professor, que sofreu ferimentos na cabeça e teve de ser assistido no Hospital de São José. Uma outra professora que tentou defender o colega, acabou também por ser agredida, embora com menos gravidade.

    https://www.rtp.pt/noticias/pais/dois-professores-foram-agredidos-na-escola-eb-23-de-marvila_v977040

  • Professor farto Disto

    Professor agredido por aluno de 17 anos – 21 de janeiro 2016

    Um professor de matemática foi agredido a soco esta manhã, dentro da sala de aula, na Escola Secundária Jorge Peixinho, no Montijo, por um aluno de 17 anos, lê-se no site do Correio da Manhã.

    De acordo com o mesmo jornal, o professor terá tirado o telemóvel ao aluno durante a aula. Este deu um murro na cara do docente, deixando-o a sangrar.

    A diretora do estabelecimento disse que a PSP esteve no local e que o aluno está suspenso preventivamente.

    As agressões a professores não são consideradas crime público, por isso a abertura de inquérito depende da apresentação de queixa.

    https://sol.sapo.pt/artigo/493859/professor-agredido-por-aluno-de-17-anos

  • Triste

    12 de Março de 2010

    Professor suicida-se por não aguentar alunos

    Docente era vítima de bullying na escola onde leccionava. Ministério da Educação abre inquérito urgente

    Luís, professor de música, escolheu o silêncio no dia 9 de Fevereiro. Parou o carro na Ponte 25 de Abril e atirou-se ao Tejo. Atirou a vida e acabou, dessa maneira, com os problemas que o atormentavam. Luís pôs fim à vida porque era vítima de bullying na escola onde leccionava, a EB2,3 de Fitares, em Sintra.

    «Se o meu destino é sofrer dando aulas a alunos que não me respeitam e que me põem fora de mim, a única solução é o suicídio». Esta frase só foi encontrada no computador de Luís depois da morte. Tarde de mais. Mas os sinais do desespero estavam lá. Colegas e família reconhecem que ele era uma pessoa reservada e frágil. A história de Luís chocou a comunidade docente que fez circular a notícia por e-mail.

    http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/escola/professor-suicida-se-por-nao-aguentar-alunos

  • Maria Conceição Oliveira

    Ninguém quer saber … só querem é sucesso escolar, mesmo transitando com 4 ou 5 negativas,e depois anda o Ministério a embandeirar os rankings das escolas , como se se pudessem fazer omeletes sem ovos.É tudo um faz de conta . Quanto a professores mais fragilizados , isso é situação que aos pais não interessa. É preciso vir alguém substituir o docente e resolve-se o caso . O Estatuto do aluno é um documento sem valor , que presentemente não defende as condições de trabalho dos docentes e mesmo a autoridade na Escola. Expulsar da escola nem pensar,pois assim tiram mais oportunidades a esses brutos para continuarem a bater em funcionários, colegas, professores .Já estou farta de ver o filme !!!!!!!!
  • Romy De Cristo

    E assim acontece a redescoberta do ânimo para prosseguir. Basta-nos tão pouco para fazermos tanto!
  • mario silva

    o ânimo pode impedir de cair na desistência mas só isso não chega para suprir outras necessidades…

    a dimensão humana plena é uma multiplicidade de fatores diferentes que têm de se conjugar e não se preenche só com um desses fatores…

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