12 de Junho de 2017 archive

Provas de Aferição de Matemática e Ciências Naturais 5º Ano e Português 8º Ano

 

Matemática e Ciências Naturais 5º Ano

5.º Ano / Prova de Aferição 12.06.2017

 

Português 8º Ano

8.º Ano / Prova de Aferição 12.06.2017

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Novo Espaço do Blog de Apoio Aos Concursos

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Tinha prometido criar um espaço dedicado aos concursos, essencialmente para a fase da manifestação de preferências, hoje disponibilizo aqui essa promessa feita há algum tempo, ainda numa versão inicial.

O site foi criado no domínio do blog no endereço www.arlindovsky.net/concurso e vai ficar sempre disponível na barra lateral do blog um atalho para lá.

Já tinha feito em conjunto com o Davide Martins um ficheiro Excel com as distâncias lineares desde um determinado agrupamento. Hoje este trabalho apresentado já efectua o cálculo por estrada.

O que precisam de fazer para compreenderem este novo espaço?

Ao entrar no site devem colocar a escola mais próxima da vossa morada. Escolham para isso o QZP correcto e o Concelho, depois seleccionem a escola.

Podem efectuar dois tipos de cálculos (distância ou tempo de viagem). As 811 Escolas/agrupamentos serão automaticamente ordenadas por um dos dois critérios definidos.

Se clicarem no último ícone podem ver o percurso por estrada desde o ponto de origem (escola inicial) até ao destino. As coordenadas das escolas foram trabalhadas em 2015 aqui no blogue e todas elas estão correctas.

Para terem uma ideia do trabalho que envolveu este novo site, basta dizer que foram retiradas para a base de dados todos os percursos entre cada uma das 811 escolas para todas as restantes. No total existem 657.721 percursos diferentes que foram todos transferidos para a base de dados.

Mas não só para ver as distâncias foi criado este site. Ele é mesmo um apoio à manifestação de preferências. Se clicarem numa Escola/Concelho ou QZP vão verificar que a primeira coluna irá ser ordenada. Se por exemplo clicarem na primeira escola irá aparecer um 1 na coluna inicial, se clicarem na terceira escola irá aparecer um 2 e se depois clicarem na segunda escola aparecerá um 3. Em função do vosso clique será ordenada a escola/Concelho ou QZP.

No caso de clicarem num Concelho todas as escolas desse Concelho serão sombreadas e não poderão escolher mais nenhuma escola desse Concelho. O mesmo acontece com um QZP.

Mas para isso nada como experimentarem e tentarem perceber o seu funcionamento.

Este trabalho foi feito em colaboração com o João Carlos Fonseca, professor contratado do grupo 550 – Informática (não foi preciso procurar serviços no estrangeiro, porque aqui existe gente com imensa capacidade).

Esta versão de apresentação é gratuita, no entanto contém publicidade e está activado o adblocker.

Irá existir uma versão Premium que darei conta mais para a frente. Esta versão Premium terá um baixo custo, mas irá permitir gravar as preferências do concurso e imprimir uma ordenação para um ficheiro PDF.

Gostava de para o ano acrescentar neste programa uma simulação do custo/benefício entre os intervalos de horário 1, 2 e 3. Pode ser mais vantajoso ficar mais perto num intervalo 2 do que mais longe no intervalo 1. Tendo em conta que os cálculos apenas se podem fazer pelas médias dos intervalos e pelo custo das viagens esse trabalho ficará para o próximo ano.

Também para 2018 gostava de associar neste site a oferta de casas disponíveis para alugar, assim como um sistema de boleias entre escolas.

No menu de cima irão verificar quantas escolas/Concelhos e QZP já clicaram.

Se a DGAE podia fazer uma coisa desta? Poder, podia, mas não era a mesma coisa. 🙂

Já agora ficam por aqui a perceber como entendo que um concurso deve ser feito. As opções devem estar todas disponíveis, bastando um clique para manifestar uma preferência (com o tempo também irei tratar de arrastar as preferências nesta aplicação). Também acho que devia ser dinâmico e que a qualquer momento o docente pudesse eliminar ou acrescentar preferências.

 

Experimentem e deixem os vossos comentário aqui.

NOTA: Evitem usar o Internet Explorer para aceder ao site. Usem o Chrome, o Firefox ou outro browser.

E parabéns João Carlos Fonseca por tão rapidamente conseguires transpor para aqui muitas das minhas ideias.

 

 

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A propósito do artigo de opinião de Felisbela Lopes, “Greve no dia 21?Não!”

 

A professora Felisbela Lopes costuma fazer leituras muito sensatas e certeiras nos artigos que escreve no vosso jornal (JN) e nos comentários que faz na televisão. Porém, no artigo de opinião do passado dia 9 de junho, parece ter feito uma leitura excessivamente apressada, facilitista e, por que não dizê-lo?, algo populista  da situação dos professores em Portugal.

Na realidade, o diagnóstico inicial está correto: a profissão de professor não traz atualmente qualquer tipo de gratificações, os vencimentos são baixos, a carreira docente é desmotivante, os alunos carecem das mais elementares regras de educação, a indisciplina grassa nas escolas e a profissão, sendo central na formação de sucessivas gerações, anda à deriva… Mas isso, diz a articulista, “não justifica uma greve no dia de exames. Os professores não podem desestabilizar de modo tão profundo os estudantes”.

E, então, pergunto eu, o que é que justifica uma greve dos professores? E, já agora, em que data é que convém marcar essa greve?(Imagino que, preferencialmente, no mês de agosto ou no decurso das pausas letivas!) Mas existe alguma greve, “um direito de todos os trabalhadores” como afirma, que não ponha em causa serviços e que não dificulte a vida dos utentes e dos  cidadãos ? Haverá alguma greve de médicos  ou de enfermeiros que não ponha em causa a saúde dos pacientes que aguardam cirurgias, consultas e tratamentos? Ou alguma greve de transportes que não ponha em causa os utilizadores que adquiriram passes e títulos de transporte e que fizeram reservas de viagens com meses de antecedência?

Na opinião da professora FL, “todos os direitos devem ser repensados quando colidem brutalmente com os direitos de terceiros” e, curiosamente, apesar da assunção de que as coisas não vão bem no reino da educação e de que há reivindicações justas, a hipótese de se delinear um regime especial de reformas antecipadas para docentes é incompreensível porque existem muitas outras profissões de desgaste rápido. É verdade que existem, mas parece-me que, em vez de se afirmar categoricamente que “não se legitima qualquer exceção a esse nível”, era preferível repensar cada uma dessas profissões, pesar os prós e os contras e avaliar os custos e os benefícios de manter profissionais no ativo que já não estão em condições plenas de cumprir as suas funções, arrastando-se penosamente em rotinas e rituais profissionais em que já não conseguem dar o melhor de si aos outros.

Gostava de referir que sou professora há cerca de 25 anos, que já me dessindicalizei há muitos, que não vou fazer greve no dia 21 e que questiono o “timing” dos silêncios e das aparições sindicais nos “media”; sublinho ainda que já vi voltas e reviravoltas no ensino, nos currículos, nos regimes de avaliação, nas equipas e nas burocracias ministeriais, mas ainda, ainda, não atingi a saturação e continuo a acreditar naquilo que faço… infelizmente, vejo todos os dias colegas mais velhos à beira da exaustão física e psicológica, no limite das suas forças, frequentemente sob medicação ou em situação de baixa médica, a contar os dias para a reforma. Parece-me que professores assim não podem cumprir cabalmente a sua função; parece-me que, perante este cenário, todos – alunos, professores, comunidade educativa, escola, sociedade em geral – ficamos a perder e que a existência de um regime especial de aposentação não é uma bizarria injustificável.

Sugere a articulista que “Ser professor pode ser desgastante”: esclareço-a, com experiência no terreno, que é imensamente desgastante nos dias que correm! Refere que “Difícil será o papel dos docentes que, neste tempo, motivam a estudar com afinco”: esclareço-a que é dificílimo motivar os alunos para o estudo seja em que altura for porque a escola não é só a época dos exames e a pauta de avaliação! Diz que “Não é fácil aceitar a data desta greve”: acrescento que não é fácil aceitar a data de nenhuma greve seja ela qual for!

 

Helena Maria Paio

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Enquanto gozavas o Fim de Semana…

… surgiram algumas noticias na imprensa nacional que traduzem o estado da “coisa”…

À primeira vista, a primeira noticia leva a declarar duas frases conhecidas de todos, “Os políticos são todos iguais” e “Mudam-se as moscas…”. Há politicas que ninguém entende… Mas até podem ter razões mais do que aceitáveis. Nunca se sabe…

 

Governo altera mapa para financiar colégio de amigos socialistas

Tutela fez ajuste nas zonas que considera carenciadas de escolas públicas. E a correção permite à Escola Internacional de Torres Vedras ter contratos de associação. Os donos deste colégio têm ligações familiares à diretora-geral da DGEstE, entidade que gere os contratos, e ao PS.

 

A segunda é uma novela que já se arrasta há ano e meio… e parece que não terá um fim de conto de fadas…

 

Governo prepara-se para anular concurso dos delegados

Resultados do concurso «não agradaram» à secretária de Estado Alexandra Leitão e o subdiretor da DGEstE e presidente do júri já bateu com a porta.

 

A terceira fala-nos de razões…  Mas a greve é um direito de todos os trabalhadores e até há quem a encare como um dever, por isso…

 

Greve no dia 21? Não!

Não é da ordem das gratificações que se faz o dia a dia da classe docente dos diferentes graus de ensino. Os professores ganham pouco, não têm uma carreira revigorante e, dentro da sala de aula, debatem-se frequentemente com o desinteresse e com a indisciplina de alunos que deveriam estar ali para aprender, mas que necessitam, antes de tudo, de ser educados. Esta atual deriva de uma profissão com uma enorme centralidade na formação de sucessivas gerações não justifica uma greve no dia dos exames. Os professores não podem desestabilizar de modo tão profundo os estudantes.

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