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Abr 19 2017

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Será Que Corrigiu?

Julgo que não porque ainda hoje a aplicação encontra-se assim:

… de acordo com este relato que me chegou por mail.

 

informo que apesar da DGAE ter emitido uma nota informativa datada de 17 de abril de 2017 (http://www.dgae.mec.pt/?wpfb_dl=21311) – Esclarecimento Causas de exclusão nos concursos – Falta de documentação onde se pode ler “a plataforma está operacional  e a funcionar com isto mesmo”, a plataforma continua a permitir a segunda prioridade apenas para o grupo de recrutamento atual, não me permitindo concorrer em segunda prioridade para  os outros dois grupos. Depois da nota informativa da DGAE refiz o formulário do concurso e a plataforma continua a não me deixar ter segunda prioridade nos grupos em que sou candidata nos quais não estou a lecionar.

 

 

Ministério corrige condições para professores do particular concorrerem ao público

 

Presidência da República já tinha dado conta de que havia um lapso no aviso de abertura dos concursos, que prejudicava os professores dos colégios com contratos de associação.

 

 

A Direcção-Geral da Administração Escolar (DGAE) veio esclarecer, na segunda-feira à noite, que os professores dos colégios com contratos de associação não precisam de estar a dar aulas naqueles estabelecimentos para concorrerem a um lugar na escola pública no âmbito do concurso externo de professores, que está em curso.

Este esclarecimento, publicado pela DGAE na sua página na Internet, surge na sequência do aviso de abertura do concurso, publicado na semana passada, onde se referia que, para não serem excluídos deste procedimento, os professores tinham de apresentar documentação que comprovasse “o exercício de funções, à data da abertura do concurso, em estabelecimento particular em turmas do 2.º e 3.º ciclos e secundário financiadas por contratos de associação”.

Esta disposição contrariava o diploma que regulamenta os concursos de docentes. O PÚBLICO apurou que a Presidência da República já tinha dado conta do lapso na segunda-feira à noite. Quando o diploma dos concursos foi promulgado, em Fevereiro, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que a contratação de docentes pelo Estado deve garantir “uma justa transição de professores que asseguram o ensino privado contratualizado”.

 

 

E com referência ao que foi também aqui denunciado no blogue.

 

Ao PÚBLICO continuam, contudo, a chegar, nesta terça-feira, denúncias de professores do ensino particular dando conta que só conseguem concorrer a um grupo de recrutamento na 2.ª prioridade (que é aquela por onde concorre a maioria dos docentes do público), enquanto no diploma dos concursos se estipula que podem candidatar-se à leccionação de quatro disciplinas. Também Arlindo Ferreira, especialista em estatísticas da educação, deu conta no seu blogue (DeAr Lindo) que entre as condições exigidas pela plataforma para o prosseguimento da candidatura figura, mais uma vez, a de que estejam a dar aulas no presente ano lectivo.

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Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2017/04/sera-que-corrigiu/

  • Paulo Pereira

    É manifestamente vergonhoso o que estão a fazer aos docentes que trabalharam nas escolas privadas e que pretendem concorrer, como qualquer cidadão de Direito, a Concursos Públicos!
    Estes esquemas não aconteciam de forma tão ostensivamente descarada e vergonhosa no período do anterior regime, deposto em 1974. Estamos em 2017 e a vergonha perdeu-se a ponto de ter de ser a Presidência da República (depois chamem “emplastro” ao Presidente!) a ter de chamar a atenção para estas crescentes faltas de vergonha, faltas de decência, faltas de ética e faltas de bom-senso.
    Ou seja, pouco a pouco vai-se instalando o “achismo” popular e, quer-me parecer, a agenda oculta de certos grupos muito certinhos na sua ortodoxia ideológica mas nada ortodoxa no “modus operandi”.
    Perante os factos, e após tanto tempo de preparação de um concurso de professores, dizer que tudo não passou de um “lapso” é risível e passível de um pedido de demissão. Contudo, o que parece é que a acção foi muito consciente e de má-fé, com intuito de prejudicar. Ou seja, parece ter sido mesmo uma sabotagem, ou uma tentativa de sabotagem!

    Onde está escrito que mesmo as tentativas são puníveis?

    Daqui a uns dias irá comemorar-se o 25 de Abril de 1974.
    Será altura de fazer mais um “Reset” para voltar tudo à mesma mentalidade de 26 de Abril de 1974.
    Talvez seja por isso que Portugal, em 40 e tal anos, nunca tenha evoluído nas mentalidades. Antes pelo contrário: Nota-se bem pelos nossos Pais, alunos e também professores e políticos…
    Faltam poucos anos para a nossa Democracia ter tantos anos quantos teve a Ditadura. Será interessante fazer um balanço de tudo, sem relativizar nem demonizar. Em Liberdade faz-se tudo. Mesmo um balanço! Embora hajam reaças da Nova que não apreciem muito a ideia…

    —–
    Nota adicional:
    Ainda sobre o Espírito de Abril de 1974

    Nos primeiros anos de 1974, mesmo no tresloucado período do PREC, há que reconhecer a vontade empreendedora de tentar construir um país segundo determinadas crenças novas e convicções novas, todas elas genuínas.
    Hoje esse espírito já não existe!
    Hoje há interesses corporativos, interesses pessoais que se prostituem facilmente em engrenagens politico-partidárias e económico-sociais e financeiras. A estrutura social apodreceu e as escolas são o observatório por excelência dessas mudanças. Ignorar esses observatórios é fazer um exercício de auto-mutilação.
    Ou seja, o tecido social, no abstrato, sofreu uma evolução social positiva até meados dos anos 90, por influência das gerações mais antigas. Perdida essa influência, daí em diante constata-se mais o relativismo de valores e o niilismo materialista associado ao consumismo.

    E onde entra este excerto relativamente ao tema do artigo?
    Precisamente na falta do tal espírito de Abril. Nem Socialistas, nem Comunistas, nem Bloquistas já o têm. Nem tão-pouco a jovem equipa que assume a pasta da Educação parece saber o que isso significa.
    Enquanto uns atiram televisores para a banheira, outros parece que tentam adulterar o espírito da Lei para ver se passa…

    Pergunto-me se os intervenientes da revolução de Abril de 1974 tinham a falta de vergonha para fazerem tudo isso que alguns estadistas Tugueses fazem, sem dar umas explicações…

    Por menos que isto o Santa Ana caiu do pedestal.

    • PC

      Vá falar do espírito de Abril ao seu patrão.
      • Triste

        Frase ridícula para texto com argumentos sérios, só porque sim. O/A senhor(a) PC não sabe o que é o espírito de Abril.
      • Paulo Pereira

        Estive a falar com o patronato e parece que não vai haver aumentos salariais até 2021.
        Veja lá, caro PC, que até pedi emprestado um cravo vermelho ao kamarada Nogueira e ainda pensei em levar umas rosas, para não ser muito sectário. A coisa está difícil. O patronato está sempre muito sorridente, mas muito inflexível na sua geringonça. Como diz o outro, “‘tá de gesso!”
        O Kamarada Nogueira bem que se esforça. Gastou litros de tinteiros a imprimir aqueles cartazes todos, com os fundos do sindicato, obviamente.
        Vamos ver se com este esforço todo iremos ter um povo mais educado e mais civilizado.
        Ao menos isso!

        Pois que pelintra, sempre fomos.

  • Pinto

    Não corrigiu nada.
  • Minda Almeida

    Arlindo,

    não está corrigido na plataforma, mas depois de escolher 3ª prioridade para os restantes grupo e gravar aparece isto:

    “A aferição da prioridade é efetuada de acordo com o grupo de
    recrutamento onde se encontra a lecionar/lecionou. Se o candidato/a
    reunir condições para esta prioridade em mais do que um grupo de
    recrutamento, será esta a prioridade para todos esses grupos. Em sede de
    validação de candidatura/validação do aperfeiçoamento/validação da
    reclamação, a respetiva prioridade deverá ser validada/invalidada pela
    entidade de validação e confirmada/alterada pelo candidato/a de acordo
    com os dados existentes. Para os grupos de recrutamento em que tal não
    aconteça (ou seja, não se verifique a validação do posicionamento na 2.ª
    prioridade) será posicionado em 3.º prioridade, mantendo-se a concurso.”
    :

    4.3.3.3.1. Indique o Grupo de Recrutamento onde se encontra a lecionar/lecionou

    :

    300 – Português

    A aferição da prioridade é efetuada de acordo com o grupo de
    recrutamento onde se encontra a lecionar/lecionou. Se o candidato/a
    reunir condições para esta prioridade em mais do que um grupo de
    recrutamento, será esta a prioridade para todos esses grupos. Em sede de
    validação de candidatura/validação do aperfeiçoamento/validação da
    reclamação, a respetiva prioridade deverá ser validada/invalidada pela
    entidade de validação e confirmada/alterada pelo candidato/a de acordo
    com os dados existentes. Para os grupos de recrutamento em que tal não
    aconteça (ou seja, não se verifique a validação do posicionamento na 2.ª
    prioridade) será posicionado em 3.º prioridade, mantendo-se a concurso.

  • Anónima

    A saga continua. Não há qualquer alteração. 🙁 Vai ficar assim, não é verdade?
  • mrln.

    Até ao momento não foi corrigida.
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