Em 2016/2017 Há um Aumento de 7% de Docentes da Educação Especial

De acordo com a análise dos resultados do relatório Educação Especial 2016/2017 da DGEEC, em 2016/2017 existem mais 467 docentes da educação especial a trabalhar nas escolas públicas.

 

 

8. Aumentou o número global de docentes a desempenharem funções de educação especial nas escolas públicas, mais 7% (2015/2016 = 6797 e 2016/2017 = 7264), tendo esse reforço ocorrido predominantemente nos docentes que não pertencem ao quadro de educação especial mas desempenham as funções de docentes de educação especial.

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9 comentários

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    • Armando Morais on 28 de Abril de 2017 at 12:46
    • Responder

    “não pertencem ao quadro de educação especial mas desempenham as funções de docentes de educação especial.” Alguém me explica como são lá colocados. Será por simpatia dos chefes, vulgo diretored

    1. A resposta é simples, o Diretor coloca docentes de grupos como Matemática, Português, História, Educação Física, etc, a apoiar alunos com CEI e depois vai contratar professores de Matemática, Português, História, Educação Física, etc para lecionar no lugar dos outros colegas, fazendo engrossar os números de professores a entrar nos concursos extraordinários para Matemática, Português, História, Educação Física, etc. É algo dos dias de hoje, toda a gente pode dar tudo e para dar qualquer coisa, até a coisa que requer um curso especializado, basta estar vivo que a idoneidade é garantida por quem manda (que não manda nada bem, pelo menos neste caso).
      No início do ano falei com uma diretora e perguntei qual o motivo da maioria dos docentes do grupo de Educação Física terem no seu horário apoio a alunos com CEI fora da sala de aula para lecionarem disciplinas como a mobilidade, resposta: os docentes de Ed. Física como tiveram uma disciplina no curso de fisioterapia, estão habilitados a trabalhar com alunos com problemas de ossos e de movimentação. É o mesmo que dizer que um curso especializado como o 910, com as valências do cognitivo-motor, só serve para trabalhar o cógitivo, a parte motora está assegurada por pesseudo-fisioterapias que levam a criança a passear ao café e a devolvem à sala inteirinha. A IGE preocupa-se com muita coisa mas neste aspecto falha muito, é que o 3/2008 de 7 de janeiro especifica muito bem quem pode trabalhar com os alunos com CEI: artº 28º, “1 – Sem prejuízo do disposto no número seguinte, as áreas curriculares específicas definidas no n.º 2 do artigo 18.º, os conteúdos mencionados no n.º 3 do mesmo artigo e os conteúdos curriculares referidos no n.º 3 do artigo 21.º são leccionadas por docentes de educação especial.” E a idoneidade só pode ser dada para áreas disciplinares, a educação especial não é uma área disciplinar, requer uma especialização que não pode ser ignorada pelos diretores, que incorrem em ilegalidade quando distribuem serviço docente de apoio a alunos com CEI sem ter em conta o referido na lei, é como dar o cargo de diretor em idoneidade, sem ter em conta a especialização requerida por lei para poder concorrer ao cargo.
      Já tive conhecimento de empresas que fecharam portas por contratarem empregados para uma valência e os terem a rezliar outra, claramente o que se passa aqui. Neste momento o diretor pode contratar professores de 3º ciclo de matemática para lecionar 2º ciclo, ou 1º ciclo ou Educação Especial, é o vale tudo, a entrada em concurso e a graduação de pouco servem nos dias de hoje, mais vale estar do lado de quem tem o conselho geral do seu lado.

        • Armando Morais on 28 de Abril de 2017 at 18:22
        • Responder

        São professores de educação especial, ou serão professores especiais, isso quem pode manda

  1. Por que será???

    • Keen on 28 de Abril de 2017 at 15:03
    • Responder

    Será pelos horários zero??!!!
    Aí o Arlindo saberá responder melhor…

    • zaratrusta on 28 de Abril de 2017 at 18:07
    • Responder

    Ora aqui está uma “coisa” que deveria ser muito bem explicada.

    • Ana Lara on 28 de Abril de 2017 at 19:04
    • Responder

    Os alunos estavam melhor acompanhados com técnicos de fala, técnicos de fisioterapia e outros do que com professores de educação especial. A educação especial é uma especialização que poucas mais valias tem com os alunos quer os CEI quer os restantes.

      • imag on 28 de Abril de 2017 at 19:34
      • Responder

      Uma coisa não invalida a outra; cada técnico especializado trabalha áreas específicas e distintas. O professor de educação especial deve fazer apenas aquilo que lhe compete e procurar trabalhar e desenvolver especificamente a(s) área(s) em que o aluno com NEEcp tem mais dificuldade, como por exemplo, reeducação da leitura e escrita, se o aluno tiver dislexia, ou trabalhar competências de caráter funcional, nos casos em que o comprometimento cognitivo não lhe permite realizar aprendizagens académicas. O que acontece é que, muitas vezes o professor de educação especial está a fazer mais do mesmo, ou seja, limita-se a reforçar o que o aluno trabalhou na sala(s) de aula e isto é que está errado.

    • Carla Malaquias on 29 de Abril de 2017 at 13:16
    • Responder

    Globalmente existem três variáveis neste assunto de Educação Especial.
    1- Há docentes da especialidade que cumprem as suas funções profissionais e direções que cumprem as regras com respeito pelos verdadeiros alunos NEE;
    2 – Há docentes da especialidade que passam mais tempo passeando os meninos, tomando pequeno almoço no bar e deixando as crianças ao abandono na biblioteca ou noutros locais e queixando-se que têm muitos alunos e que deviam ser contratados mais professores. Inclusivé, qualquer aluno que revele alguma dificuldade leva logo o carimbo de NEE, principalmente algumas etnias que dão muitas chatices nas aulas regulares. As direções fecham os olhos.
    3- Há docentes que recebem o bónus de terem umas horitas de apoios em vez de irem para horário zero. As direções ficam agradadas com a posterior vassalagem desses docentes.

    Assim, o aumento não corresponde a qualidade e melhoria da vida escolar dos verdadeiros alunos NEE.

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