E Quantos Casos Devem Ficar Escondidos…

Diretores e pais preocupados com violência nas escolas

 

 

Em 2016 foram contabilizadas mais de 100 agressões contra professores. Foram ainda apreendidas 17 armas a alunos dentro das escolas.

 

 

 

Os diretores escolares apreenderam, só no ano letivo passado, 17 armas a alunos dentro das escolas. Há dois anos, foram apreendidas 24 armas.

Os dados do Ministério da Educação, citados pelo Jornal de Notícias, revelam que entram nos estabelecimentos escolares armas brancas e de fogo.

O JN dá conta ainda de que em 2016 foram contabilizadas mais de 100 agressões contra professores. A Associação Nacional de Professores formalizou no ano passado 15 queixas em tribunal e este ano mais sete.

Os encarregados de educação e os directores lamentam a falta de psicólogos e de assistentes operacionais nas escolas para poderem prevenir as situações de violência.

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, diz que “a agressão a professores (…) deve merecer da nossa sociedade a maior das repugnâncias e o maior dos castigos”.

 

 

A Confederação Nacional Indepedente dos Pais e Encarregadas de Educação (CNIPE) considera que há “falta de acompanhamento” nas escolas. O presidente da CNIPE, Rui Martins, diz que são necessários mais psicólogos e outros técnicos para acompanhar os alunos mais problemáticos.

 

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2 comentários

    • Joana Sousa on 11 de Abril de 2017 at 19:19
    • Responder

    Os Directores das Escolas o que querem é o mínimo de ondas possível, ou seja, o mínimo de problemas possível. A maioria das situações de indisciplina ficam dentro das paredes da Escola.

    A Confederação Nacional Independente dos Pais e Encarregadas de Educação (CNIPE) considera que há “falta de acompanhamento” nas escolas. O QUE HÁ FALTA É DE PENALIZAÇÕES A SÉRIO PARA QUEM PREVARICA. Isso sim. Há falta.

    Mudar o Estatuto do Aluno e impor penalizações que tenham CONSEQUÊNCIAS efectivas para quem prevarica. Eu dou exemplos: “Reprovação à Terceira Falta Disciplinar” e “Reprovação por Faltas de Comparência”. Se isto for feito, a BANDALHEIRA que reina dentro das Escolas TERMINA.

    Nas escolas públicas reina a IMPUNIDADE relativamente a actos de INDISCIPLINA.

    Na generalidade das escolas públicas existem “gabinetes” para tratar as questões disciplinares. No fim de cada ano escolar são aos MILHARES as PARTICIPAÇÕES DISCIPLINARES. Papeis que vão direitinhos para o Balde do Lixo, isto é, não serviram para coisa nenhuma.

    Quando um aluno insulta e/ou agride professores, colegas ou funcionários o pior que lhe pode acontecer é ir uns dias para casa (de férias) e depois regressa para continuar as suas “actividades lúdicas”. Dado que as faltas não tem consequência nenhuma porque ninguém reprova por faltas. Tudo numa boa…

    A única hipótese de existirem consequências para actos mais graves de indisciplina é participar o caso na esquadra mais próxima e, posteriormente, accionar os mecanismos judiciais. No caso dos alunos serem menores, respondem civil e criminalmente os paizinhos e as mãezinhas.

    Outra das hipóteses de existirem consequências é o caso vir para a comunicação social e, aí o Ministério Público, está obrigado a proceder em conformidade.

    Os professores e as escolas públicas não possuem mecanismos que permitam castigar de forma exemplar os alunos que prevaricam e, portanto, situações como a da Viagem de Finalistas em que os jovens partiram paredes, atiraram lixo para o chão, incendiaram camas, colocaram televisores dentro das banheiras, escreveram nas paredes, partiram objectos….NÃO SÃO DE ESTRANHAR PORQUE É ISTO QUE SE PASSA DENTRO DO RECINTO ESCOLAR e que muitas vezes é abafado e não salta para a comunicação social.

    É caso para perguntar a razão pela qual o Ministro da Educação não revê o ESTATUTO DO ALUNO.

    • Rita on 11 de Abril de 2017 at 19:49
    • Responder

    O desgaste dentro das Escolas é enorme dada a indisciplina que se verifica. Os professores estão sujeitos a uma tensão constante.

    Qualquer aula é sempre um momento de tensão e de stress dada a imprevisibilidade de comportamentos dos trinta alunos que se encontram dentro da sala.

    Este desgaste devia merecer uma atenção por parte do MEC no sentido da existência de um Regime Especial de Aposentação dos docentes. Os militares, a PSP, a GNR, a Policia Judiciária ….já possuem um regime que lhes permite aos 60 anos de idade a aposentação. No caso dos Militares e da GNR aos 55 anos passam à «reserva», ou seja, vão para casa e aguardam os 60 anos, idade a partir da qual se reformam. No sector privado, muitas profissões como os controladores de tráfego aéreo, as bordadeiras da Madeira….também possuem um regime especial de aposentação.

    http://www.spn.pt/Media/Default/_Profiles/4876592e/e26936e7/40anos.JPG?v=636111063806084844

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