Descongelamento de carreiras? Esqueçam! Vem aí um novo modelo…

 

Para quem está à espera de, finalmente, se ver aquecido por mais uns “cobres” em janeiro de 2018, que são dezenas de milhares, esqueçam lá isso…

Já se tinham ouvido(lido) uns rumores sobre um novo modelo de progressão, mas agora veio a confirmação. Este governo quer alterar o “status quo” e, mais uma vez, retirar direitos adquiridos. Eu sei, vão-se começar a levantar vozes a favor da progressão por mérito, eu também sou a favor, mas isto vem defraudar as expectativas que foram lançadas. Estou em crer que isto vai demorar mais uns tempos…

Que se preparem os sindicatos, vêm aí novas negociações em que estará em causa o Estatuto da Carreira Docente, mais propriamente a Carreira Docente. Já que vão mexer, que mexam como deve de ser. Consigam um acordo por uma carreira docente realista, em que os últimos escalões sejam acessíveis a todos e não só a alguns, poucos…

E, afinal de contas, parece que as contas ainda carecem de cuidados, ao contrário de que tem sido dado a entender com o tal défice de 2,1%…

 

Reestruturação da função pública vai ter limites às progressões

O Governo quer que as carreiras da função pública passem a obedecer a critérios que passam por uma limitação às progressões na carreira. “É preciso mais gestão de recursos humanos, com uma nova lógica, através de prémios e promoções e não apenas uma lógica de progressões automáticas”, explicou ao PÚBLICO o mesmo responsável governamental, acrescentando que a reestruturação das carreiras da função pública terá de ter em conta “o impacto orçamental”.

A estratégia do Governo tem um prossuposto: a promoção e progressão na carreira pressupõe mais despesa – e a necessidade de controlar a despesa do Estado com salários não vai desaparecer tão cedo.

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2017/03/descongelamento-de-carreiras-esquecam-vem-ai-um-novo-modelo/

15 comentários

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  1. Mas como é que vão entrar mais 3200 no quadro e não há progressões na carreira? Trabalho precário é o meu, que sou efetivo desde 2003 e continuo no 1º escalão, em escolas longe de casa, com a despesa que isso acarreta, à espera que descongele por 4 meses para subir e a coisa não sobe. Farto destes gajos, desde concursos extraordinário ilegais a congelamentos eternos, só falta o aumento do horário de trabalho. Já agora, porque é que achavam que a IGE anda a meter as observações de aula à socapa nas escolas?

      • mario on 6 de Março de 2017 at 23:24
      • Responder

      para ver se arranjam pretextos de porem uns quantos a ‘patinarem’ ainda mais no mesmo escalão…
      mas também só metem se deixarem porque a lei é clara sobre esse assunto.

      • Antonio Pinto on 7 de Março de 2017 at 18:29
      • Responder

      É um acto eleitoral para calar sindicatos …mas com bilhete directo para a MOBILIDADE .

        • era_o_que_faltava on 8 de Março de 2017 at 12:14
        • Responder

        Sim, trata-se de tentar acalmar as pessoas que na generalidade estão furiosas depois de perceberem quanto foram negativamente discriminadas face às polícias. São só 10 anos e 1 mês a mais. Se esse Vieira da Silva fosse a uma Escola levava naquela cabeça até perceber que os professores o consideram o equivalente a um vendedor de banha da cobra. E de cobra venenosa!

    • Maria on 6 de Março de 2017 at 15:05
    • Responder

    Mais um ato VERGONHOSO deste governo( ou desgoverno) já não sei. São todos iguais!
    Começo a pensar que terei de ensinar os meus alunos e netos que deverão esquecer a “Lusa Pátria” de que a professora / avó lhes falava; que a Palavra dos homens já nada vale! Sinto vergonha.

    • era_o_que_faltava on 6 de Março de 2017 at 15:07
    • Responder

    Era óbvio desde que decidiram deixar de fora os professores do regime de aposentação que aprovaram para outras classes profissionais. Bastaria fazer operações matemáticas simples para perceber. Os professores mais velhos, os que estão nos últimos escalões, fariam disparar a despesa e, como sabemos, sempre que aumenta a despesa pública o risco de incumprimento sobe e isso faz disparar os custos do serviço da dívida. A embirração com a classe levou a que os professores fossem todos severamente penalizados. E estamos a falar num cenário sem grandes sobressaltos externos.

    • era_o_que_faltava on 6 de Março de 2017 at 15:14
    • Responder

    http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-03-06-Novas-Oportunidades-passam-a-chamar-se-Qualifica-e-vao-abranger-600-mil-pessoas

    O dinheiro faz falta para aqui que como sabemos é o local onde as pobres pessoas vão fazer um portefólio com a ajuda de outras pessoas e que ganha o dinheiro são os “formadores” que todos sabemos muito bem os requisitos que são necessários para tal formação. Vira o disco e toca o mesmo, “Novas Oportunidades a caminho”. Isto tresanda a Sócrates por todos os lados.

    • era_o_que_faltava on 6 de Março de 2017 at 15:24
    • Responder

    http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-03-06-Novas-Oportunidades-passam-a-chamar-se-Qualifica-e-vao-abranger-600-mil-pessoas

    Lá vem a mesma molenga. O que diria disto Pinheiro de Azevedo?!!

    • Sandra on 6 de Março de 2017 at 15:36
    • Responder

    e os sindicatos dirão : Amén. Querem apostar?

    • Rambo on 6 de Março de 2017 at 16:54
    • Responder

    Vão morrer todos congeladinhos e cheios de frio.

    Subidas de Escalão!.. Esqueçam…mas continuem a fazer formações e relatórios de auto-avaliação…Grandes Otários…

    Acreditem no PAI NATAL!…

      • Alberto Miranda on 7 de Março de 2017 at 14:51
      • Responder

      Caro Rambo (não sei se é o do filme),
      Há anos que eu não faço uma ação de formação (por vários motivos, nomeadamente o cansaço profissional após um dia de aulas e por me recusar a pagar uma ação de formação).
      No entanto, é obrigatório por lei fazer o relatório de auto-avaliação em cada ano letivo.
      Cumprimentos

    • mario on 6 de Março de 2017 at 23:25
    • Responder

    confirmado o que qualquer realista já sabia: enquanto o saque orçamental continuar a ser feito pela criminalidade bancária, compadrio politico e gestão dolosa, os trabalhadores e cidadãos fora do poder pagarão por isso tudo…
    mas as consequências não serão só para quem é prejudicado salarialmente…

      • era_o_que_faltava on 8 de Março de 2017 at 12:09
      • Responder

      O saque vem essencialmente pela via dos juros da dívida, o que se paga em juros daria para todas as reposições com retroactivos (hoje o leilão de mais um empréstimo custou 3,9% a nove anos). A banca, enquanto não prenderem quem roubou e não encostarem o mal parado à Europa (só a nível europeu haverá força para fazer pagar quem o levou) para libertar capital, a economia não dará a volta. Mesmo que os turistas venham aos magotes ver os indígenas que lhes proporcionam vida bastante barata.

      http://expresso.sapo.pt/economia/2017-03-08-Portugal-paga-mais-para-se-endividar-a-longo-prazo

    • era_o_que_faltava on 8 de Março de 2017 at 11:05
    • Responder

    Mário Nogueira pode ter sido cúmplice neste tratamento discriminatório da classe docente face a outras classes profissionais, mas tem muita razão quando defende outro modelo de gestão para os Agrupamentos. Na verdade, o actual modelo é completamente disparatado, pois dá aos elementos do Conselho Geral um poder imenso, o que é visível nos benefícios que têm por serem membros desse órgão. A Fenprof está cheia de razão quando defende que todos os professores, funcionários e representantes dos pais deverão votar directamente para a eleição do director. A solução actual, escorrida da cabeça da Milú, é uma mistificação da democracia, um disparate sem pés nem cabeça. Os Conselhos Gerais têm um poder imenso, como se de um Partido Político se tratasse, um Partido Político que legitima o Director e o tem na mão. Assim, os Conselhos Pedagógicos ficam para os “tolinhos” trabalharem e baixarem a bolinha. Nogueira está cheio de razão. Olhem para as benesses de quem estão nos C. Gerais, está lá tudo, é só ver.

    • António Figueiredo on 30 de Outubro de 2017 at 17:04
    • Responder

    Caros colegas,
    Neste momento a nossa atenção e luta deve-se concentrar-se no descongelamento da progressão da carreira e na contagem efetiva do tempo de serviço realizado.
    Não é justo, nem CONSTITUCIONAL , que todos os outros setores da função publica – Médicos, enfermeiros , policias … vejam o seu tempo contado para poderem progredir e os professores não o possam fazer. Porquê? Porque samos muitos e é dispendioso. Este argumenta não é valido, nem é argumento ou justificação para fazer esta “canalhice” aos professores. O principio é igual para todos. Se o valor previsto no Orçamento do Estado para 2018 não chega, para a contagem do tempo de serviço na qual as careiras e a progressão tiveram congeladas, que se faça uma distribuição equitativa/igual por todos os funcionários públicos, ou que o tempo da mesma seja mais alargado, em vez de dois se faça em 4 ou mais.


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