Desde que Não Seja Uma Bela Treta Teórica

As competências são determinantes no perfil dos alunos, numa perspetiva de construção coletiva que lhes permitirá apropriarem‐se da vida, nas dimensões do belo, da verdade, do bem, do justo e do sustentável, no final de 12 anos de escolaridade obrigatória.

 

Consideram‐se as seguintes áreas de desenvolvimento e aquisição das competências chave:

 

– Linguagens e textos.
– Informação e comunicação.
– Raciocínio e resolução de problemas.
– Pensamento crítico e pensamento criativo.
– Relacionamento interpessoal.
– Autonomia e desenvolvimento pessoal.
– Bem‐estar e saúde.
– Sensibilidade estética e artística.
– Saber técnico e tecnologias.
– Consciência e domínio do corpo.

 

 

Estas competências são complementares e a sua enumeração não pressupõe qualquer hierarquia interna entre as mesmas. Nenhuma delas, por outro lado, corresponde a uma área curricular específica. Sendo que em cada área curricular estão necessariamente envolvidas múltiplas competências, teóricas e práticas. Pressupõem o desenvolvimento de literacias múltiplas, tais como a leitura e a escrita, a numeracia e a utilização das tecnologias de informação e comunicação, que são alicerces para aprender e continuar a aprender ao longo da vida.

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7 comentários

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    • José Jorge on 12 de Fevereiro de 2017 at 18:47
    • Responder

    Está encontrado uma nova disciplina estruturante! É a filosofia! Tudo o que aí está, está no programa de filosofia. Como temos poucas horas semanais para lecionar todo o programa, exigimos mais horas para a disciplina de filosofia para podermos pôr em prática todo o seu humanismo e que esta seja incluída em todos os currículos dos secundário, ao contrário do que tem vindo a acontecer até agora!

    • PROFET on 12 de Fevereiro de 2017 at 19:51
    • Responder

    Estas áreas de desenvolvimento e aquisição das competências chave, na minha modesta opinião, parecem ser as mais importantes a contemplar no perfil dos alunos. Mas vamos ver se desta vez irão dar uma importância relevante às áreas de:
    – Sensibilidade estética e artística; e
    – Saber técnico e tecnologias.
    …ou se será apenas fogo de vista… isto porque, é necessário e imperativo des”cratizar” os currículos do ensino básico… vamos ver o que é que realmente vai passar a ser estruturante no ensino básico… este, é o momento oportuno para criar uma escola mais aliciante para os alunos, para que estes sintam que o ensino lhes é proveitoso e passem a ver a escola como um local mais aprazível.

    • Vasco da Gama on 12 de Fevereiro de 2017 at 20:12
    • Responder

    Pois eu acho que estamos perante mais uma treta teórica. Acho que tudo isso já se vai fazendo nas escolas. Acho que os alunos já se enquadram nisto tudo, uns mais outros menos, desde o início da sua escolaridade até à sua saída, passando por Exames Nacionais. Diga-se que os Exames Nacionais têm alguma dificuldade de avaliar certas coisas destas, pois acabaram com os exames orais.
    Bem, mais um momento para estes teóricos, que não sabem o que é uma sala de aula da atualidade, passarem o tempo e estarem a emperrarem a máquina que tanto trabalho real dá aos professores.

      • José Jorge on 12 de Fevereiro de 2017 at 21:09
      • Responder

      Tem razão. É incrível o que a sociedade exige hoje à escola e os ministros vão atrás. Ele é cidadania e civismo, é arte e estética, ética e moral, é saúde e bem estar, é democracia e política, psicologia e inter-relações, tics e tecnologias, sexualidade e comportamentos de risco, consciência, motricidade e domínio do corpo, palavreado…., tudo banhado com vivências práticas e participativas. O aluno constrói o seu saber, mas depois exigem-lhe nos finais de ciclos exames finais extremamente teóricos e centrados na memorização. E estes exames sim, são vivências significativas, capazes de pôr em causa o futuro dos alunos… Acho que não passamos da cepa torta de cada ministro sua reforma. Nada do que é essencial é durável neste país….

    • Isabel Magalhaes on 13 de Fevereiro de 2017 at 9:26
    • Responder

    É fantástico como se copiam quase na integra documentos, dando-lhes uma outra roupagem, traduzindo-os e pretendendo fazê-los passar como o último dos ideais para uma sociedade distinta, com características tão suas! E já não é de hoje… em Portugal, traduzem-se há muito os documentos de outros países, como neste caso do UK! e já está um lindo texto… o mesmo se passou com as ‘Orientações para a Educação Pré Escolar’, que em Portugal surgiram em 1995, mas foram cópia praticamente integral dos ‘Desirable Outcomes’, ingleses, que datavam de uma década ou mais atrás! Basta compararem-se ao longo dos anos os vários documentos estruturantes que foram surgindo e as semelhanças são gritantes. Temo em questionar, não haverá plágio!?
    Questiono-me, o porquê de tentar replicar o que os outros fazem, por falta de conhecimento, será?, o que vem de fora é sempre melhor? ou porque acham que em Portugal ainda há quem desconheça o que é feito lá fora?
    Avaliaram a eficácia destes ideais, cá? Existem os meios (muitos e diversos) para que estes ideais sejam verdadeiramente operacionalizados? lançam-se cá para fora como a solução para todos os problemas de insucesso, sem a respetiva reorganização do sistema a todos os níveis. Alteram-se as competências finais do perfil dos alunos, e as competências nos perfis dos professores mantém-se? Um país com um corpo docente envelhecido e em alguns casos com visões e práticas tão distantes do que aqui se pretende, não ajudará com toda a certeza.
    Sem uma noção real do que se passa nas escolas, nas famílias e sem se desenhar medidas efetivas, que se adaptem às nossas características e mudanças sociais e culturais, atrevo-me a inferir que isto é mais do mesmo e não se irá a lado nenhum. Mas se calhar o objetivo é mesmo esse… enganar para reinar!

    Aqui fica o link da versão inglesa:
    https://www.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/425601/PRIMARY_national_curriculum.pdf

    • SapinhoVerde on 14 de Fevereiro de 2017 at 9:39
    • Responder

    Apenas vejo a introdução das áreas de:
    TIC
    Educação Tecnógica
    Saúde / medicina.
    Áreas que já existiram e foram eliminadas … substituindo-as por outras cujo a qualidade, objectividade, utilidade me escuso de comentar.
    Aliás, …, fartos de “paleio” (sem ofender ninguém) tais como de boas acções está este mundo (e “o” do ensino também) cheio.

    • Maria Lopes on 14 de Fevereiro de 2017 at 16:28
    • Responder

    Parece-me que no perfil dos alunos cabe tudo, ou seja, a confusão é total. Nem a nível superior existe uma orientação clara, objetiva e concreta daquilo que o aluno deverá dominar / adquirir. Depois reina a confusão e o caos… só pode!!!


  1. […] colocada aqui pela Isabel […]


  2. […] Arlindo: Estas competências são complementares e a sua enumeração não pressupõe qualquer hierarquia interna entre as mesmas. Nenhuma delas, por outro lado, corresponde a uma área curricular específica… […]


  3. […] Arlindo: Estas competências são complementares e a sua enumeração não pressupõe qualquer hierarquia interna entre as mesmas. Nenhuma delas, por outro lado, corresponde a uma área curricular específica… […]

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