Será a repetição de ano benéfica para os alunos? – O estudo

Eis uma pergunta que assombra todos os professores na hora de tomar decisões.

A Fundação Francisco Manuel dos Santos realizou um estudo que disponibilizou e que aqui fica para consulta. Assim como algumas das citações proferidas na sua apresentação. As conclusões são inequívocas. Mas cada caso é um caso, e na minha modesta opinião, esta discussão vai muito além da análise de gráficos.

“Em Portugal, uma em cada três crianças até aos 15 anos repete um ano pelo menos uma vez” (Luís Catela Nunes)

“Dependendo do município, uma criança com o mesmo tipo de maus resultados pode ou não ser retida no 4.º ano.” (Luís Catela Nunes)

“Há muitos mais rapazes retidos do que raparigas.” (Luís Catela Nunes)

“Aluno” que chumbou no 4.º ano vai chumbar menos do que os outros nos anos seguintes, mas perdeu aquele ano” (Luís Catela Nunes)

Recomendação política dos autores do estudo: canalização dos fundos gastos com retenções para práticas educativas mais eficazes.

“Façamos os possíveis por que não tenha de haver retenções nem os custos associados a elas.” (Adelino Calado, do Agrupamento de Carcavelos)

“Chumbar alunos custa 4500€ a 5000€ por aluno.” (Isabel Flores, projecto aQeduto)

 

O objectivo deste trabalho é medir o impacto resultante do facto de se obrigar um aluno a repetir um ano no seu desempenho académico subsequente. Pretende-se responder à seguinte questão: para os alunos que ficaram retidos, como é que os seus resultados académicos se comparam com os resultados académicos que teriam tido se não tivessem ficado retidos?

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13 comentários

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    • Hugo Santos on 27 de Outubro de 2016 at 17:35
    • Responder

    Sou professor em Londres e aqui passam sempre… Nunca vi alunos de year 9, 10 ou 11 com tão poucos conhecimentos como aqui. A maioria passa os anos todos sem pegar num livro ou caderno (até porque ficam praticamente sempre na escola). Há alunos do year 11 que pouco mais sabem do que ler e mal…
    Não haver chumbos é bastante nefasto, é uma solução para “criar burros”…

      • pois é! on 28 de Outubro de 2016 at 0:33
      • Responder

      Aqui fazemos melhor. Passam do 7º ano directamente para o 9º ano… LOL

      Mas ao menos dão-nos horários… e sempre é melhor estarem na escola que a roubar!!!

      Aliás, a ideia é essa, fazer da escola um poiso para delinquentes, enquanto estes não têm idade para ser presos… Será que vocês não percebem isso? A escola é um mal menor para estes miúdos e nós somos os babysitters.

    • xpcasaa on 27 de Outubro de 2016 at 18:34
    • Responder

    Sou da opinião em aferir que chumbar é um conceito ultrapassado e devia o Governo tomar medidas urgentes para alterar imediatamente as consequências . Assim passo a explicar :

    1. Porque razão o “chumbar” por exemplo a Matemática , Português , terá forçosamente obrigar o aluno a ter de repetir no ano seguinte com efeitos de “chumbo” novamente , isto por exemplo , a disciplina de Inglês quando até se esforçou ao máximo para ter nota 3 e ter de repetir as Ciências quando se esforçou ao máximo para ter nota 3 ?
    2. O aluno no ano que chumba esforçou-se ao máximo para ter essas notas positivas deixando para trás a Matemática e o Português , vai agora no ano seguinte REPETIR o esforço para obter nota 3 e pouco e deixar novamente para trás a Matemática e o Português ou irá dar atenção mais à Matemática e ao Português e agora fica um pouco para trás o Inglês e as Ciências podendo até baixar a nota de 3 para 2 e pouco ?

    É que este novelo em que mergulham os alunos a todo o custo tem de acabar !

    Se o aluno fez determinadas disciplinas com aproveitamento já não teria de repetir no ano seguinte as mesmas avaliações com o poder de reverter a nota para pior , o aluno tem obrigação de frequentar essas disciplinas e serem substituídas essas avaliações por formativas , sem valor classificativo ou no melhor para até querendo o aluno levantar a nota repetida .

    Ora o aluno tem é de concentrar o esforço máximo nas disciplinas que reprovou e deixar as outras em que teve aproveitamento a título de revisão formativas ou para levantamento de nota a consentimento do encarregado de educação .

    Assim tenho a certeza que os alunos vão se interessar mais pela escola .

      • Ivone on 27 de Outubro de 2016 at 21:24
      • Responder

      Concordo com as reprovações mas repetir disciplinas no básico é muito estúpido e desinteressa os alunos das atividades. No tempo das outras disciplinas deveriam poder estudar livremente na biblioteca por exemplo. Que se siga o exemplo do secundário.

      • Alexandre on 30 de Outubro de 2016 at 2:23
      • Responder

      Bem visto.

    • Andreia on 27 de Outubro de 2016 at 21:22
    • Responder

    A repetição de ano é benéfica para o aluno que assim pode aprender o que não aprendeu e muito benéfica para os restantes alunos que só assim se vêem livres de colegas que não querem aprender. Se acabarem os chumbos acabam com a escola publica porque depois cada um faz o que quer se nem reprova.

      • pois é! on 28 de Outubro de 2016 at 0:36
      • Responder

      Errado! os que não aprendem são colocados em turmas especiais, só para burros!!! Em portugal anda muita dúvida sobre como chamar a estas turmas, parece-me até que mudaram este ano de novo de nome!

      A escola e´um poiso para eles não estarem a trabalhar (porque por lei não podem) e não estarem a causar distúrbios.

      A escola faz este apoio social! E nós ganhamos horários (MUITOS) com isso!

      E depois, um aluno de um vocacional, fica com esse rótulo e qualquer empregador sabe o que ele significa na hora de contratar…

        • Vanda on 28 de Outubro de 2016 at 17:57
        • Responder

        Em outros países mais desenvolvidos nem dão opção de escolha, os alunos vão para os cursos conforme as suas capacidades. Estamos nós a pagar impostos para que os alunos reptam 2 e 3 vezes o mesmo ano só porque os pais decidem que não os querem em determinado curso?

      • Alexandre on 30 de Outubro de 2016 at 2:22
      • Responder

      Mas os que não querem aprender não desaparecem. Vão para outra turma, importunar outros miúdos.

      • aadsfrrgthyjy on 30 de Outubro de 2016 at 16:41
      • Responder

      A repetição de ano é benéfica, sim, para o aluno. Isto de passar quem nada sabe só vai originar uma sociedade de alienados. Como tal, o que deveria ser feito era o aluno ser referenciado, sendo identificadas as suas dificuldades, no ano seguinte repetia o ano, numa turma mais pequena. Se fosse caso de indisciplina era-lhe dada esta segunda oportunidade também. Ao final desse ano, em caso de indisciplina, era expulso da escola pública, como acontece nos países mais desenvolvidos e, em que os pais depois se veem obrigados a pagar para que os filhos estudem. Em caso de apenas dificuldades de aprendizagem era encaminhado para um tipo de curso mais prático.

    • Campos on 28 de Outubro de 2016 at 11:06
    • Responder

    A imagem não dá acesso ao estudo?

      • Rui Cardoso on 28 de Outubro de 2016 at 13:20
      • Responder

    • Jasmine on 30 de Outubro de 2016 at 16:41
    • Responder

    o problema é que confundimos ano de escolaridade com nível de desempenho. Dois alunos podem estar no mesmo ano de escolaridade e um estar no nível bom e outro no nível Não Satisfaz, tal como 2 adultos podem ter 30 anos e um ser pai de família e diretor e outro viver com os pais e estar desempregado. Vamos “reter” o adulto? Reter um aluno é um conceito ultrapassado. Deveríamos aprender com a Educação Física que trabalha muito bem os diferentes níveis de desempenho.

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