Os professores são todos iguais? – aQeduto

 

Hoje, das 18:00 às 20:00, realiza-se no auditório do Conselho Nacional de Educação o 10º Fórum aQeduto com o tema – Os professores são todos iguais? Neste fórum irá analisar-se variáveis relativas aos professores, tais como a sua remuneração, o número de horas que trabalham, a motivação e a perceção que os alunos e diretores têm destes profissionais, assim como as perceções que os professores têm de si próprios e a forma como estes se diferenciam uns dos outros.

É de salientar que este estudo contém dados de 2012, ou seja, de há 4 anos… mas mesmo assim caraterizam a opinião dos docentes.

Ficam aqui as principais conclusões:

Muito trabalho, pouco reconhecimento?

Em 2012, os professores portugueses declararam em média trabalhar mais de 40 horas por semana, sendo os que despendem mais tempo a preparar aulas e a dar feedback aos alunos.

Professores impacientes?

Em Portugal, os professores mais velhos são os que reportam menor disciplina em sala de aula. Não obstante, os níveis de disciplina reportados pelos professores são sempre baixos.

Os professores estão sempre a debitar matéria?

Em Portugal, os professores continuam a privilegiar as aulas de cariz expositivo em detrimento de aulas práticas baseadas em projetos.

O que faz com que os professores se sintam satisfeitos e respeitados?

Os professores sentem-se satisfeitos e respeitados quando consideram que ajudam a aprender, têm uma boa relação com os alunos e conseguem manter a disciplina em sala de aula.

 

A opinião defendida pelo professor do ensino básico e secundário Alexandre Henriques, autor do blogue Com Regras, é de que, “A idade dos professores e a forma como estes lidam com a indisciplina é apenas uma consequência de vários factores. A indisciplina é transversal e restringir estas questões à idade dos professores é centrar a questão na consequência e não nas suas causas. No próprio estudo é possível verificar que os professores em início de carreira também revelam algumas dificuldades quanto às questões disciplinares. A falta de preparação específica na sua formação inicial, anexa à sua inexperiência em lidar com situações novas e imprevisíveis, podem causar algumas dificuldades em lidar com certas situações de indisciplina. No extremo oposto, estamos perante muitos professores que sofrem de burnout educativo, onde a falta de reconhecimento e estagnação profissional, o aumento da idade da reforma, o desgaste em lidar com alunos cada vez mais complexos, o distanciamento geracional, o choque cultural e tecnológico entre estes, podem originar fortes conflitos em sala de aula.

A forma como os diferentes países cuidam dos seus professores tem um impacto muito significativo na sala de aula. É urgente valorizar, respeitar e cuidar dos nossos professores e permitir que estes iniciem, desenvolvam e terminem a sua carreira com a dignidade que merecem e que a escola portuguesa necessita.”

 

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4 comentários

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    • ai on 17 de Outubro de 2016 at 13:53
    • Responder

    Sugestão : formação na área da Gestão de conflitos em sala de aula dada pelo ministério da educação.

      • Virgulino Lampião Cangaceiro on 17 de Outubro de 2016 at 15:22
      • Responder

      Se o problema tivesse uma solução tão simples já estaria resolvido.

    • JC on 17 de Outubro de 2016 at 22:26
    • Responder

    O professor que debita muita matéria dá aulas muito expositivas. O professor que não debita matéria, mas cria projetos, não ensina e não dá matéria necessária. Portugal!

    • anónimo on 18 de Outubro de 2016 at 7:35
    • Responder

    Claro que os professores NÃO SÃO TODOS IGUAIS.
    Há professores e há contratados.

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