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Out 23 2016

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Educação Física Passa a Contar para a Média de Acesso ao Ensino Superior em 2017/2018

Informação recolhida no artigo seguinte do Blog ComRegras.

 

Educação Física passa a contar para a média de acesso ao ensino superior em 2017/2018

 

educacao_fisica

 

 

O resumo e as conclusões do Simpósio Aprender no Século XXI – Mais Exercício, Maior Sucesso, Melhor Futuro pode ser lido aqui.

 

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  • Agnelo Figueiredo

    Tenho muitas dúvidas.
    Em grande parte das escolas, é muito mais difícil ter um 20 a EF do que a Matemática, ou outra.
    Não teria problemas em concordar se as classificações de EF fossem independentes das características físicas e morfológicas dos alunos.

    • Agnelo, isso é o mesmo que dizer para as classificações serem atribuídas independentemente das características cognitivas dos alunos…
      • Agnelo Figueiredo

        Não existem “características cognitivas”, Alexandre. Há características físicas e intelectuais. Umas e outras permitem a cognição. Mas a EF faz apelo a recursos físicos que, independentemente da vontade e do empenho, alguns alunos não conseguem mobilizar.

        • Queria dizer domínios cognitivos… mas isto das terminologias dá um mestrado…
          “Mas a EF faz apelo a recursos físicos que, independentemente da vontade e do empenho, alguns alunos não conseguem mobilizar.”
          O mesmo se aplica nas restantes áreas curriculares, ou então tinham 20 a tudo.

          Abraço

        • discriminatório

          Alexandre Henriques há deficientes motores e sensoriais que por mais que se esforcem nunca conseguirão obter um 20 a educação física, mesmo tendo-a às outras disciplinas. E falo-o com conhecimento de causa.
        • Daniel

          Evidente.
        • discriminatório

          E por ser evidente é que não devem ser discriminados por tal, Daniel. Há outros que não sendo deficientes também têm doenças que não lhes permitem realizarem a parte prática da disciplina de educação física e, como tal, por terem nascido com um problema de saúde ou o terem adquirido ao longo da sua curta vida há quem ache que devem ser prejudicados no acesso ao ensino superior.
        • Alexandre

          Estou de acordo consigo. Não é comparável o esforço para ultrapassar exigências acadêmicas que requerem estudo, leitura… ao de contrariar habilidades motoras que por muito que se treine não se conseguem ultrapassar.

          Sou completamente contra a inclusão da EF na média de acesso ao superior. Mais ainda quando estamos a falar de adolescentes que nem as modalidades desportivas que praticam em EF podem escolher. 1 mês de futebol, 1 mês de andebol, 1 mês de tênis… que, como é óbvio não tornam ninguém proficiente nestas modalidades, e é este o critério principal de avaliação.

        • discriminatório

          Exatamente, Alexandre Henriques! E depois vamos a exemplos práticos, pelos quais a nota da disciplina de Educação Física deixou de contar para acesso ao Ensino Superior: um aluno a fazer tratamentos de quimioterapia está impedido de realizar a componente prática da disciplina, é um excelente aluno a todas as disciplinas, nesta situação dificilmente terá uma boa nota a Educação Física; um aluno surdo, realiza as atividades práticas, mas devido a ser surdo, tem falta de equilíbrio – nunca terá o mesmo desempenho por mais que se esforce; um aluno cego, está impedido de realizar a maioria das atividades da componente prática, pelo que a sua nota a Educação Física por mais que se esforce, será dificilmente muito boa; um aluno com deficiência motora, paraplégico, p.ex., está também impedido da realização de muitas das atividades práticas. Para que a nota de Educação Física pudesse contar para todos então cada aluno tinha que poder pelo menos escolher a modalidade desportiva compatível com as suas capacidades físicas. É que isto de uns terem nascido com as “peças” todas e outros só com algumas e quererem que todos façam o mesmo é como dizerem a todos os animais que subam à mesma árvore: para alguns é, simplesmente, impossível!
    • pois é!

      Porque a EF os alunos têm que fazer alguma coisa e não é fácil esconder as debilidades do corpo!

      Já nas letras, é muito fácil esconder debilidades e passar por postal ilustrado. Veja-mos as médias de entrada na universidade: os brincos vão para letras e dão em professores! Depois, tiram médias ridículas e vão para as escolas dizer que ler cantigas de escárnio e maldizer é importante para a vida dos nossos jovens…

      Por isso, vamos acabar com as médias a português, a inglês, etc…

      Pode-me chamar estúpido. Só estou a usar a sua lógica. Aliás, pela sua cara, vê-se a sua aversão à EF. Deve ter sido um excelente aluno… LOL

      • pois é!

        os brincos = os broncos.

        Sim, muitos das letras são broncos que, a não saber fazer mais nada, acabaram como professores de PT, ING, FRC, HIS, etc….

        • sandra

          Acha mesmo que só os “broncos” vão para letras?!? Desculpe mas parece-me que não conhece bem as coisas…tenho alunos de humanidades que simplesmente são brilhantes…e na maioria dos casos tb são bons atletas…EF é muito importante…até porque está provado que quem pratica exercício tem melhores resultados…Já os gregos percebiam isso. Ah, e sim, eu sou uma das “broncas” que seguiu humanidades, terminou o ensino secundário com 17 de média, há 20 anos. Seguiu o curso que amava. E ensina não só PT, FR, ESP, como a pensar, a ter cultura…enfim, a ser um cidadão melhor!!!
      • Maria Emília Rodrigues

        claro que para se ser bom às outras disciplinas tem que ser um Ronaldo,um Nelson Évora ou uma Filipa Martins. Se bem me lembro a nota de EF deixou de contar para a média pela pressão de muitos pais cujos filhos eram excelentes alunos na sua área escolhida excepto a EF, o que não é assim tão raro como tudo isso
      • Maria Emília Rodrigues

        eu fui uma excelente aluna ,inclusive a EF e continuo a achar que não deve contar.
      • cristina

        VEJAMOS !!!!! Espero que não seja professor.
    • Rui Almeida

      as características trabalham-se, tanto as físicas como as intelectuais. Mentalidades dessas é que levam os alunos a terem atestados diariamente para nem trocarem de roupa. Depois vemos recados como ” o meu filho dormiu mal, não pode fazer aula de ed.física”. Nem todos são alunos de 20 como diz, é uma realidade, mas isso acontece em todas as disciplinas, quer queira quer não. Acho muito bem que conte, é da maneira que os papás em casa moderam aquilo que dizem sobre a disciplina e percebem de uma vez por todas que o aluno só beneficia em fazer aula, tanto a nível Intelectual como diz, como a nível físico por uma questão de saúde.Não é ao acaso que muitos dos desportistas que praticam desporto federado, têm adjacente ao seu currículo um ou mais cursos superiores. Cumprimentos
    • Maria G.

      Concordo plenamente com o que diz
  • complemento oblíquo

    Lá vão recomeçar as explicações a Educação Física em algumas localidades deste país, retomando uma situação que ocorria anteriormente, quando a classificação contava para o acesso.
  • ai

    Discordo. Deixem ficar como está….
    • Ai? Nah, é que és burro!

      Vê-se mesmo que nao vales nada a E.F.
  • luis

    É excelente para os alunos dos colégios e péssimo para os alunos do ensino público. É fácil verificar o ódio dos profes de EF do ensino público aos alunos excelentes nas outras disciplinas. EStes profes vão decidir quem vai ser médico ou engenheiro aeronáutico.
    • Maria Emília Rodrigues

      aqui nem é uma questão de ódio porque não me parece que seja uma regra,mas porque raio deverá contar a nota de uma disciplina que nada ^tem a ver com as opções de um aluno? Se os alunos fazem opções no secundário e deixam de ter disciplinas porque não serão essenciais para a sua futura área profissional ,porque deverá a EF contar?
      • pois é!

        Ui… por essa lógica só tínhamos cursos profissionais ou os antigos, e excelentes, cursos técnicos… Porque 90% do que aprendi na escola não me serviu para nada!
        • Maria Emília Rodrigues

          se calhar até serviu mas não percebeu. Quanto aos cursos profissionais há que acabar com esse estigma. Já tive muito bons alunos em cursos profissionais os quais por acaso até foram dos melhores alunos na universidade na área que tinha escolhido. No secundário os alunos fazem escolhas e deixam de ter certas disciplinas ( que não contarão para a média ,como é óbvio) , a EF fica porque é necessária para um bom desenvolvimento físico mas será que para ser um bom engenheiro, médico,advogado …é preciso ser bom em ginástica ou em atletismo? Então porque não terem todos Educação Visual e contar para a média? Também ajuda a um bom desenvolvimento intelectual e emocional
        • Ricas

          Maria…tocou na ferida. Porque então não contar com E.V. e E.T. tb para a nota? Está mais do que sabido que a criatividade e a capacidade de resolução de problemas são importantes para o desenvolvimento pleno do indivíduo.
          Quer dizer..pela lógica do “pois é” é importante saber correr ou chutar e lançar uma bola para um futuro médico; da mesma forma será importante um médico saber desenhar ou fazer um braço em argila!
          Na minha perspetiva, não faz sentido nenhum E.F contar para a média..mas enfim..sou eu!
        • Maria Emília Rodrigues

          somos duas e talvez muitos pais a quem ninguém perguntou nada. Se bem me lembro foi exactamente por pressão destes ( muitos deles pais de alunos brilhantes em todas as áreas excepto a EF) que a nota de EF deixou de contar.
    • Daniel

      Bem visto, Luís.
  • Maria Emília Rodrigues

    Não concordo de todo. Concordo que um aluno tenha Educação Física em todo o seu percurso escolar,mas porque raio deverá contar para a entrada em cursos que nada têm a ver com EF?
    • pois é!

      Porque raio tenho de ler livros em português que são uma boa bosta e não servem para nada?!?

      Porque raio tenho de saber a história de portugal se esse conhecimento não serve RIGOROSAMENTE para nada!!!

      Quer que vá com o seu raciocínio por quase todas as disciplinas gerais?

      Maria Emília, não demonstre ignorância…

      • Maria Emília Rodrigues

        Se os livros de português são uma bosta para si isso revela que a ignorância está do seu lado e não do meu. Vá ler mais um pouco para ser capaz de falar com as pessoas sem as ofender só porque têm opiniões divergentes das suas
      • Maria Emília Rodrigues

        Quanto à História de Portugal ela serve sim senhora, se a sinão serviu é porque não aprendeu nada. De qualquer das formas acabou de me dar razão : por algum motivo os alunos de Ciências e Tecnologias não têm História
      • Ricas

        hahaha “pois é” a história de Portugal não serve para nada! E pois é..ler livros em português para quê? Ahhh…fixe fixe é saber quem é o Ronaldo! Vê-se logo que és prof de Ed. Física…certinho!
        ps: todos os rolamentos que fiz, cestos, chutos, corridas tb não me serviram para nada meu caro..para nada!
        • Maria Emília Rodrigues

          claro,é preciso ser bom ginasta e um craque a atletismo para se ser um bom médico,advogado , engenheiro …
        • Diogo

          Cara Maria, se formos por aí então também alguém diria que um engenheiro não precisa de conhecer obras como Felizmente há luar, etc.

          Como se responderia aos que falam das inaptidões de alguns alunos para a E. F. (ou falta de desenvolvimento das mesmas durante anos a fio), que então as notas de matemática não deveriam contar para o acesso à universidade de um futuro enfermeiro, que nunca irá calcular integrais.

          De qualquer forma convido-a a refletir sobre em que disciplina se pode desenvolver tanto o espírito de grupo/equipa, a cooperação, como forma de obtenção de sucesso, a criatividade, a reacção à adversidade permanente, onde há mais interacção social e onde se ultrapassam barreiras, mesmo em jovens mais introvertidos, etc. que tanta importância terão no futuro mundo do trabalho, seja onde for.

          Isto já para não falar, que não há maior investimento do que na nossa própria saúde. A relegação da EF para segundo plano, traz menos peso a uma disciplina, mas também ao que ela tenta promover. E acredite que eu prefiro apostar na prevenção de problemas de saúde e na criação de hábitos saudáveis, do que pagar várias vezes mais em tratamentos e despesas médicas anos mais tarde. Sim, porque a partir do momento que a EF perdeu peso, aumentou a falta de empenho, interesse e intensidade das aulas e aumentaram as dispensas de aula…

        • Bruno

          Bem dito Diogo…. Lastimar opiniões de apenas mal-dizer. Por ventura já se lembraram dos critérios de avaliação da disciplina? Entre o domínio cognitivo e sócio afetivo esse futuro engenheiro, médico, enfermeiro ou pedreiro tem pelo menos 50% da nota… No domínio motor, consoante a avaliação diagnostica que lhe é feita, se realmente se esforçar e aperfeiçoar as suas lacunas, o professor concerteza irá saber avaliar, não pelo que efetivamente é capaz de desenvolver, mas pela evolução registada fruto do seu trabalho nas aulas…

          Imaginam o que é pedir um exercício a alunos com mais de 15 anos que sabem que não precisam de fazer porque a nota não conta? Sabem como fica o docente nessa situação?

          O olhar pro meu umbigo é o mal da classe.

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