13 de Outubro de 2016 archive

Já Todos Receberam Resposta das Reapreciações da MPD?

Seguir:
arlindovsky
Seguir:

Latest posts by arlindovsky (see all)

Durante esta semana muitos docentes que viram o seu pedido da Mobilidade por Doença indeferido, e recorreram dessa decisão, começaram a receber resposta do deferimento.

Fica aqui um exemplo dessa resposta.

 

 

Fica V. Exa notificada, nos termos do artigo 114.º do Código do Procedimento Administrativo que, por despacho da Senhora Secretária de Estado Adjunta da Educação, de dia 04 de Outubro de 2016, foi deferido o seu pedido de reapreciação de Mobilidade por Doença para o ano escolar de 2016/2017, ao abrigo do Despacho n.º 9004-A/2016, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 133, de 13 de julho de 2016 para o Agrupamento de Escolas/Escola não Agrupada pretendido e por si indicado no formulário do “Pedido de Mobilidade por Doença”. Deverá entrar em contacto com o referido Agrupamento de Escolas/Escola não Agrupada

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2016/10/ja-todos-receberam-resposta-das-reapreciacoes-da-mpd/

Tempo de serviço perdido nos últimos 5 anos

Davide Martins

Latest posts by Davide Martins (see all)

O seguinte quadro-resumo apresenta a análise do tempo de serviço perdido pelos candidatos colocados até à RR5, nos diferentes grupos de recrutamento, durante os últimos 5 anos (desde 12/13 a 16/17).

À primeira vista salta o facto de o número de candidatos que perdeu mais de 3 anos de serviço ser praticamente o dobro do número de candidatos que não perdeu nenhum dia. 

Esta variação esteve mais dependente do QZP do que do tempo de serviço. A grande maioria dos candidatos que conseguiram a “proeza” de não perder um único dia de serviço encontram-se colocados no QZP 7, como mais tarde (se o tempo me permitir) demonstrarei.

(Ao clicar na imagem terão acesso ao estudo mais detalhado)

tempo-serv_perdasresumo

Mas para se perceber melhor a análise feita, há alguns dados que têm de ter em consideração:

  • O tempo de serviço usado no estudo é aquele disponível nas listas tornadas públicas, pelo que diz respeito a 31 de agosto do ano letivo anterior. Na prática significa que os dados remetem para o intervalo 10-11 a 14-15.
  • Foram apenas tidas em consideração as candidaturas que possam ser comparadas, ou seja, candidatos que não tenham concorrido em 12-13 ou 16-17 não são alvo desta análise (se tiver tempo também tratarei disso);
  • As colocações são apenas consideradas uma vez, ou seja, candidatos que concorreram a vários grupos serão apenas contados uma vez.

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2016/10/tempo-de-servico-perdido-nos-ultimos-5-anos-1/

Como aumentos nem vê-los, fica a informação…

 

A partir do próximo dia 20, os funcionários públicos começam a receber o salário de Outubro sem qualquer corte. Contudo, terão um ordenado muito inferior ao que recebiam em 2010. A perda é, no mínimo, de 10%.

Apesar da reposição total dos salários este mês, os funcionários públicos vão continuar a receber um ordenado líquido muito inferior ao que recebiam em 2010 e só aumentos acima dos 13% em 2017 poderiam colocar os salários de Outubro no mesmo patamar dos praticados há seis anos.

(clicar na imagem) in Público

1080002

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2016/10/como-nao-aumentos-nem-ve-los-fica-a-informacao/

“Parte dos chumbos associados a “discriminação” dos alunos”

É o que os “números” permitem, cada um tira as ilações que acha pertinentes para os interesses que tem.

Em causa está uma estudo, “Será a repetição de ano benéfica para os alunos?” Que tenta responder ao seguinte; tendo Portugal uma taxa elevada de retenção quando comparada com outros países, qual o seu impacto na aprendizagem dos alunos nacionais? Que função desempenha a retenção? Pode ou não contribuir para a melhoria de resultados escolares? Que estratégias alternativas existem?

Mas como todos sabemos as crianças não são números. E se as retenções existem é porque ainda nenhum “estudioso” assumiu que as mesmas devem deixar de ser permitidas… (há quem diga que já o fazem na surdina). Ou como alternativa, atacar as causas, fora e dentro da escola, Mas isso não deve interessar, não se fazem “números” com isso…

 

Investigadores compararam quem passou e chumbou entre alunos do 4.º ano com dificuldades de aprendizagem iguais. Ser rapaz, estrangeiro e até viver em certas regiões prejudica

Entre alunos semelhantes, quer no nível socioeconómico quer no desempenho académico, alguns têm maiores probabilidades de ser chumbados devido a fatores – como ser do género masculino ou estrangeiro – que nada têm a ver com pedagogia. Esta é uma das controversas conclusões do estudo: “Será a Repetição de Ano Benéfica para os Alunos”, de Luís Castela Nunes, (da Nova School of Business and Economics), Ana Balcão Reis e Carmo Sobral.

(clicar na imagem) in DN

pjm

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2016/10/parte-dos-chumbos-associados-a-discriminacao-dos-alunos/

“Orçamento. A Educação só precisa de mais dinheiro?”

O Orçamento será hoje aprovado em Conselho de Ministros e amanhã entregue na AR. A pergunta tem a sua razão de ser. É mesmo necessário mais dinheiro para a educação? É que este ano (2016) o orçamento para a educação foi mais reduzido que no transato e, aparentemente, todo está a correr sobre rodas…

 

So what? Cinco ideias a reter e uma conclusão

Primeira: no orçamento da Educação, conta mais a qualidade do que a quantidade. Ou seja, é mais importante investir em boas políticas (as que têm maior retorno para as aprendizagens) do que aumentar transversalmente o volume do financiamento à Educação – não é porque há mais dinheiro que ele será bem aplicado e fará a diferença.

Segunda: não existe uma relação causa-efeito entre o financiamento e as aprendizagens. O dinheiro que se investe na Educação conta, mas não serve de garantia de bons desempenhos, pelo que não basta aumentar o financiamento para aumentar os resultados escolares. Voltamos ao mesmo: o que faz a diferença é onde o financiamento é alocado.

Terceira: o financiamento à Educação em 2015 é, em volume, praticamente idêntico ao de 2005, mas muito diferente na estrutura – hoje, as despesas com o pessoal (nomeadamente professores) representa uma percentagem menor do total do financiamento. Resta perceber se a tendência é para manter nos próximos anos.

Quarta: os anos de 2009 e 2010 foram os recordistas absolutos em termos de financiamento público na Educação. No entanto, esse acréscimo orçamental esteve mais relacionado com questões conjunturais (despesas com o pessoal) e programas pontuais (Parque Escolar, computadores Magalhães) do que com apostas estruturais e estratégicas para a melhoria das aprendizagens.

Quinta: no ensino não superior, o ajustamento financeiro dos anos da troika (2011-2014) foi desenhado mais em modo de emergência do que numa lógica estratégica. Mas foi muito inferior ao que se estabeleceu na vox populi e no debate político – cerca de 600 milhões de euros. No entanto, forçou os limites do sistema educativo e, em particular, dos professores e auxiliares, sobre quem recaiu a maior fatia do corte orçamental.

Conclusão? Da próxima vez que escutar o anúncio de um aumento do financiamento na Educação, acompanhado de um slogan de valorização da Escola Pública, desconfie. Há investimentos que são estratégicos e fazem a diferença – nos professores e em tudo o que envolve as aprendizagens em sala de aula. E há investimentos que, embora inflacionem os orçamentos, não produzem efeitos duradouros nem melhorias estruturais no sistema educativo. Os primeiros são melhores do que os segundos. Mas os segundos são muito mais frequentes do que os primeiros. Afinal, é mais fácil investir em betão do que em pessoas.

Alexandre Homem Cristo

(Clicar na imagem) In Observador

microsoft-edge-web-notes-orcamento394928390

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2016/10/orcamento-a-educacao-so-precisa-de-mais-dinheiro/

Seguir

Recebe os novos artigos no teu email

Junta-te a outros seguidores:

x
Gosta do Blog