Apreciação das condições de abertura do ano letivo

A FNE, em reunião no dia 14, elaborou uma apreciação sobre a abertura do ano letivo. Parece que nem tudo correu bem, como andam por aí a gritar aos sete ventos…

 

Apreciação das condições de abertura do ano letivo
2. A abertura deste novo ano letivo, na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário, fica assinalada negativamente:
a) pelos resultados do concursos de docentes, os quais foram caracterizados por:
– manutenção de uma data tardia para o conhecimento dos respetivos resultados – apenas 30 de agosto;
– a emergência de múltiplas situações de injustiça, quer pelo calendário de execução das mobilidades por doença, quer pelo inusitado aparecimento de centenas de horários completos e de ano inteiro na primeira reserva de recrutamento e que deveriam ter feito parte da contratação inicial;
– continuação de um elevado nível de precariedade entre os docentes, expressa nos 7000 docentes que foram contratados, e muito particularmente pelos quase 30 000 docentes que ficaram sem colocação, e ainda pelos mais de 1 500 docentes dos quadros identificados sem componente letiva atribuída, o que mais não significa do que desperdício na gestão de recursos altamente qualificados e imprescindíveis para um efetivo crescimento do nível de escolarização/qualificação da nossa população;
– pela forma e pelo tempo em que decorreram as colocações em regime de mobilidade por doença, da qual resultaram prejuízos significativos, quer por desrespeito pela posição relativa entre candidatos, quer pelos seus efeitos na organização das escolas;
b) pela insuficiência de assistentes operacionais para garantirem um adequado acompanhamento e enquadramento dos alunos nas nossas escolas;
c) pelo desemprego ou redução de horários que se registam entre milhares de docentes e não docentes do ensino particular e cooperativo, particularmente no caso dos colégios com contrato de associação.

 

(clicar na imagem para ler todo o documento)

fne

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2 comentários

    • Justiça on 16 de Setembro de 2016 at 15:35
    • Responder

    (…)
    ERRATA: na alínea a) devia estar mencionado também a ocorrência de 1863 renovações de contrato (injustas).

    No próximo concurso 2017/2018, colocações segundo graduação profissional por lista única e sem renovações de contrato. Em relação aos horários completos e anuais das primeiras reservas de recrutamento devem igualmente ser integrados na contratação inicial a partir de um plano de concurso mais atempado.

    • PauloSR on 17 de Setembro de 2016 at 1:25
    • Responder

    Mas a FNE ainda conta para alguma coisa???…
    Venderam-nos no passado… forte e feio…
    Então este ponto em particular dá-me vómitos: “…– a emergência de múltiplas situações de injustiça, quer pelo calendário de execução das mobilidades por doença, quer pelo inusitado aparecimento de centenas de horários completos e de ano inteiro na primeira reserva de recrutamento e que deveriam ter feito parte da contratação inicial;…”
    Queriam o quê??? que acontecessem as brutais injustiças do ano passado quando ocorreram os deferimentos da MPD antes das colocações da MI??? Devem estar a gozar…
    A preocupação deles devia ser para que os deferimentos da MPD acontecessem a tempo da RR1… isso sim…

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