Idade dos Candidatos ao Concurso Externo Anual de 2016

Enquanto não saem as listas de colocações do concurso externo anual e as listas de ordenação definitivas apenas posso tirar dados das listas provisórias.

 

Já aqui foram feitos vários artigos e dados estatísticos dessas listas.

 

Neste concurso tivemos 56.149 candidaturas validadas numa primeira fase, distribuídas por 3 prioridades.

Das 56.149 candidaturas existem 16.257 docentes que concorrem a mais do que um grupo de recrutamento.

Ainda não tinha colocado artigo com a idade de todos os candidatos, pelo que fica hoje disponível esse quadro.

Foram retiradas todas as candidaturas duplicadas para melhor análise do universo de candidatos únicos.

Como sempre, há quem concorre ao concurso externo já próximo da idade limite de trabalho em funções públicas.

Temos um docente que no dia de hoje tem 68 anos e 164 candidatos com 60 ou mais anos de idade.

A moda situa-se nos 36 anos com 3.100 candidatos ao concurso.

Entre os 32 e os 44 existem em todos os intervalos mais de 1.000 candidatos.

Por fim, existem 13 candidatos com 22 anos de idade.

 

idade ce

 

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7 comentários

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    • Trocatintas on 16 de Junho de 2016 at 18:58
    • Responder

    Tantos milhares de vidas adiadas à conta de uma vocação que se tornou indigna…

      • Sebastião Coelho on 16 de Junho de 2016 at 19:27
      • Responder

      Há 15 anos atrás já deveriam ter fechados cursos de formação de professores, ou diminuídos as vagas.
      Outra coisa que aconteceu foram os cursos de profissionalização em serviço, permitirem a colegas terem mais do que uma habilitação profissional.

      • Pois on 16 de Junho de 2016 at 20:12
      • Responder

      Que vocação? Quando ouço isso só me dá vontade de rir! Isso da vocação não existe, Isto é uma profissão como qualquer outra em que se luta por ser competente e por subir na classe profissional!

      Na nossa profissão ou há competências e habilitações para a profissão ou não há. O resto vem da experiência.

      Vocação é para os missionários. Se a tem, deixe o ensino e aliste-se numa ordem religiosa. LOL

    1. Olhe que não é bem assim.
      As vidas adiadas são sobretudo as vidas dos professores da escola pública que calcorrearam o país e agora nem emprego têm. Os professores mais velhos vieram do privado e, agora, são os primeiros a ficar com as vagas….
      Uma vergonha!

    • José Bernardo on 16 de Junho de 2016 at 19:42
    • Responder

    …sr ministro resolva lá esta equação: 56 anos+20 anos de serviço e quase reformado mas sou …contratado! e esta hein?!

      • Pois on 16 de Junho de 2016 at 20:14
      • Responder

      Reposta do ministro: Diga-me qual é a sua formação e porque raio não escolheu outra via que lhe desse melhor retorno?

      Pois, não existe. Professor porque não sabe fazer mais nada… não é? Pois, são aos milhares por ai…

    • Pois on 16 de Junho de 2016 at 20:09
    • Responder

    Se formos imparciais só há uma conclusão a tirar:

    A geração nascida nos anos 70 e 80 escolhia aos milhares os cursos de ensino, as universidades respondiam com oferta fraca e saíram docentes que além do ensino não sabem fazer mais nada. Milhares sairam de universidades e institutos sem qualidade para fazer outra coisa que não seja escrever sumários e grelhas de testes.

    Depois dessa geração os jovens começaram a abrir os olhos e já procuram outras vias! Escolhem saídas com várias alternativas profissionais.

    Senhores e senhoras, as profissões são como os negócios, regem-se pela lei da oferta e procura. Nós somos vítimas dessa mesma lei que criou milhares de frustrados por terem habilitações apenas para um funil profissional.

    Revoltem-se contra a formação. Protejam-ma!

    Se não pensam assim, não venham com a treta do choradinho do ir para longe, dezenas de anos com mala às costas. Se estão mal, mudem e dêem lugar a outros que a lista está cheia de gente competente.

    Depois da formação, com uma classe profissional de qualidade, aí sim. Lutem por turmas mais pequenas, qualidade das escolas, etc, etc…

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