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Jun 08 2016

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As Educadoras…

A Educadora, aquela personagem que a criança identifica como o primeiro contacto com a escola.

Qual é o papel destes docentes na escola? Na vida das crianças?

Porque não se fala e não se discute?

Porque é que estão isolados estes profissionais?

Porque têm um horário letivo diferente de todos os outros?

Pelo contacto que tenho com elas e com eles, vejo o seu papel ser adulterado de dia para dia. São profissionais como qualquer outro. Mas entre os seus pares são os mais esquecidos, os mais diferenciados. Basta começar pela sua designação, Educadoras, não são professoras … até o ECD as distingue. educadora

Uma educadora é a pessoa que vai “ educar ” a minha criança. Vai tirar-lhe a fralda, vai impor-lhe regras, vai substituir-me naquilo que eu não quero ou não consigo fazer, mas seguindo as minhas instruções … Uma educadora é muito mais que isso. Não é mãe substituta ou guardadora de crianças. Mas como inverter isto, se o próprio ministério não está interessado em definir um currículo para os anos de “ Pré escola ”?

Querem alargar a faixa etária que frequenta o pré-escolar… e que tal alargar os direitos dos pais e das mães como se faz noutros países.

Sim… aqueles países dos quais costumamos ouvir falar, mas só como exemplos de outros interesses. É que uma educadora, de facto, e embora muitas vezes o faça, não substitui uma mãe …

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2016/06/55361/

  • Henrique Santos

    Caro Rui,
    Compreendo perfeitamente o que tenta “dizer”, e de certa forma, concordo com o “desabafo” (não fosse eu um profissional altamente qualificado, devidamente preparado e motivado para ser mais do que um “guardador/tratador de criancinhas”…)
    Mas é importante (e tendo o Blog do ArLindo tantos seguidores e visualizações), clarificar alguns conceitos e discriminar algumas ideias…
    O Nível de “Educação Pré-Escolar”, na realidade, não tem “currículo”. É um facto. Mas, em alternativa tem um conjunto de “Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar” que tem funcionado (e bem), como tal.
    Esteve em consulta pública (até ao passado dia 16 de maio) a proposta de “atualização” do documento e, no âmbito de diversos fóruns e debates desenvolvidos no seio dos profissionais deste nível de ensino, a receção é francamente positiva, quer pela verdadeira atualização quer pela acuidade e pertinência dos conteúdos inseridos, bem como pela efetiva “atualização” de áreas e conteúdos de aprendizagem.
    Também é fácil (e corrente), descontruir “culpas” e “consequências”, misturando lógicas e dinâmicas naturalmente diferentes.
    A Educação Pré-Escolar tem vindo, ao longo dos anos, a alterar (em Portugal e não só) a sua substância. Não é por acaso que se usa cada vez mais o termo Educação de Infância em detrimento do Educação Pré-Escolar (sendo que esta “nova” terminologia inclui, também, a chamada primeira infância – 0 a 3 anos).
    Por outro lado, a origem deste nível de ensino radica num modelo (chamemos-lhe) “Assistencialista” que surgiu, de facto, para “atender” às famílias em virtude da crescente ocupação das famílias e a inexistência de outros “guardadores”.
    A história recente (últimos 40 anos), quer pela cada vez maior (e melhor) investigação educacional, quer pela identificação de modelos de qualidade nesta oferta pedagógica, tem levado a uma mudança no modelo, passando este a “Educativo”.
    Neste sentido, ainda se compreendem (mesmo no seio dos próprios profissionais), algumas incertezas e indefinições face ao seu “papel”…
    Mas esta evolução não é tão linear como poderia.
    E isso torna, também, complexas as mudanças mais globais.
    Nos últimos anos (sim, nos recentes 15 anos), Portugal assistiu à valorização da função educativa dos educadores de infância (promovendo a sua formação de base a Licenciatura), alterou fundamentos legais e científicos da sua ação (Perfil de competências, quadro legal e institucional, definição de redes) e, no topo das alterações, o reconhecimento real (através da sua integração – apesar de não completa) no sistema educativo do país.
    Ainda em outro “campo”, também não é menos verdade que a (talvez) maior dificuldade sentida pelos profissionais seja, de facto, o seu (não) reconhecimento pelos pares (e não por a lei não o reconhecer), porque as práticas (devidas ao desconhecimento e ignorância, na maior parte das vezes) ainda não valorizam o trabalho transversal, rigoroso, cientificamente estruturado e de qualidade desenvolvido neste nível de ensino (ainda há dias comentava que a “novidade” vinda da Finlândia, tão debatida e “endeusada”, de abolição dos “conteúdos disciplinares” é uma realidade com muitos anos na educação Pré-Escolar em Portugal – e nunca ninguém “olhou” com atenção para o que por aqui se faz…).
    Por tudo o exposto (e se calhar com pouco aprofundamento), “alargar” a oferta educativa fará todo o sentido.
    E não. Não é apenas por “gestão governamental e política” que este anúncio é feito: é porque diversos estudos internacionais confirmam a prevalência de um conjunto de mais-valias educativas para os sistemas educativos e para os países que advêm da frequência deste nível de ensino.
    Por tudo isso, não olhemos para a Educação Pré-Escolar (eu prefiro Educação de Infância) como um “coitadinho”, nem para os seus profissionais como os “coleguinhas”.
    Somos muito mais do que isso.
    Mas é preciso que olhem com olhos de ver!
    Obrigado.
    Um educador de Infância
    Henrique Santos
    • ali

      henrique por favor, não escreva com tantas aspas.
  • Pingback: Os Educadores | primeiro ciclo()

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