Projecto de Lei do PEV que Estipula o Número Máximo de Alunos por Turma

No caso de este Projecto-Lei do PEV ser aprovado no Parlamento trará com toda a certeza uma enorme melhoria na qualidade do ensino em Portugal, muito mais que outras medidas mais dispendiosas e/ou experimentalistas que se têm feito nos últimos tempos.

Um único reparo à proposta de um partido que está sempre atento às questões da igualdade e da inclusão. Porque raio apresentam um número ímpar como limite máximo de alunos por turma na maior parte dos casos que constam no projecto-Lei? É para deixar um aluno isolado numa sala de aula onde as mesas estão feitas para sentar dois alunos?

 

pev alunos por turma

 

Artigo 3º

Educação pré-escolar

1 – Na educação pré-escolar as turmas são constituídas por um número máximo de 18 crianças.

2 – Quando se tratar de um grupo homogéneo de crianças de 3 anos de idade, o número de crianças por turma não poderá ser superior a 15.

3 – As turmas que integrem crianças com necessidades educativas especiais são constituídas por um número máximo de 14, não podendo incluir mais de 2 crianças nestas condições.

 

 

Artigo 4º

1º ciclo do ensino básico

1 – As turmas do 1º ao 4º ano de escolaridade são constituídas por um máximo de 19 alunos.

2 – As turmas que incluam alunos de 2 ou mais anos de escolaridade são constituídas por um máximo de 15 alunos.

 

Artigo 5º

2º e 3º ciclos do ensino básico

1 – As turmas do 5º ao 9º ano de escolaridade são constituídas por um número máximo de 20 alunos.

2 – As turmas que integrem crianças ou jovens com necessidades educativas especiais são constituídas por um máximo de 15 alunos, não podendo incluir mais de 2 alunos nestas condições.

 

Artigo 6º

Ensino secundário

1 – Nos cursos científico-humanísticos e nos cursos de ensino artístico especializado, as turmas são constituídas por um máximo de 21 alunos.

2 – Nos cursos profissionais, as turmas são constituídas por um máximo de 19 alunos.

 

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15 comentários

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    • joana on 28 de Novembro de 2015 at 17:41
    • Responder

    esta pergunta não faz sentido… se um aluno está sentado numa carteira sozinho melhor, assim não fala com o colega e as aulas não são espaços de convivência com os pares (para isso existem recreios)

    • Liliana on 28 de Novembro de 2015 at 17:57
    • Responder

    E as turmas do pré-escolar??????????

    • professor on 28 de Novembro de 2015 at 19:00
    • Responder

    Depende da disposição da sala. Se esta for em U nenhum aluno fica sozinho. E há sempre a possibilidade de o aluno ficar sozinho para a professor de apoio ou a auxiliar que o acompanha (no caso de alunoNEE) se poder sentar ao seu lado.

    • ai on 28 de Novembro de 2015 at 20:42
    • Responder

    não interessa o nº impar. A proposta é excelente.
    os professores tem medo, são desautorizados permanentemente pelos pais, pela gestão, pelos alunos. Aqui também precisamos de devolver à escola a sua autoridade institucional.

      • desiludida20 on 30 de Novembro de 2015 at 15:48
      • Responder

      A autoridade institucional, ou do docente, mede-se pelo número de alunos por turma???? Devem ser as novas pedagogias da esquerda caviar e eu ando desatualizada!

    • complemento oblíquo on 28 de Novembro de 2015 at 21:07
    • Responder

    Este projeto será, sem dúvida, o grande sonho das instituições privadas que funcionam nas zonas de maior densidade populacional. O número de turmas que deixaria de caber em escola públicas seria enorme, promovendo-se assim os acordos de associação, que, depois de iniciados, por muitos e variados motivos, são muito difíceis de terminar. Uma diminuição tão brusca de alunos nas turmas, apesar de agradável, no momento, embora se possa discutir a sua necessidade, seria o fim de muitas escolas públicas a médio e longo prazo.

      • anabela on 28 de Novembro de 2015 at 22:47
      • Responder

      Pois pode ter razão, devem ser abertas turmas suficientes nas escolas publicas, temos que estar atenta às clientelas das escolas privadas. Não nos esqueçamos que grande parte dos investidores do GPS eram boys do ps.

      • Quino on 29 de Novembro de 2015 at 1:45
      • Responder

      E porque não 40 alunos por turma com a obrigatoriedade de TODOS alunos estudarem na escola pública e serem proibidas as explicações?

      • Sara Rosa on 29 de Novembro de 2015 at 22:49
      • Responder

      A ideia seria pensar no melhor para os alunos. As escolas públicas ou privadas existem para os alunos e não o contrário!

    • xxx on 28 de Novembro de 2015 at 21:27
    • Responder

    Por exemplo, para quem se comporte menos bem, precisamente, ser isolado, nos dias que precisar ser isolado.

    • torradeira on 28 de Novembro de 2015 at 22:32
    • Responder

    Eu até concordo com mais 2 alunos por turma a partir do 1º ano de escolaridade, mais dois ou menos dois não é por aí. Nos anos seguintes 22 alunos por turma seria o máximo e acabaria por ser uma vitória distribuída um pouco por todos. Já agora, eu penso que os lugares deviam ser em cadeiras/mesas como nos EUA, “unicelulares”. Haveria menos barulho, maior concentração e trabalho e quase de certeza resultados melhores e mais fáceis de obter…

      • paulo on 29 de Novembro de 2015 at 11:05
      • Responder

      Concordo plenamente com as cadeiras|mesas “unicelulares”. O que me espanta são os Senhores Diretores das escolas não não lutarem por esta medida, que iria diminuir muito a indisciplina na sala de aula e aumentar a concentração e sucesso dos alunos. Mas pelo que me parece, estes senhores gostam da confusão e instabilidade nas salas de aula, porque não são eles que estão lá, e adoram demonstrar a sua autoridade perante os professores que estão a ser sacrificados, o que é lamentável.

        • dif on 29 de Novembro de 2015 at 19:43
        • Responder

        Na nossa escola as mesas são individuais (após remodelação) e permitem a disposição na sala conforme o docente desejar – individual; juntar mesas 2 a 2; em U… Na maioria das aulas estão de forma individual, que é o que gera menos confusão. Quando há algum debate em U. Em trabalhos de pares juntam-se 2 a 2. e De grupo podem-se juntar mais mesas, consoante o n.º de elementos por grupo. Nº ímpar é excelente, para o o professor poder apoiar os alunos, uma vez que há sempre a garantia que em salas em que as mesas são duplas sobra um lugar, podendo haver rotatividade dos alunos se necessário, para apoiá-los na diferenciação pedagógica.

    • liberto liberalis on 29 de Novembro de 2015 at 12:12
    • Responder

    Até quase noto um leve desejo deste blog para que não seja aprovada!!! Será que é essa a intenção/desejo da FNE?

      • desiludida20 on 30 de Novembro de 2015 at 15:44
      • Responder

      Não é o número de alunos por turma o problema do ensino. Esse é o menos grave…chega a ser uma falsa questão! mas se entenderem que o Estado tem de ser uma fábrica de empregos, dada a taxa de natalidade, eu fazia a proposta de 10… e números pares! Gosto mais! É mais giro! ninguém fica excluído… segregado!!! Viva!!!


  1. […] Ainda assim, agora que a revogação é um dado adquirido, faz sentido pensar noutras medidas: a diminuição do número de alunos por turma é bom princípio, mas não […]

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