Admira-me Mais

…o estado ter concedido a rescisão a uma docente que desde 1998 não presta funções no ensino público do que este atraso de três meses no pagamento da indemnização.
 
 

Funcionária assina rescisão mas o Estado não lhe paga

 
 

Clarisse Monteiro tem 51 anos e é professora do quadro do Ministério da Educação desde há quase 30 anos. Soube do Programa de Rescisões por Mútuo Acordo e viu aí uma oportunidade para mudar de vida. Desde 1998 que estava a prestar serviço numa IPSS, primeiro em regime de destacamento e depois de requisição. Assinou contrato de rescisão amigável com o Ministério em abril, deixou de prestar serviço e de receber salário em maio. Ficou então à espera de receber pouco mais de 83 mil euros. No final de julho, irá contar três meses sem qualquer rendimento, tendo um filho deficiente a cargo.

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13 comentários

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    • THIS MORTAL COIL on 14 de Julho de 2014 at 13:41
    • Responder

    Este Governo é uma vergonha em todos os sentidos. Portugal tornou-se num espaço de desigualdades e já cheira a mofo de tantas injustiças..

    • Maria José on 14 de Julho de 2014 at 13:51
    • Responder

    Gostava de agradecer à Joana e à Carla pois sugeriram um blog muito interessante e didático, mesmo para ser usado nas aulas. Muito bom mesmo, interessante e muito divertido.
    Vou deixar mais uma vez o link: http://17968perguntassibreciencia.blogspot.pt

      • riririririririr on 14 de Julho de 2014 at 14:43
      • Responder

      Pois eu já visitei o site e estou em TOTAL DESACORDO com o que a respeito do mesmo por aqui tem sido escrito!
      Li vários dos artigos disponibilizados (pelo menos uns seis) e o seu conteúdo carece de fundamentação científica credível e capaz de convencer! São meras OPINIÕES de alguém, acerca de assuntos diversos e é como tal que deve ser entendido. Opiniões de alguém a quem não reconheço competência para se pronunciar acerca de temas por vezes polémicos, mas apresentadas como verdades absolutas, por vezes sem sequer uma justificação aceitável! Parece-me um risco acreditar nos conteúdos deste site e sobretudo apresentá-lo aos alunos como fonte de informação credível, já que estes têm alguma dificuldade em filtrarem convenientemente a informação a que têm acesso e em serem críticos em relação à mesma. Para mim, este blog é um bom exemplo do cuidado que é necessário ter quando se procura informação credível nesta rede imensa.
      Não me teria dado ao trabalho de escrever este comentário se não fosse a insistência de algumas pessoas em utilizar o blog do Arlindo para fazer publicidade (enganosa) acerca do site em questão…

        • THIS MORTAL COIL on 14 de Julho de 2014 at 15:50
        • Responder

        Enfim..mais valia estares calada….Se estás em total desacordo procura outro espaço onde a verdade seja mais um valor a ter em conta…é preciso saber filtrar a informação neste mundo global.é isso que deves fazer em qualquer site,blog,e mesmo na realidade.Eis a verdade.

        • Limites on 14 de Julho de 2014 at 17:11
        • Responder

        Concordo com o colega/_a riririririririr

      • PPereira on 14 de Julho de 2014 at 17:40
      • Responder

      Isto é spam! Agora não perdoa nenhum tópico sem vir aqui falar do seu grande blogue!
      Arlindo… limpeza imediata!


  1. Talvez esse blog responda, objectivamente, à seguinte pergunta:
    – O que move este governo contra os funcionários públicos, professores em especial?


    1. A resposta é bastante objetiva.
      Peso de 35% nas remunerações médias mensais na administração pública.
      http://www.dgaep.gov.pt/upload//DEEP/SIEP2014/DGAEP-DEEP_SIEP_2014_T1_15052014.pdf
      Página 12
      Seja com este ou com qualquer outro governo a preocupação de qualquer um deles vai ser baixar esse peso.


      1. A resposta é objetiva, mas controversa e discutível. E não é facto de “embarcares” no pensamento único vigente que a torna (mais) aceitável. Claro que se encerrarem tudo quanto é público e privatizarem a própria mãe, podem continuar a correr com os professores, os enfermeiros, os médicos, os administrativos e sei lá que mais. E o peso vai baixar, pois vai….
        Mas não é por dizeres que isso é assim, por que tem de ser assim e vai continuar a ser assim, que temos que comer e calar.
        Há tanta coisa para “baixar esse peso”. Comecem pelos gabinetes, estudos, grupos de trabalho, ajudas de custo e mordomias. Depois falamos.

        • Santos on 15 de Julho de 2014 at 3:44
        • Responder

        Pois! Mas eu gostaria de ver esta classe dividida em 2 subgrupos, na dita tabela da página 12: i. educadores/professores do ensino básico; ii. professores do ensino superior/politécnico. É recorrente justificarem-se decisões que só afetam os educadores/docentes do básico e secundário com números martelados que abrangem também os docentes do superior e politécnico. E como se pode ver até pelo nível salarial de ambas as classes, na página 14 do mesmo documento, estamos a falar de subgrupos que NUNCA deveriam ser confundidos…

    • Susana on 14 de Julho de 2014 at 16:57
    • Responder

    Voltando à questão das rescisões, a verdade é que agora se tivermos alguma dúvida relativamente à situação desta professora em particular ou outra que queiramos ver esclarecida, já não adianta enviar questões para o “centro de atendimento ao cliente:-)” (que até agora até ia funcionado razoavelmente) porque…deixou de funcionar!!! A partir de agora já não temos direito a ter dúvidas, tirar dúvidas, saber datas prováveis para autorização das rescisões. O email da DGESTE que estava disponível para estas situações, já não se encontra disponível.


  2. Também quero ser requisitado por uma IPSS, tou fartinho de garotos. 🙂


  3. Essa questão das “rescisões amigáveis” e depois não cumprirem o acordo(?), ou demorarem a cumprir, tem muito que se lhe diga!
    Infelizmente está a acontecer de forma recorrente…e eles querem lá saber se a regularização do processo é moroso, ou não!…nem tampouco se até lá, as pessoas precisam de “comer”, ou de “pagar contas”!
    Aguenta “zé povinho”!!!

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