«

»

Nov 22 2013

Imprimir Artigo

E Se Para Uma Prova de Avaliação

… que visa também avaliar erros ortográficos vos fosse pedido, no ato da inscrição, para inserirem o documento de indentificação?

Ligavam isto a sério?

Mas não é só na inscrição, o próprio guia da prova possui um erro detetado aqui, pela ana.

 

indentificação

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2013/11/e-se-para-uma-prova-de-avaliacao/

14 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

  1. maria
    Faltava apenas um minuto… é tudo realizado em cima da hora. Este é o país que temos. A vida das pessoas é decidida em cima da hora, sem respeito pelos 30 mil docentes que esperavam desesperados pelo teor da prova. Uma grande falta de respeito pelo corpo docente que serviu o Ministério de Educação durante anos e anos.

       1 likes

  2. Francisca
    Lol

       0 likes

  3. Francisca
    lol
    Quem cospe para o ar…

       1 likes

  4. Maria
    Tudo feito em cima do joelho…pouca vergonha…

       1 likes

  5. sandra s.
    Arlindo, eles podem dar erros. O problema é que os erros desta gente não são APENAS ortográficos… Os polícias, ontem, mostraram bem que podem, se quiserem, corrigir os ERROS desta cambada. Pena é, os professores não o conseguirem fazer.
    Deixo aqui uma frase que Adriano Moreira disse há uns dias na TV sobre tudo o que se está a passar no país. “O IMPROVÁVEL ESTÁ À ESPERA DUMA POSSIBILIDADE”.

       1 likes

  6. carlos silva
    LOL!!! Depois querem estes tipos corrigir os nossos erros…

       1 likes

  7. Carlos Plágio
    Eu sei que é sempre um prazer descobrir falhas nos documentos do MEC, mas atenção à precipitação. O erro de que falam era o que fazia com que a frase B) tivesse uma incorreção, daí estar lá! Em termos sintáticos e semânticos, a frase está correta; só a colocação do acento no advérbio permitia considerar que existia uma incorreção e levar a que a única correta fosse a frase C). Quem é de português percebe que as vírgulas nas frases B) e C) fazem com que, na primeira, exista uma oração adjetiva relativa explicativa e, na segunda, uma relativa restritiva.

       1 likes

    1. ana
      Já debati consigo em outro “post” e refleti sobre este assunto, tendo inclusive trocado impressões com colegas também de Português.

      Concluímos que a opção (B) seria a correta, se não tivesse erro de acentuação no advérbio de modo (“ruídosamente”).

      A oração “que discutiam ruidosamente no meio da rua” é apenas subordinada adjetiva relativa explicativa e nunca relativa restritiva, daí que deva ser colocada entre vírgulas, uma vez que dá apenas uma informação facultativa e adicional acerca dos dois homens, mas não faz qualquer restrição nem ao número de homens que estavam agitados, nem às sua características: apenas acrescenta uma explicação ao que é dito na oração subordinante, ou seja, que a agitação dos dois homens contrastava com a calma do guarda. Acrescentar o tipo de agitação não restringe em nada as características dos dois homens apenas complementa a informação, explica.
      A omissão da oração subordinada adjetiva relativa explicativa não altera o sentido da subordinante. Estas relativas explicativas exercem a função de modificador apositivo do nome, tradicionalmente conhecido por aposto, por isso vêm sempre entre vírgulas.

      Depois disto, verifica-se que a opção assinalada como correta nas soluções (a opção (C) ) até está errada, pois não respeita as regras da subordinação no que à oração subordinada adjetiva relativa explicativa diz respeito, ficando a dúvida sobre a competência de quem formulou a pergunta.
      Em último caso, tratar-se-ia de um erro didático grosseiro, misturando-se tipologias de erro na mesma questão. Isto aprende-se na profissionalização que agora o MEC vem esvaziar de importância.

         1 likes

      1. ana
        Também me faltou uma vírgula! :-)

        “… dos dois homens, apenas complementa…”

           1 likes

  8. Carlos Plágio
    Peço desculpa, mas teremos de discordar, uma vez mais. Respeito a sua reflexão sobre o assunto, mas incomoda-me que se insista na ideia de que houve uma falha não intencional na construção da pergunta. Satisfaria a todos essa soberba descoberta, mas, insisto, nada fundamenta essa ideia.
    As orações subordinadas adjetivas relativas têm como subordinante, normalmente, um grupo nominal (um antecedente), não alterando, por isso, uma oração subordinante, mas um elemento subordinante; por outro lado, estas orações serão restritivas ou explicativas de acordo com a intenção do enunciador, assumindo no registo escrito a respetiva diferenciação de pontuação. No caso em apreço, se a oração estiver isolada por vírgulas, é explicativa; se não estiver isolada por vírgulas, é restritiva (ponto). Por isso, quer o enunciado b) quer o enunciado c) estariam corretos, a este nível. Concretizando: em “os dois homens, que discutiam ruidosamente no meio da rua, …” temos uma relativa explicativa – são dois homens, naquele momento ruidosamente conversadores…; em “os dois homens que discutiam ruidosamente no meio da rua, …” encontramos uma relativa restritiva – aponta para aqueles dois homens em específico, aqueles que discutiam ruidosamente no meio da rua e não outros que eventualmente lá estivessem, restringindo, por isso, o universo de referência.
    Talvez fosse conveniente consultar as entradas do DT correspondentes a estas orações e não avançar sem fundamento para a acusação simplista de que a opção indicada como correta “está errada”.
    Ainda assim, concordamos que há um “erro didático grosseiro” na conceção das alíneas da questão 8, pois integram-se erros relativos a distintos domínios gramaticais. Porém, lembremos que o enunciado da pergunta apenas pede que se identifique a única “frase sem incorreções”, sem especificar a que tipo de incorreções se deve estar atento…
    De qualquer forma, estejamos atentos, não vá aparecer por aí um acento inadvertidamente mal colocado que a todos nos escapa…
    Não me alongo mais sobre este assunto, mas concluo que este tipo de discussão “em diferido” tem servido para espelhar as carências de alguns colegas e dar fundamento à tão criticada (mas justificada?) atitude de alguns “candidatos a docentes” de defender que, a existir uma prova de avaliação de conhecimentos e capacidades, ela deva ser aplicada a outros profissionais que não apenas os contratados.

       0 likes

    1. ana
      Não leve a mal, mas conheço bem o DT (fiz 185 horas de formação sobre o NPPEB onde, naturalmente, se incluiu o DT) e o que ele diz não permite tirar essas conclusões (cf. resumo mais abaixo).
      Se não fosse o acento errado na alínea (B), seria essa a opção correta, na medida em que a informação (adicional) “que discutiam ruidosamente no meio da rua” devia vir mesmo entre vírgulas.
      A solução proposta (C) é pois o mal menor.
      Ainda que o colega considere a dita oração restritiva, de que discordo, não era erro estar entre vírgulas, o que, pelo menos, torna o item 8 do modelo da PACC controverso.
      Transcrevo o que se ensina em «Guia Alfabética de Pontuação» de Rodrigo de Sá Nogueira, que foi professor da Faculdade de Letras (fim da pág.79):
      «Não obstante isso, quando uma oração relativa de “que” constitui uma expressão intercalada, a forma “que” é precedida de vírgula.
      Ex.: “Vi o rapaz que te deu um livro”: “O rapaz, que te deu um livro, chegou ontem do Brasil”.»

      Também o uso da vírgula se está a tornar cada vez mais controverso, logo, tirando casos óbvios como a separação (errada) entre sujeito e predicado, como o isolamento de vocativos e pouco mais, a colocação da vírgula é muito discutível.
      Há uns tempos, participei numa sessão de formação com a Dra. Regina Rocha, que fez parte da equipa de elaboração das Metas Curriculares de Português para o Ensino Básico, em que a mesma preconizava o uso da vírgula em muito menos casos do que aqueles que aprendemos em contexto académico.

      Enfim, saliento que o que esteve em causa na nossa discussão não foi uma sessão de linguística, mas sim a adequação do item 8 e aí estamos de acordo: não é adequado.
      Aliás, o que está em causa neste processo todo é muito mais a legitimidade de se aplicar uma prova para avaliar os conhecimentos e capacidades daqueles que já são professores, com vários graus académicos no currículo e, sobretudo, com profissionalização para a docência, do que o tipo de prova que se aplica. Este modelo de prova só veio avolumar a indignação, nada mais. Devemos centrar-nos na floresta e não na árvore.
      Cumprimentos para si, colega!

      Excerto do DT, para quem desejar conhecer/ relembrar:

      «Oração subordinada adjectiva relativa explicativa

      Oração subordinada adjectiva relativa,introduzida pelas palavras relativas em (i), que contribui com informação adicional sobre o antecedente. Nas frases com relativas explicativas, a denotação do antecedente do pronome relativo é a mesma, independentemente da presença da relativa, como acomparação entre (ii) e (iii) mostra. As relativas explicativas desempenham a função sintáctica de modificadores apositivos (iv).Algumas relativas explicativas são introduzidas por um pronome relativo que retoma semanticamente oconteúdo de uma frase, desempenhando, nesses casos, a função de modificadores da frase (v).

      Oração subordinada adjectiva relativa restritiva

      Oração subordinada adjectiva relativa, introduzida pelas palavras relativas em (i), que tem a função de restringir a informação dada sobre o antecedente, ou seja, de identificar a parte ou a entidade precisa do domínio denotado pelo antecedente (ii). As relativas restritivas desempenham a função sintáctica de modificador restritivo (iii).»

         0 likes

      1. Carlos Plágio
        Ana, continuo a não poder aceitar a ideia de que, “se não fosse o acento errado na alínea (B), seria essa a opção correta, na medida em que a informação (adicional) “que discutiam ruidosamente no meio da rua” devia vir mesmo entre vírgulas.”. Não há obrigatoriedade de colocar a oração relativa entre vírgulas, isso depende da intenção com que se usa! A informação que ela apresenta pode ou não ser adicional, mas isso não se conclui sem considerar o contexto discursivo em que ocorre. As restritivas não se colocam entre vírgulas; se isso acontecer, trata-se de uma explicativa:
        “As relativas apositivas [explicativas], […] ao contrário das relativas restritivas, não contribuem para a construção do valor referencial da expressão nominal que as antecede; têm um caráter parentético, que é dado na oralidade por pausa e na escrita por vírgulas ou traços” (MATEUS, Maria Helena Mira, et alii, 2003, p. 671).

        A transcrição e os exemplos que apresenta de Sá Nogueira confirmam que há relativas de natureza diversa – a primeira restritiva e a segunda explicativa.

        Para terminar, deixo igualmente passagens de uma obra da Doutora Olívia Figueiredo, docente, até há uns anos, na Faculdade de Letras do Porto, que me parecem muito claras quanto a este assunto. Experimente substituir os exemplos apresentados pelas frases das alíneas b) e c) da questão 8.
        “A subordinada relativa adjetiva explicativa é separada […] por vírgulas: As crianças, que dormiam, não ouviram a trovoada (o número das crianças que dormiam e o número das crianças que não ouviram a trovoada é o mesmo). Neste caso, o pronome relativo que pode ser substituído por as quais.
        A subordinada relativa adjetiva não é separada […] por vírgulas: As crianças que dormiam não ouviram a trovoada (as crianças que dormiam é um subconjunto do conjunto total das crianças, sendo o outro subconjunto constituído pelas que não dormiam). Neste caso, o pronome relativo não pode ser substituído pelo pronome variável as quais.” (FIGUEIREDO, Olívia, e FIGUEIREDO, Eunice Barbieri de, 2005, p. 291).

        Concluído este nosso debate, cada um ficará com a “sua” razão, o que não deveria acontecer, pois estas questões científicas não deveriam deixar espaço para hipóteses e dúvidas.

        Por fim, reforço a ideia de que concordamos no mais importante, que a Ana comenta no final do seu texto, mas as discussões sobre algumas árvores desta floresta, para recorrer à sua metáfora, poderiam ser saudáveis, não fossem os motivos que as determinam.

        Congratulo-me por existirem colegas que não estão obrigados a participar neste circo mas que se preocupam com o rigor dos procedimentos. Encontrar-nos-emos por aqui noutras circunstâncias. Esperemos que não a discutir a adequação/correção de itens de natureza linguística apresentados na PACC…

           0 likes

  9. Portugal
    Começam bem

       1 likes

  10. Maria
    Posso ser pouco educada?! PORRA!!!!! Pensem comigo. Está visto o que quer o MEC com tudo isto. Reparem que mais vírgula ou menos vírgula, em termos de Língua portuguesa, depende muito do sentido que queremos dar, certo? Então a correção também será muito subjetiva, certo? Claro que não estou a defender erros, nada disso. Mas estou a defender o que ouvi um dia de uma Srª Profª de Português: ” Qualquer resposta estará correta desde que bem fundamentada e bem escrita”
    Portanto, o meu conselho é que lutemos contra a prova, ponto. Afinal estamos aqui … a discutir o que estará certo ou erro na prova com a qual não concordamos??!!

       0 likes

Deixar uma resposta

Follow

Get every new post delivered to your Inbox

Join other followers: