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Jan 26

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Sobre a Manifestação

Gostei de grande parte das declarações de Mário Nogueira, embora engasgado em algumas palavras.

Dispensava-se falar de pormenores como o e-Bio e continuar a incentivar à entrega de reclamações sobre uma alteração de vínculo que não existe efectivamente.

Ao contrário do que suponha não ficou agendada nenhuma greve, ficando-se o dia de hoje com um pedido de reunião com o Ministro da Educação e Ciência e onde foi também anunciada uma semana de luto nas escolas entre os dias 18 e 22 de Fevereiro.

Como se percebeu, a manifestação de hoje assumiu-se marcantemente como uma manifestação política, tendo Jerónimo de Sousa participação activa nela junto com Carvalho da Silva e Arménio Carlos como um dos cabeças de cartaz, o apelo à manifestação de dia 16 fazia assim naturalmente parte do programa de hoje.

A parte mais marcante foi a ausência de uma geração de professores que sente que deixou de ter futuro nesta área. Foram raros os professores com menos de 40 anos que se viram nos ecrãs da televisão, o que no fundo acaba por retractar a realidade das nossas escolas. Para ser franco o único que vi acabou por ser o César Israel Paulo que esteve muito bem nos argumentos que apresentou. Aliás, o argumento das sucessivas contratações e do elevado número de anos a contrato terá sido a mensagem que melhor passou para a opinião pública. Passou bem melhor esse argumento do que propriamente o vencimento dos professores que a jornalista da SIC notícias constantemente perguntava a todos.

Para aquecimento esteve bem esta manifestação e o pedido deixado por Mário Nogueira às restantes organizações sindicais para futuras organizações conjuntas pode levar a que realmente se realize uma coisa grande e que não sirva apenas os interesses partidários.

E isso faz falta daqui para a frente.

Mas escolham um dia onde não haja acidentes na A1, ok?

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2013/01/sobre-a-manifestacao/

37 comentários

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  1. Miguel Castro

    E para quando uma resposta firme às ataques que o MEC tem feito, com uma greve às avaliações?
    Até se borravam todos!

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    1. Maria

      Isso! Acho que sim, que isto sirva de aquecimento mas é para ações a sério como a referida greve às avaliações, aos exames, e afins. Deixemo-nos de “mariquices” de manifs e greves avulsas de um dia e jornadas de luta vestidos de preto e a falar muito zangados para as tv’s, porque palavras leva-as o vento e para pantominas vai-se ao xapitô (salvo o devido respeito pelas artes circenses). Se se chama luta, então que seja a doer, para todos. Não percebo do que é que estamos à espera?!

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    2. Maria Sobral

      Isso é que era? Até se ajoelhavam.
      Não sei por que esperam os sindicatos.

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  2. Eu e tu

    “e que não sirva apenas os interesses partidários”
    Mas há interesses partidários a servir, Arlindo?!…

    Sempre houve, não é?!…
    Também por isso a educação esteve mal, está mal e há-de continuar a estar…

    Já esteve mal com o simplex, com o acordo de princípios e o lema será sempre essa forma de estar, servindo os interesses partidários. Pois…
    Fazem falta os movimentos de professores, MUP, APEDE e PROmova que, esses sim, foram capazes de pensar a educação pela educação e, por isso, acima de interesses partidários, mas esses não têm lugar, esses não interessam.

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    1. profricardosilva

      Não podia deixar de enviar um abraço. Sabe bem, ao fim de todo este tempo, ler uma mensagem recordando os movimentos de professores… e a forma como se empenharam na luta. E muita coisa poderia ter sido diferente…

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  3. Pedro

    Enquanto tivermos o Arménio Carlos a abrir as hostilidades das manifestações de professores a imagem que passa é, infelizmente, a dos interesses político-partidários. Os discursos no Rossio pareciam tirados de um comício do PCP. A palavra “camarada” foi a que mais se ouviu…
    Manifestação a sério e convincente só com os sindicatos a léguas de distância. Lembram-se da que teve 120000 docentes?

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  4. tt

    Sabes porque é que não vês muitas caras novas, Arlindo?
    Porque os contratados não podem esquecer o que os sindicatos todos lhes fizeram, sobretudo nos últimos 10 anos.
    Convocar contratados para manif organizadas por quem (fenprof ou fne) os traficou anos a fio não é apenas insulto; é amoralidade!,

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    1. arlindovsky

      E não só. Infelizmente também é a realidade das escolas, e em algumas nem deve haver professores com menos de 40 anos, com algumas excepções para os grupos de espanhol e informática. Este seria um estudo interessante a fazer.

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      1. Assistente Tecnico

        arlindovsky : vê http://assistente-tecnico.blogspot.pt/2012/07/distribuicao-do-pessoal-por-categoria.html
        Distribuição do Pessoal por Categoria, Idade e Tempo de Serviço.
        Já pedi ao MISI http://www.misi.min-edu.pt/ de diversas formas, nunca cederam… que tente um sindicato.
        São essenciais estes dados! e outros que se encontram disponíveis na plataforma para cada agrupamento.

        Devia ser obrigatória a sua publicação no site de cada escola! Basta queremos! Temos de resistir!

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      2. C3PO

        Não tem nada a ver com isso Arlindo, peço desculpa mas eu recuso-me a participar em qualquer manif/protesto organizado por qualquer sindicado.

        Acabei de ouvir agora nas noticias um discurso do tipo “Professores de 50 a 60 anos a terem de enviar currículos e emigrar…” mas que #$%&/ é esta? a sério são esses os professores que estão a fazer isso?

        Ainda ontem o Mário Nogueira a ser entrevistado por uma jornalista, e às tantas a jornalista diz “os cerca de 110 mil professores…” ao qual o Mário Nogueira nada diz… nós não somos 110 mil somos 150 mil! Mas professores são só 110 mil não é? os contratados não contam…

        Onde é que está o discurso da ilegalidade que é os contratados estarem sucessivamente a contrato a contraria as directivas da UE, onde está o discurso dos 5000 que foram para a rua o ano passado?

        Disto ninguém fala mas dos cortes de vencimentos e do excesso de horas… mas ninguém fala dos contratados que gramam com 22 horas a 1100€ em comparação com os que trabalham 16 horas e ganham 1800€….

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  5. Peter

    É triste o que se passou… toda a gente se queixa que as turmas são muito grandes, que há muita burocracia, que não somos respeitados, que o MEC cada vez cortam mais! Mas apesar disso tudo a quantidade de professores que apareceu foi uma piada! Sim… apareceram alguns milhares… mas pouca gente com menos de 30/40 anos… onde andam os contratados??? Onde estão aqueles que estão desempregados??? (os que vivem fora de Lisboa… ainda compreendo) Onde estão aqueles Quadros que não querem perder as suas reduções da componente letiva???

    Alguns vêm dizer que as manifestações não servem de nada,,, como sabem se nunca fazem parte?

    Dizem que o importante é fazer greve… mas quando há greves… pois que lá estão na escola!!!
    Nas greves com mais de um dia… não podiam fazer porque a vida estava difícil…

    Afinal não é qualquer greve… são as greves às avaliações…

    Peço desculpa mas acho que aí será exatamente a mesma coisa!

    São revolucionários dos sofás da sala de professores, do facebook, das caixas de comentários dos blogs… têm é muita garganta!!!

    Eu sou professor contratado (dos que tem trabalho… e devo continuar a trabalhar… o meu grupo é dos que está menos mal e eu já estou a chegar à primeira página da lista – apesar de fora da VE), tenho ido à maioria das manifestações e vigílias, espero com pouca pressa o desconto da greve do ano passado que ainda não foi feito!

    Cada vez estou mais desiludido com os pseudocolegas que só reclamam em surdina… na altura que devemos comparecer para fazermos ouvir a nossa voz… ficam em casa… Hoje não estava a chover, não estava um dia muito frio, não estava um dia de praia, mas eu sei que arranjam uma excelente desculpa!

    Agora eu pelo menos tenho a consciência tranquila para reclamar! E tenho a noção que vou fazendo o meu papel para melhorar a educação em Portugal!

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    1. Profª contrat.

      Sim, realmente havia poucas pessoas com idade inferior a 40 anos, mas não generalize, eu tenho 35 e estava lá com mais uns quantos colegas da minha idade. O que se passa é que nas escolas essa faixa etária é cada vez mais rara. E a continuar assim, no próximo ano não haverá praticamente ninguém com essas idades nas escolas. E o que se tem feito para inverter a situação?! Eu tenho feito todas as greves e ido a todas as manifestações ao contrário dos meus colegas do quadro que, pelas escolas onde tenho passado, falam, falam, mas não os vejo a fazer nada, como já dizia o outro… Ah e sou sindicalizada, mas vamos ver até quando…

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  6. Prof.ª (Des)empregada

    Boa noite! Quando nas manifestações começarem a falar colegas, que estão nas escolas e, aqueles que não estão lá derivado às políticas emanadas pelo MEC, em vez de militantes políticos, talvez os professores e educadores deste país sejam, realmente, ouvidos, pelo povo Português. Talvez, nesse momento, este compreenda que a profissão de professor/educador não se cinge às horas que estamos restritamente com os nossos alunos. Que há materiais a elaborar, que há materiais para corrigir, que há que estudar, que há que reunir com os colegas, que há que atender às necessidades de todos os alunos e, tudo isto, incluindo, a maioria das vezes, muitas horas extra, totalmente, gratuitas. Abdicar da família, de fins-de-semana, trabalhar até altas horas da noite… Viver, muitos anos longe de casa, longe dos que mais se ama… Pagar dois alojamentos… Viver o mês, supostamente, de férias angustiado, por não se saber se se vai ou não ter colocação. Se esta será anual ou um mísero horário temporário. Se se vai ter que em 24h ou 48h atravessar o país, arranjar alojamento e começar a trabalhar com os níveis de ensino que nos calharem… É isso que o povo deste país, deste meu país, precisa saber… que cada docente deste país dá tudo o que há de melhor de si, pelos seus alunos… A realidade é que a FENPROF nos últimos anos, não defendeu corretamente os professores e educadores contratados, deste país. Ainda assim a manifestação promovida é de louvar. Mas deixem de falar aqueles que há muito se dedicam apenas a cargos e já há muito não sabem o que é estar todos os dias numa escola… Deixem falar os verdadeiros professores e educadores deste país. Deixem-nos dar o exemplo. E verão, que pode demorar, mas a opinião deste nosso povo, mudará. Parabéns, aos colegas que foram e mostraram a sua indignação, na manifestação. Esta foi a segunda manifestação a que não fui e, no mesmo ano letivo, por questões de saúde. Tenho pena não poder ainda voltar a lutar também por esta via. Tentarei manter-me na luta pela dignificação dos professores e educadores deste país, com os meios que no momento posso utilizar. Força colegas…

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  7. Maria Manuela

    Precisamos de reivindicações claras e objetivas e não de palavras de ordem ocas que só abrem espaço para quem vai à mesa de negociações negociar em benefício próprio. Reivindiquemos o que verdadeiramente corresponde aos anseios dos professores e deixemo-nos de “Ministro para rua”. Duvido que com o Nogueira consigamos algo de substancial.

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  8. Manel

    Pois deixo aqui algumas palavras, tb sou docente de alguns anos, chega junho ou julho e a Direção vira as costas (nem prazer em conhecer), é como se diz para o ano vem outro “gajo”. Quando me vejo sem trabalho, tendo conhecimento das maiores palhaçadas com concursos, colocações por ofertas de escola e os responsáveis deixam passar em branco
    tudo.Quando, os sindicatos se demitem em defender os CONTRATADOS. Iludem-nos, mas resultados nenhuns, então porquê fazer vista grossa nas manif (tb somos figurantes???) já não basta ser carne para canhão (para abater???). Porque os que aínda não têm 40 anos, esses já sabem que servimos para moeda de troca para as “negociatas” que têm feito à custa dos Contratados. PAROLOS são aqueles que aínda vão em conversas da treta!!! A classe Médica bateu o Pé e conseguiu o que queria, mas a nossa vende-se por um prato de lentilhas, perde a dignidade, perde a razão, perde o respeito e quem paga são os contratados. Tenham vergonha ou dizendo em bom português tenham “tomates” e enfrentem o toiro pelos cornos, não é com medidas de “mer..” que conseguimos ser ouvidos, os Contrtados sabem o que querem e sabem como fazer, não é com “paneleiradas” .

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  9. Carlos Gomes

    … estive lá, claro! Mas falta ALMA!!!! Não se vislumbra uma estratégia de acção, uma sequencia de marés que inundam a insustentável politica Cratica. Acções inovadoras que não sigam os velhos guiões comparáveis a homilias angustiantemente previsiveis e desmobilizadoras É PRECISO ACRESCENTAR Á RESISTÊNCIA A INTENSIDADE NA LUTA! …

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  10. Saias

    Apesar de estarmos com toda a razão, a montanha pariu um rato!
    Primeiro foi a exploração política, colando excessivamente a manif ao PCP; depois, e esse mais chocante, a estupidez de ligar o acidente à obstrução da democracia! Ver colegas a reclamar com a polícia tipo miúdos a quem tiraram a bola…foi vergonhoso! E o Mário Nogueira? Saberá ele realmente o que se passa numa sala de aula? É que tantos anos depois, muita coisa mudou! Revejo as imagens e estou envergonhado!

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    1. Misstôra

      Só os carneiros não reclamam…e quem não esteve retido 2h num autocarro a ver os ligeiros a circular, deveria poupar-nos de comentários VERGONHOSOS e ir procurar… a BOLA!!

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  11. Pedro Barreiros

    Já eu não gostei, em grande parte, destas tuas declarações…

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  12. Miguel Castro

    Não há uma greve às avaliações, porque temos coleguinhas que pensam: “coitadinhos dos meninos, não é justo prejudicá-los…”.
    Continuem a pensar assim que eles até VOS COMEM vivos.
    Com manifestaçõeszinhas e greves a dias normais, não vamos lá.

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    1. Miguel Castro

      E nisto das greves às avaliações ou fazem TODOS ou dá barraca!

      Metem os olhos nos médicos. Com eles, não fazem farinha. Puxam todos para o mesmo lado.

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  13. luta de luto

    Tenho 35 anos, sou “contratada desempregada” e hoje estive lá, sentindo-me deslocada porque fui das poucas “abaixo dos 40 anos” a aparecer. Hoje percebi finalmente o quão ostracizados e desprezados estamos nós. Senti-me ridícula, como uma pedinte de rua a quem ninguém ouve ou dá esmola. Não vale a pena lutar por uma carreira que nunca existiu nem vai existir. A minha luta terminou aqui.

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  14. Carlos

    Luta de luto só agora se sentiu assim? pois, há muito que cheguei à conclusão que se não formos NÓS, continuamos a ser figurantes para os outros mais velhos (em idade). São esses que pagam as cotas à mais tempo que tem beneficios nós só servimos de conversa (somos os criaditos para todo o serviço). Verdadeiramente, perdemos a DIGNIDADE e o RESPEITO!!! Temos o que mereçemos!!!! Somos gozados à farta…

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  15. JCP

    Como aqui deixei na sexta feira, podias estar “sossegado”, pois estariam 40 a 50 mil e não os 7 800 que destacaste. Acertei! Não sei se para teu (des)contentamento, ou não.
    Ao meu lado, na manifestação, seguiram colegas sindicalizados na FNE. E partilhámos a merenda…e outras coisas, como ideias.

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  16. maria

    pagamos as quotas há mais tempo…

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  17. Teresa

    também lá estive, e realmente mais parecia uma manif “da ternura dos 40″!!! mas ontem uma outra duvida se colocou. falei com dois colegas que estão no 2º escalão, tal como eu e que também tal como eu não são obrigados a nova avaliação uma vez que já fomos avaliados no ultimo ano deste escalão. até aqui tudo bem! agora acontece que ambos os colegas foram informados pelos seus agrupamentos que teriam que solicitar até 31 de dezembro de 2012, através de requerimento dirigido ao centro de formação dos seus agrupamentos , a autorização para que essa avaliação fosse validada. no meu caso, ainda antes do 1ºperiodo terminar questionei a direção do meu agrupamento sobre esse dito requerimento, ou se teria que fazer alguma coisa. disseram-me que não era necessário fazer nada! e agora? o procedimento que os colegas falaram era mesmo obrigatório? e tinha a data limite de 31 de dezembro?amanhâ vou contatar o centro de formação do meu agrupamento e ver o que me dizem… mas está mais alguém na minha situação? será que ainda posso fazer alguma coisa?
    obrigado

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  18. isa

    Os contratados deixaram de ir às manifestações para bem da sua sanidade mental. Perdi a conta aos dias de greve que fiz durante 10 anos de contratada, perdi a conta às viagens que fiz a Lisboa e às horas que estive em frente à Assembleia da República, para acompanhar aqueles que dizem defender os nossos direitos, mas que no fundo se servem de nós (contratados) para fazer número e defender os interesses dos do quadro. O que ganhámos com tudo isto? Um lugar na lista dos desempregados. E aquela grande greve que ameaçava parar as escolas no inicio de Setembro? Nunca aconteceu porque, como por milagre os milhares de horários zero, deixaram de correr o risco de ir para a mobilidade. (Mas dos milhares de contratados que ficaram de fora, nunca ninguém falou) Agora voltam à luta porque a ameaça da mobilidade volta a espreitar.

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  19. C3PO

    Não tem nada a ver com isso Arlindo, peço desculpa mas eu recuso-me a participar em qualquer manif/protesto organizado por qualquer sindicado.

    Acabei de ouvir agora nas noticias um discurso do tipo “Professores de 50 a 60 anos a terem de enviar currículos e emigrar…” mas que #$%&/ é esta? a sério são esses os professores que estão a fazer isso?

    Ainda ontem o Mário Nogueira a ser entrevistado por uma jornalista, e às tantas a jornalista diz “os cerca de 110 mil professores…” ao qual o Mário Nogueira nada diz… nós não somos 110 mil somos 150 mil! Mas professores são só 110 mil não é? os contratados não contam…

    Onde é que está o discurso da ilegalidade que é os contratados estarem sucessivamente a contrato a contrariar as directivas da UE, onde está o discurso dos 5000 que foram para a rua o ano passado?

    Disto ninguém fala mas dos cortes de vencimentos e do excesso de horas… mas ninguém fala dos contratados que gramam com 22 horas a 1100€ em comparação com os que trabalham 16 horas e ganham 1800€….

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    1. Peter

      Concordo contigo em praticamente tudo… excepto o facto de não participar em qualquer manif ou protesto. Os sindicatos têm feito um péssimo serviço aos contratados… mas não nos podemos esquecer que somos professores e são os sindicatos que negoceiam com o MEC… e se na manifestação estivessem mais algumas dezenas de milhares (bastava que mais PROFESSORES – contratados, desempregados, QA ou QZP – de Lisboa aparecessem) teria muito mais peso na opinião pública e nas negociações… nomeadamente para a abertura de vagas, no fim das reduções do tempo de serviço, etc.

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      1. C3PO

        Mas eu não quero dar peso a estes Sindicatos! Eles usam os contratados como moeda de troca para tudo!

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  20. Ana Pinto

    Arlindo sendo dirigente da Fne,talvez fosse melhor preocupar-se com aquilo que a Fne NÂO FAZ,do que com aquilo que a Fenprof faz,até porque tem sido sempre a estar na frente de todas as denúncias.Temos pena mas a Fne sempre assinou por baixo,sem ler.Deixou de ser credível há muito tempo.

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  21. nela

    ola boa noite. sou professora com 20 anos de serviço. 10anos como contratada e 10 anos docente de carreira. sou horario zero pelo segundo ano.
    fui a lisboa e aplaudo todos aqueles que tal como eu levaram da escola para a rua a angustia e a revolta confidenciamos a colegas e familiares. nao tenho filiação politica ou sindical.
    verifiquei a falta de colegas em horario zero.
    queria tambem referir que só quando nos unirmos seremos capazes de fazer mais pela educação. novos, velhos contratados ou do quadro.

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  22. Alex

    Estive lá…sou contratada com 16 anos de serviço completo e fui com outros colegas na mesma situação… sou sindicalizada e continuarei a sê-lo ainda que nem sempre a acção sindical represente os meus interesses particulares. Contudo, sou cidadã antes de ser professora e assumo que também eu errei, durante anos, ao não fazer ouvir a “minha voz” junto do sindicato que escolhi para me representar e ao não ser interventiva exigindo-lhe, pelo menos, que me ouça… numa classe tradicionalmente tão fraccionada, num momento de crise em que todo um modelo está em causa, não me parece que tenhamos tempo para atacar as únicas “entidades” organizadas e com poder de negociação… remato dizendo que, pela primeira vez e após ter feito chegar ao meu sindicato várias vezes esta opinião, foi comunicado por um dirigente regional que “talvez seja necessário avançar com uma luta mais radical baseada na desobediência cívica”. Vamos lá… minar as políticas por dentro, onde dói mais, no dia-a-dia da escola…de uma vez por toas, informar devidamente pais e sociedade em geral das reais condições de trabalho, salário e pretensos “privilégios” da classe docente e, acima de tudo, passar a mensagem de que mais do que uma luta de classe profissional, está em causa a luta por um modelo de educação democrático e justo, contra a privatização de um sector primordial para a mobilidade social neste país à beira mar plantado…

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  23. Maria Arménia Madail da SIlva

    Apenas quero referir que é lamentável que se pense que as manifestações de professores têm que estar ligadas ao PCP. Se repararem e se foram às manifestações apenas veem os políticos de esquerda que estão na rua com os professores. Não ficam no sofá, pelo menos dão a cara como solidariedade. E isso é que é importante. Contratados, do quadro ou seja lá o que for devemos lutar todos com um único fim: acarinhar e não deixar fugir a nossa escola pública, não deixar que nos tirem a nossa dignidade, a nossa dedicação. E quer queiramos ou não se não forem os políticos a verificar a tristeza que nos vai na alma quem poderá dar-nos voz? Se não forem os sindicatos a motivar e a incentivar a que nos manifestemos, sem pagar um tostão nas viagens, quem será?
    Sejamos unidos! É isso que nos falta!

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  24. zabka

    Em vez de união há sempre a choradeira do costume. É óbvio que a estratégia de dividir para reinar resulta com esta classe de carneiros.
    Em relação aos contratados que choramingam e se queixam dos sindicatos, só digo que também sou contratado com muitos anos e desempregado e o que vejo mais é coleguinhas de merda (contratados) que dizem mal mas nunca fazem greve, foram os primeiros a tentar os “xalentes” para passar a perna aos outros, lambem as botas para serem reconduzidos e ficam melhor que muitos com mais graduação, concorrem à Educação Especial sem habilitação e fazem todo tipo de aldrabices nas contratações de escola.
    Por isso tudo, continuem a discutir uns com os outros que os sindicatos é que são maus, enquanto o Cratinho de merda vos sodomiza.

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    1. C3PO

      E a culpa de haver excelentes foi de quem? quem é que permitiu que isso desse 2 valores de bónus?
      Melhor, quem é que fez com que os contratados fossem sempre avaliados e os do quadro fossem +/- avaliados?
      Melhor ainda quem é que agora decidiu que nenhum contratado pode ser excelente?
      Relativamente às contratações de escola, ainda não ouvi nenhum sindicato publicamente a vir dizer ou fazer algo sobre isso…

      Eu não digo que os Sindicatos são maus, digo é que eles não defendem igualmente todos os professores, porque provavelmente defendem o mesmo que o colega, que não passamos de “coleguinhas de merda”

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  25. André Pestana

    Colegas, enquanto não construirmos alternativas (dentro e fora dos sindicatos) até podemos voltar a encher as ruas com 120 000 professores mas depois, teremos novamente memorandos/acordos assinados entre dirigentes sindicais e o governo não sufragados democraticamente pela base dos docentes… Falta construir alternativas: http://www.movimento3r.pt/quem-somos/

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  1. A manifestação dos professores que não ficam em casa a dizer mal dos que lutam « (Re)Flexões

    [...] Para aquecimento esteve bem esta manifestação e o pedido deixado por Mário Nogueira às restantes… [...]

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