Por Montalegre

abriu a época da caça.

 

Ilegalidades, prepotência e descrédito no Agrupamento de Escolas de Montalegre

 

 

Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, assina um comunicado onde acusa o Agrupamento de Escolas de praticar «ilegalidades» e de usar a «prepotência» num ambiente de total «descrédito». O autarca afirma que o funcionamento «é uma autêntica “bagunçada”» pedindo à DREN para meter «a escola na ordem» indo ao encontro do «respeito pelo serviço público».

Está instalado um barril de pólvora no seio do Agrupamento de Escolas de Montalegre. A conclusão sai do comunicado assinado pelo presidente da autarquia que imputa o agrupamento de semear discórdia por todo o lado com a missão de «fazer politica e afrontar a Câmara Municipal». Fernando Rodrigues vai mais longe ao declarar que a DREN (Direção Regional de Educação do Norte), face à passividade que tem demonstrado, é «responsável de se ter instalado na escola um grupelho radical fanático, com o diretor comandado pelo ego de um elemento da associação de pais, desfasado da realidade, sem qualquer implantação social e sem sentido do bem comum e da necessária harmonia numa escola».
«PEQUENOS MANDÕES
E IRRESPONSÁVEIS PROVOCADORES»
As acusações do edil à ação do Agrupamento de Escolas de Montalegre continuam: «não têm qualquer noção do cargo público que ocupam nem da exigência de obediência à lei, e comportam-se como pequenos mandões e irresponsáveis provocadores». Fernando Rodrigues lembra que «depois da fusão da Bento da Cruz com a do Baixo Barroso» nunca mais houve paz. «São ilegalidades, prepotência e descrédito», garante. No reforço, recorda que «o processo que elegeu o diretor foi declarado ilegal pelo tribunal e mantida a decisão em recursos sucessivos» indo ao encontro do «maior desrespeito pelas leis» cujo funcionamento é encarado por Fernando Rodrigues como «uma autêntica “bagunçada”».
ICENTIVO À “BAGUNÇA”
Farto do que ouve e do que vê, o autarca esgotou a paciência não só com quem dirige o agrupamento como também com a alegada atitude de consentimento da DREN. Lembra que esta «foi alertada para tudo» ao mesmo tempo que «deveria ser isenta e cumprir e fazer cumprir a lei». Todavia, a realidade é outra avança o presidente do município: «não o fez e deixou andar, apoiou, e até, ao que parece, empenhou-se nos recursos judiciais, contra o bom senso, e terá mesmo funcionado como “conselheira” gratuita do diretor ilegal, permitindo e, dessa forma, incentivando a “bagunça”». Com isto, acrescenta o autarca, a DREN é «responsável pelo clima de guerrilha emanado deste órgão, que envolve professores, funcionários e encarregados de educação».
«CLIMA DE PERSEGUIÇÃO»
O ambiente, sublinha Fernando Rodrigues, é de «irreconhecida legitimidade para governar por tanto atropelo à lei, já condenado em Tribunal». Isto tem provocado, acentua, um «clima de perseguição» que «deu origem a processos disciplinares contra professores», «ameaças a funcionários», contribuindo para a degradação da escola, levando a que esta caminhe para «o limite da credibilidade que deve ter um estabelecimento de ensino» não só «perante os alunos» como também «perante toda a sociedade».
Face a este quadro, Fernando Rodrigues apela «à Senhora Diretora Regional para que meta a escola na ordem», repondo «a legalidade» e a «ordem». Se o fizer, conclui o presidente, regressa o «respeito pelo serviço público e também pelas outras instituições».
NOVA ASSOCIAÇÃO CRITICA
AMBIENTE QUE SE VIVE NA ESCOLA
Criada recentemente, a Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos do Agrupamento de Escolas de Montalegre (APAEM), presidida por Paulo Barroso, justifica que avançou para este projeto porque «não compreendemos e não concordamos com a atuação de uma ou duas pessoas que controlam a outra associação» e porque «achamos que o que tem feito não é do interesse da escola e, por isso, dos alunos».
Paulo Barroso fala de «guerras no Conselho Geral», «ilegalidades confirmadas pelo tribunal» ao mesmo tempo que interroga «porque é que os pais, no Conselho Geral, não admitiram como individualidades ou instituições» nomes como «o padre Fontes, a Dr.ª Gorete da biblioteca municipal, o Ecomuseu (que deu mais de 200 estágios profissionais a jovens licenciados do nosso concelho), a ACISAT e o seu presidente que é presidente da Escola Profissional do Alto Tâmega?». Paulo Barroso reforça a interrogação: «Quem é que pode dar mais à escola que estas personalidades ou estas instituições?».
As acusações de Paulo Barroso ganham corpo: «o Conselho Geral cometeu várias ilegalidades confirmadas pelo Tribunal e não devia teimar porque dá a entender que está a defender outros interesses e preso ao poder. Não cumpriu prazos nas convocatórias de reuniões e não cumpriu com a escolha que a lei diz que deve ser feita de entre as individualidades ou instituições e escolheu à sorte ou a dedo, com base em interesses que não entendemos».
A somar a este depoimento, o presidente da APAEM afirma que «há mau ambiente na escola e o Conselho Geral está a criar um mau relacionamento entre a escola e a Câmara e nós queremos harmonia e boas relações com todos, principalmente com a Câmara, de quem depende muito do apoio à escola e aos alunos». Paulo Barroso remata com este exemplo que ilustra, no entender deste dirigente, a fraca postura da outra associação: «em vez de procurar resolver qualquer lacuna na escola nova, está sempre a lançar culpas à Câmara criando atritos desnecessários (Bar, mobiliário, pequenas correções ou reparações)».

 

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18 comentários

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    • Manuel Guedes on 17 de Dezembro de 2012 at 23:38
    • Responder

    Pois….infelizmente casos como estes proliferam pelo país fora.
    Por Penafiel também há disto….e nada lhes acontece.

    • AC on 18 de Dezembro de 2012 at 2:59
    • Responder

    Boa, Fernando! Afinfa-lhes!

    • António on 18 de Dezembro de 2012 at 9:47
    • Responder

    Antes demais, quero dizer que sou amigo pessoal do atual diretor da escola e, que neste momento não leciono na escola em questão. Conhecendo como conheço o atual diretor, posso afirmar que se trata de uma pessoa justa e correta nas suas ações. Mais, posso também afirmar que durante ANOS foi alvo de perseguições, pressões,ameaças por parte dos senhores que agora vêm a publico reclamar. Tenho pena que esta gente com muitos telhados de vidro, venha agora mostrar tanta indignação, só porque alguns deles perderam o poder que tinham….

      • catarina on 19 de Dezembro de 2012 at 13:37
      • Responder

      Resposta ao amigo do diretor.
      Foste beneficiado não foi minha grande besta?

        • António on 19 de Dezembro de 2012 at 21:25
        • Responder

        para sua informação foi professor em Montalegre já lá vão 10 Anos e só voltei 2 vezes de passagem por isso minha amiga não vá por aí. Mais, não desça o nível que fica-lhe mal.

    • sdv on 18 de Dezembro de 2012 at 10:47
    • Responder

    António eu tb já lá estive e penso lembrar-me de ti. Acontece que aos fracos quando lhe dão poder pensam que ficam fortes… mas é precisamente o contrário, enfraquecem. O paulo é um menino mimado e julga-se alguem pelo cargo q ocupa. tem feito coisas abomináveis principalmente como trata os colegas. acredita antonio. incrível mesmo!

    • pc on 18 de Dezembro de 2012 at 11:18
    • Responder

    “Governo estuda transferir todo o ensino para as câmaras”
    Agora imaginem a nivel nacional? Independentemente de quem tem culpas isto vai ser um pandemonio…
    Os portugueses ainda não estão preparados para assumirem cargos destes, é raro encontrar algum presidente que o saiba ser.
    nas câmeras é o que toda a gente sabe….

    • António on 18 de Dezembro de 2012 at 11:20
    • Responder

    Como é lógico eu não vou estar aqui a fazer de advogado do diretor, até porque ele é mais que competente para o fazer. Apenas quero deixar aqui algumas questões para se refletir sobre elas. Hoje vêm noticiado num jornal que o governo pondera passar a gestão e tudo mais das escolas para a alçada dos municípios. Este será o melhor exemplo do que pode a vir a acontecer quando a autarquia não têm o poder sobre uma instituição de vital importância para a sua comunidade …. pressões, criação de mau estar…. o que é espectável, já que a maioria da comunidade depende da autarquia, quer seja em Montalegre ou noutra região do país. Depois, não deve ser nada fácil combater hábitos e costumes instalados, e todos nós sabemos que existem colegas que lidam muito mal com a mudança. Mimado, quando se sofreu na pele durante pelo menos uma década o que sofreu e ao que foi sujeito… não me parece. Respeito as diferentes opiniões, mas continuo a achar que não é nada fácil o trabalho que está a realizar.

      • catarina on 19 de Dezembro de 2012 at 13:35
      • Responder

      Foste beneficiado, não foi minha grande besta?

        • António on 19 de Dezembro de 2012 at 21:30
        • Responder

        já lhe respondi noutro post. Já agora, pelos vistos acabaram-se algumas regalias, uma vez que insiste tanto nos “benefícios” .

    • Moçambicano on 18 de Dezembro de 2012 at 13:55
    • Responder

    Ai fernando… fernando…
    Quem te viu e quem te vê – arrogante e fanfarrão!
    Um dia destes conto aqui a tua triste história.
    Olha que o tempo das vacas magras pode voltar…

    • JC Narciso on 18 de Dezembro de 2012 at 14:18
    • Responder

    Conheço bem o ambiente escolar de Montalegre. Terra de gente dura, agreste, isolada.

    • Zé da Costa on 18 de Dezembro de 2012 at 17:32
    • Responder

    Caros colegas
    Não vou deitar mais achas para a fogueira. Só um cego é que não vê.
    A questão de Montalegre é simples:
    Durante anos, a escola de Montalegre foi gerida pelos mesmos.
    Em julho de 2010, a Ministra MILÚ (credo!), com a conivência do Presidente da Câmara de Montalegre (Fernando) criou o mega agrupamento de Montalegre e nomeou um homem de mão do Fernando como Presidente da CAP.
    Em outubro de 2010 marcaram-se eleições para o CG Transitório e, como é natural, constituíram-se duas listas. Alista afeta ao Fernando obteve 5 lugares e a outra lista 10, repito, 10. A Câmara de Montalegre tem direito a nomear 3. Feitas as contas, qualquer analfabeto conclui que uma lista tem 10 votos e a outra 8. Logo, qualquer que seja o método usado no CGT a lista da antiga oposição ganha, claramente, à lista do Fernando.
    Durante meses, o antigo Presidente da CAP evitou marcar a reunião do CGT para cooptar as individualidades ou instituições. No dia em que a reunião se realizou, seguiu-se a proposta apresentada pelo grupo do Fernando ao CGT. Apresentavam-se listas com 3 nomes e a que tivesse mais votos ganhava. Posto à votação, e contra as expectativas do “grande líder”, a antiga oposição ganhou a votação. Assim, o CGT ficou com 13 elementos de um lado e 8 do outro.
    Como só o Presidente da CAP podia marcar nova reunião para eleger o Presidente do CGT esta nunca mais se realizava. Depois de muitos requerimentos a solicitar a marcação da reunião o que fez o homem do Fernando? Marcou a reunião para uma segunda-feira. Enviou as convocatórias em carta registada, com aviso de receção, na própria segunda. Logicamente que estas só chegaram aos Conselheiros na terça-feira, um dia depois da reunião. Deste método nem Salazar se lembrariam de adotar. Mas o grupo do Fernando lembrou-se!
    O que lhes correu mal: o anterior Diretor Regional tinha obrigado o Presidente da CAP a marcar a reunião e dar-lhe cópia da convocatória, dando conhecimento desta ao grupo MAIORITÁRIO.
    Moral da história: quando viram que os vencedores das eleições estavam todos na reunião, do grupo do Fernando só entraram na sala dois. Como havia quórum, a reunião realizou-se e elegeu-se a Presidente da CAP. O Fernando (esse vulto da “democracia” defendida por Pinochet) colocou uma ação em tribunal contra a convocatória feita pelo seu homem de mão. Eles são assim!
    Ontem, usando os meios da CM Montalegre, com a mesma facilidade com que se passeia às 2 ou 3 da manhã, pela Vila, com o carro dos munícipes, publicou um comunicado, surrealista, que envergonha todos os Barrões. Só não o envergonha a ele, por questões de berço.
    Fernando Rodrigues perdeu nas urnas, ponto. Não estava habituado a perder, mas perdeu. Estava habituado a recorrer a meios, que dada a fragilidade das pessoas, costumavam resultar. Tentou, mas desta vez não resultou. Perdeu.
    E tem de perceber que ainda há quem tenha princípios.
    Só mais outra coisa: segundo se consta, quem teve um processo disciplinar foi o próprio diretor

    • pc on 18 de Dezembro de 2012 at 20:00
    • Responder

    «A Câmara de Montalegre é um mau exemplo no encerramento de escolas. Fechou escolas com condições e enviou os alunos para Montalegre, para uma escola podre e cheia de bicho. O Sr. Presidente da Câmara devia ser responsabilizado por isso, já que é uma vergonha completa, um escândalo e uma maluqueira o que ele fez». (Dr. Pires)

    • de salto on 18 de Dezembro de 2012 at 21:17
    • Responder

    Esta guerra toda não será politica? senão vejamos: O diretor da escola é irmão do vereador ( com imenso poder) que por sua vez vai concorrer ao cargo de presidente da câmara de Montalegre. O presidente Fernando e o vereador ( que até são do mesmo partido) andam de candeias ás avessas por causa das eleições e então vale tudo.
    Isto é só um cheirinho do que vai acontecer se o estado passar as escolas para as câmaras…

    • Rui Barroso on 19 de Dezembro de 2012 at 18:33
    • Responder

    Não sei ao certo o que se passa, mas para a região, de que me orgulho pertencer, é grave o que se está a passar. Não sei quem tem razão mas, nestes casos, todos nós ficamos a perder. A câmara, a escola, a comunidade, deveriam ter mais cuidado com o que fazem e com o que publicam, em prol de um ideal – a educação dos nossos alunos. E, se estes sentem que não há quem governe ou deixe governar, nada de bom pode vir num futuro próximo para estas crianças. Soluções procuram-se, e com urgência, pois na educação não pode ficar para amanhã o que tem que ser feito hoje. Triste dia este para a região de Montalegre e todos os barrosões… Como diz o “de Salto” de onde sou, será um caso politico? O tempo o dirá… Até lá quem sofre é a nossa escola e os nossos alunos numa guerrilha sem, penso eu, haver motivos. :\

    • cocas on 20 de Dezembro de 2012 at 16:13
    • Responder

    É pena ver tanta guerra entre quem tanto se amou. Não foi o actual presidente da câmara que há anos fazia campanha pelo actual director contra o que saiu? Disso me lembro eu e o António. A linguagem grosseira de quem lhe respondeu mostra bem que classe de gente é esta e que ódio sai de quem sente o poder a fugir. Será que o director só é mau agora porque há políticos opositores à Câmara no actual Conselho Geral? Deixem-se de enxovalhar Montalegre. Amem-se como dantes e tenham vergonha!

    • a associação de pais on 21 de Dezembro de 2012 at 21:26
    • Responder

    Reflexão sobre as declarações do “Senhor Presidente da Câmara”

    A Associação de Pais/Encarregados de Educação do Baixo Barroso manifesta grande perplexidade com as declarações do senhor presidente da câmara, declarações que foram proferidas apenas por razões de carácter político. Ao serem ditas pelo senhor presidente da câmara, traduzir-se-ão numa inequívoca deterioração da imagem negativa do poder político no concelho de Montalegre.Em nossa opinião, provocarão, como é evidente, o “clima” de instabilidade com guerras de poder e que, no fim da linha, os mais prejudicados serão os alunos.
    Convém referir que as escolas, ao longo dos tempos, adquiriram uma identidade e personalidade próprias e investiram em projetos educativos que as caracterizam.
    Esta associação de pais não compreende como é possível que se utilize a página da câmara para travar lutas e rivalidades políticas. Não respeita o trabalho de alguns dos seus colaboradores mais diretos, ignora o intenso labor desenvolvido pelas escolas, o sucesso dos alunos, a qualidade de ensino, etc. As questões pedagógicas e o sucesso estão a ser preteridos a favor de medidas políticas desenhadas nos gabinetes, sem um verdadeiro conhecimento da realidade.
    Por último, queríamos lembrar que a instabilidade criada na educação tem sido promovida pela Câmara Municipal de Montalegre, desde a criação do mega agrupamento. A degradação referida no infeliz e inoportuno comunicado do Senhor Presidente da Câmara, não se deve aos órgãos de gestão, aos alunos, aos professores ou funcionários, mas sim, e tão só, às sucessivas e avulsas declarações da câmara, na voz do seu presidente. Como mais uma vez se pode constatar, toma, medidas sem que os directamente envolvidos tivessem oportunidade de manifestar a sua opinião. Se a escola pública tem funcionado com qualidade, isso deve-se ao profissionalismo dos docentes e da gestão escolar, pois têm sido eles que têm agarrado as pontas das teias criadas pelos diversos responsáveis políticos e as têm transformado em novelos.

    A Associação de Pais


  1. […] Continua a saga por Montalegre em plena página da câmara Municipal. […]


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