22 de Julho de 2012 archive

Apoio à Manifestação de Preferências

A partir de amanhã e até às 18 horas do dia 27 de Julho será a vez dos contratados manifestarem as preferências por escolas, concelhos e qzp. Lembro-me dos conselhos que dei o ano passado que foram seguidos por alguns colegas e que lhes possibilitou conseguir uma colocação no ano letivo anterior em Bolsa de Recrutamento (disseram-me de forma privada que se influenciaram por este meu aviso).

Gostava de poder ajudar este ano na forma de concurso e ter boas notícias para dar, no entanto será impossível que o ano letivo 2012/2013 seja melhor que o ano que terminou no que respeita a colocações. Tendo em conta o elevado número de docentes que se apresentarão no dia 3 de Setembro na última escola onde prestaram serviço, ficando a aguardar uma colocação em reserva de recrutamento, prevejo que apenas os horários inferiores a 14 horas possam ter colocações anuais (mas haverá sempre algumas excepções).

Quanto aos que têm possibilidade de renovação da colocação lanço o aviso para concorrerem fazendo de conta que não terão essa renovação garantida, sob pena de se surpreenderem no dia 31 de Agosto.

Amanhã este post será editado com o manual de instruções e outra documentação que surja no site da DGAE.

Não se esqueçam que a forma como terão de colocar as preferências foi alterada e tornou-se mais demorada.

Para entrarem na aplicação podem seguir este link.

Ficam de novo algumas ferramentas para apoio à manifestação de preferências que tanto jeito tem dado ao longo dos últimos anos.

 

 

 

Ferramentas que podem usar para calcular distâncias:

Google Earth 6

Roteiro das Escolas (Base de dados com mapa de todas as escolas do Pais)

 

BOA SORTE!

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Adormeceram Professores e Acordaram Sem Turmas

Uma excelente reportagem de Graça Barbosa Ribeiro a retratar o drama de quem se viu envolvido em ausência da componente letiva.

 

Não ficam desempregados, como os professores contratados, mas não sabem o que farão em Setembro. Mudanças como a revisão dos currículos e o aumento do número de alunos por turma deixaram milhares com horário zero, ou seja, sem aulas para dar. Tinham uma situação que julgavam estável e uma escola que consideravam sua. Do ministério dizem que muitos serão “repescados”; eles aprendem a viver com a incerteza.”

 




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As Incongruências do Sistema

… que na teoria apregoa a liberdade de escolha das famílias.

 

Caros colegas,

Como é do conhecimento de todos, determinadas disposições do Despacho normativo 13-A/2012 e do ofício circular 03/12 da DREN estão a ter consequências nefastas no tocante ao ensino de línguas estrangeiras, nomeadamente na redução da oferta de escola em nome de uma suposta “gestão racional dos recursos humanos existentes” – um conceito que, aliás, não está suficientemente esclarecido nos documentos em questão e cuja interpretação deveria aí ser assumida, quer para responsabilização pelas consequências, quer para evitar as mesmas.

Têm chegado ao nosso conhecimento, tanto através de colegas nossos, como através de encarregados de educação, casos de escolas em que a oferta da disciplina de Espanhol está a ser fechada em função da necessidade de assegurar os horários de colegas de outros grupos.

É certo que a perspetiva de horário zero é uma realidade aflitiva para muitos colegas, com os quais, desde já, nos afirmamos solidários. Contudo, a questão do desemprego docente não deve ser resolvida através da redução da liberdade de escolha dos alunos condicionando às suas opções curriculares. Essa é uma medida economicista, que, a nosso ver, nada resolve em termos do desemprego docente, antes pelo contrário… Achamos que a solução passa precisamente pelo abandono dessa mesma perspetiva economicista, consubstanciando-se, entre outros exemplos, no aumento do número de alunos por turma, na sobrecarga da componente não letiva, na constituição de mega-agrupamentos com implicações no crédito horário de gestão das escolas e, muito particularmente, numa revisão curricular orientada para a redução de opções, como é o caso em questão.

Perante estas questões, a APPELE já se pronunciou criticamente junto das instâncias adequadas, como foi dado a conhecer através do correio interno junto dos nossos associados. Procurámos igualmente, num esforço de contribuir para o diálogo sobre o processo e a sua melhoria, discutir estas e outras questões diretamente junto do Ministério, solicitando ao Secretário de Estado da Educação e Administração Escolar uma audiência nesse sentido. Contudo, esta ainda não foi agendada, apesar da nossa insistência.

Perante este panorama, apelamos aos colegas, para que, à semelhança do que está a acontecer em algumas escolas, se mobilizem no sentido de protestar pela não abertura / encerramento em oferta de escola de qualquer uma das línguas estrangeiras previstas na oferta educativa, tomando posição coletivamente dentro do grupo e/ou departamento e fazendo-a chegar pelos canais adequados aos órgãos de gestão da sua escola/agrupamento, bem como da associação de pais e de estudantes da(o) mesma(o) e ainda ao Ministério da Educação e Ciência.

Da nossa parte, continuaremos a lutar contra esta situação a nível institucional nos espaços a que temos direito e manifestamos, desde já, a nossa disponibilidade para apoiar os colegas na luta que desenvolvam nos seus lugares de trabalho.

Saudações associativas,

A Comissão Executiva

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Nuno Crato o Ziguezagueador

O jornal Público na rúbrica Caras da Semana considera Nuno Crato como um ziguezagueador que foi obrigado a corrigir ao longo da semana o drama de milhares de horário zero com o qual se deparou e terminou com uma promesa de vinculação de docentes contratados.

Não vou deixar de assumir que alguns dos dados lançados para o domínio público criaram alterações que aconteceram com a conferência de imprensa da tarde de terça-feira, e que os dados que divulguei na segunda-feira tiveram repercussões nesta decisão pelo simples facto de o próprio diretor geral da administração educativa ter entrado em contacto direto com esta escola logo após conhecimento destes números e que este ziguezague também se deveu à falta de conhecimento da realidade das escolas e da forma como tudo isto afetou docentes que não estavam preparados para uma mudança tão drástica na sua vida profissional (mais logo colocarei uma ou outra entrevista da reportagem sob o título “adormeceram professores e acordaram sem turmas” que saiu hoje na edição do jornal público).

Na própria segunda feira disse que, independentemente de o MEC querer ou não divulgar esses números de DACL, o que deveria fazer era refletir sobre esses números e agir.

Agiu a tempo de permitir algumas alterações que podem dar mais alguma paz nos próximos tempos, mas não posso deixar de criticar esta opção tardia que permitiu de um momento para o outro criar a percepção que todos os indicados para ausência da componente letiva poderão ser os excedentários futuros de uma qualquer decisão forçada do exterior que venha para consolidar novas medidas orçamentais.

Apesar de ter alguma simpatia por este ministro e até considerar algumas das suas opções como boas custa-me ver que existem grandes erros que estão a ser cometidos e isso leva-me a repensar muito a ideia que tenho de Nuno Crato.

 

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Incompetência ou Premeditação

De um comentário do Zaratrusta aqui. Este texto é uma boa reflexão sobre o ensino profissional e os cursos profissionais que atualmente se encontram na ordem do dia.

 

Existe uma grande confusão entre Ensino Profissional e Cursos Profissionais.  Estes são apenas um dos tipos de cursos de ensino profissional de nível  secundário, sendo o outro os Cursos de Aprendizagem. Ambos são diferentes quer  na forma, quer na substância. O MEC optou por extinguir os primeiros  (desengane-se quem considera que assim não é) e desenvolver em massa os  segundos.

Vamos então às diferenças entre eles:

– Os cursos profissionais, no ensino público, são ministrados nas escolas  secundárias e nas escolas profissionais públicas. Os cursos de aprendizagem têm  sido monopólio dos centros de formação do Instituto de Emprego e Formação  Profissional (IEFP)

– Os docentes dos cursos profissionais são os mesmos do ensino regular, salvo  em algumas das disciplinas da componente tecnológica, em que são contratados  técnicos especializados. Em qualquer dos casos e tratando-se de professores  contratados, são feitos contratos de trabalho. Os cursos de aprendizagem são  ministrados por formadores internos do IEFP e por formadores externos, estes últimos contratados por contrato de prestação de serviços, a recibos verdes, sem  direito a subsídios de férias e de Natal e sendo as contribuição para a  segurança social pagas na totalidade pelo trabalhador. Não há direito a subsídio  de desemprego

– Nos cursos profissionais os alunos não recebem qualquer bolsa. Nos cursos  de aprendizagem irão receber 180 euros mensais, o que se me apresenta como uma  forma de aliciar os alunos das classes mais desfavorecidas, dada a conjuntura  atual

– Nos cursos profissionais, as empresas nas quais os alunos desenvolvem a  formação em contexto de trabalho (FCT), não recebem qualquer contrapartida  financeira. Nos cursos de aprendizagem são e vão ser bem pagas

– Nos cursos profissionais, a FCT desenvolve-se nos 2º e 3º anos do curso, em  períodos de média duração, após a escola entender que os alunos adquiriram os  conhecimentos teóricos necessários para desempenharem funções em contexto de  trabalho. Nos cursos de aprendizagem, a FCT inicia-se logo assim que começa o  curso e desenvolve-se em 2 ou 3 dias por semana, durante todas as semanas,  estando os alunos nos centros de formação durante os restantes

– Nos cursos profissionais quem decide são as escolas

– Por estas duas razões, o centro de decisão e controlo nos cursos  profissionais está nas escolas, enquanto nos cursos de aprendizagem  se desloca  para as empresas

– Durante a última década tornou-se um lugar comum dizer que Portugal  desbaratou milhões de euros vindos da EU em autoestradas e formação profissional  inúteis. Pois bem, estes cursos de aprendizagem contribuíram bastante para que  isso acontecesse. Por alguma razão estavam moribundos, apesar de mais de uma  década de existência, preparando-se este MEC para ressuscitar aquilo que de pior  teve a formação profissional em Portugal.

Fui formador em vários cursos de formação, fui formador em cursos de  aprendizagem e fui professor em cursos profissionais. Os campeões do facilitismo  assumido e explícito são os cursos de aprendizagem, e não sou só eu que o digo,  pois já foram feitos vários estudos sobre o tema com resultados conhecidos.

O MEC prepara-se para extinguir os cursos profissionais nas escolas (já  começou), esvaziando ainda mais a escola publica das suas funções, consolidando  o que de pior tem sido feito e entregando o ensino profissional sob a forma de  cursos de aprendizagem, ao IEFP, a entidades de formação de vão de escada e às  empresas privadas,  acompanhados de uma boa dose de propaganda, ou alguém  acredita, por exemplo, que estes alunos terão condições para fazer os exames  nacionais do ensino secundário para acesso à universidade, quando os alunos que  frequentam os 3 anos do ensino regular têm 50% de negativas?

Pergunto-me quais as razões desta opção do MEC e só encontro uma resposta:  critérios puramente ideológicos. Já não acredito que seja por incompetência.  Tudo está a ser feito de forma bem planeada e criteriosa. Nesta opção, nem os  critérios economicistas se podem aplicar, pois, como vimos, os cursos de  aprendizagem vão sair mais caros que os cursos profissionais.

Poderão dizer que estes cursos vão absorver alguns dos professores  contratados que vão ficar desempregados. Admito que sim, alguns, poucos, pagos a  recibos verdes, como já se encontra previsto no Novo Regulamento dos Cursos de  Aprendizagem que o governo já se apressou a publicar, mas, como já está  previsto, na sua maioria eles vão ser ministrados pelos formadores do IEFP, sem  habilitação profissional para a docência e, em caso de necessidade, pelos  professores de carreira sem componente letiva.

Pergunto-me, igualmente, se os sindicatos, os professores e os encarregados  de educação, dada a sua passividade, não entendem o que se está a passar.

Pergunto-me por que razão aqueles que mais sabem sobre educação em Portugal,  por a terem estudado no terreno, nas escolas, observando professores e alunos, e  que são reconhecidos a nível nacional e internacional, não vêm a publico revelar  à população a destruição da escola a que estamos a assistir. É por mais evidente  que enquanto o MEC age e propagandeia, os outros limitam-se a reagir, às vezes.  Nunca poderemos alcançar alguém que vai sempre um passo à nossa frente.

Perguntamo-nos todos, finalmente, o que se está a passar na cabeça deste  governo. Talvez aquilo que todos sabemos e não queremos aceitar:

OS PORTUGUESES SÃO BURROS! OS PORTUGUESES SÃO ESTUPIDOS! OS PORTUGUESES SÃO  PASSIVOS, AINDA ESTÃO SOB O EFEITO DA SUBJUGAÇÃO SALAZARISTA! NÓS SOMOS A  ELITE E TEMOS QUE ASSEGURAR AS ELITES FUTURAS!

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Nuno Crato na Antena 1

Resumo com explicações sobre os horários zero, professores contratados, vinculação extraordinária e a prova de ingresso.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=H7SUMcdRegM]

Se entretanto for possível enquadrar algumas destas medidas no próximo orçamento de estado então será possível a vinculação de mais professores contratados.

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Blogosfera – educar a educação

Uma excelente questão levantada pelo Nuno Domingues que terá resposta numa qualquer fórmula mágica que será despachada em Setembro.

Como contabilizar faltas a tempos de 50 minutos?

 

E no mesmo seguimento da questão dos tempos de 45 ou 50 minutos ver este post também.

Como colocar a concurso horários com tempos de 45 minutos?

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Retratos de Professores com Horário Zero

Na edição em papel no jornal público de hoje.

 

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