Uma Primeira Análise ao Diploma de Concursos

Ainda não li com a profundidade necessária esta proposta de diploma de concursos mas é fácil de ver que é uma má proposta.

Os principais aspetos negativos que encontro são os seguintes:

  • Insistência na duração dos concursos por um período de 4 anos. (um limite de dois anos seria o mais razoável)
  • Insistência na renovação dos contratos por períodos que podem ir até aos 4 anos. (Se os concursos fossem de dois em dois anos até compreendia que existisse a recondução)
  • Obrigatoriedade de DACL e Contratados terem de concorrer a um mínimo de 3 QZP;
  • Incompreensível criação do limite de horário entre 6 e 21 horas para os professores contratados;
  • Contagem do tempo de serviço em estabelecimento com contrato de associação para a 1ª prioridade ao concurso externo;
  • Reserva de Recrutamento (ex-bolsa de recrutamento) apenas até ao dia 30 de Outubro.
  • Obrigatoriedade da entrevista ou da avaliação curricular com ponderação em 50% nos critérios a definir para a contratação de escola nos grupos de recrutamento.

Com este panorama os professores podem ter o grande azar de serem colocados na reserva de recrutamento na escola mais longe do terceiro QZP que foram obrigados a escolher  para um horário de 6 horas.

Acho incompreensível o desrespeito com que é tratado um assunto desta importância.

 

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26 comentários

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    • Alt on 18 de Fevereiro de 2012 at 17:51
    • Responder

    Considero este diploma uma vergonha nacional. Nada relacionado com troikas, isto é tudo para penalizar, castigar, envergonhar toda a classe docente. Isto merece “guerra”. Esta gente nem se apercebe dos enormes problemas colaterais que isto vai trazer. Inclusive diminuir o consumo, a parca variável que nos poderá salvar da bancarrota.

    Considero-me uma pessoa de centro-direita em muitas vertentes das questões laborais, mas isto não tem nada a ver com isso. É apenas um massacre total à boa gestão de recursos humanos, um ataque despudorado à sanidade de todos os professores deste país. Que venham os militares e ponham ordem nesta canalha, é o que apetece dizer!

    • Valério on 18 de Fevereiro de 2012 at 17:55
    • Responder

    “Obrigatoriedade da entrevista…”, mas para quem? Para todos ou só para os parvos dos contratados?

      • Sara on 18 de Fevereiro de 2012 at 20:25
      • Responder

      somos parvos porque fazemos a papinha toda aos de quadro.
      para dizer isso ou n é prof ou é dos que come a papa feita

    • Elisabete on 18 de Fevereiro de 2012 at 18:39
    • Responder

    Não acredito no que li… isto é uma vergonha!!! Santa Paciência!!!

    • Carla Silva on 18 de Fevereiro de 2012 at 19:43
    • Responder

    Mas se já nem existem QZP´s isso não faz sentido.
    Horários de 6 horas… muito bem. Cada vez temos menos liberdade de escolha. Assim se começa.

    • Advogado do Diabo on 18 de Fevereiro de 2012 at 20:02
    • Responder

    Carla Silva
    Está enganada. Ainda existem QZP.

    • Sara on 18 de Fevereiro de 2012 at 20:11
    • Responder

    tb tem obrigatoriedade de concorrer no mínimo a 25 agrupamentos e10 concelhos!

    • ilum on 18 de Fevereiro de 2012 at 20:26
    • Responder

    Para as necessidades transitórias, a injustiça continua: os DACL continuam à frente dos DCE e dos destacamentos por aproximação à residência, num total desrespeito pela graduação.

    • Filipe on 18 de Fevereiro de 2012 at 21:19
    • Responder

    Esta proposta é já para o concurso deste ano?
    Obrigado

    • Diana on 18 de Fevereiro de 2012 at 22:08
    • Responder

    Arlindo, não te parece que, para além de muito injusta, a questão dos novos critérios para a oferta de escola é completamente absurda? Injusta porque, se realmente uma entrevista vale 50 %, isto quer dizer que posso ser ultrapassada por um colega com metade do meu tempo de serviço ou mais, certo?
    Exemplificando: tenho graduação profissional de 23. Supondo que a entrevista é avaliada de 0 a 20, é-me por exemplo atribuído um 13. Assim, concorro à OE com 36 pontos (23+13). O colega “com cunha” tem graduação de 18 (menos 5 anos de serviço do que eu!!!! Provavelmente até só tem um ou dois anos de serviço). . Na entrevista, atribuem-lhe 19. Deste modo, concorre à OE com 37 pontos, passando-me à frente em 3 tempos.
    Para além dessa questão outra se coloca e que torna este novo critério completamente absurdo: Quem vai ser chamado para entrevista? Se a entrevista vale efectivamente 50%, então os menos graduados têm “direito” a entrevista, uma vez que, como foi demonstrado mais acima, podem eventualmente superar, na mesma, os colegas mais graduados. Agora pergunto, na prática, isso vai ser possível? Como proceder em horários cujas candidaturas ultrapassam os mil candidatos? Nem que fossem apenas 20, vão entrevistar 20 pessoas? Isto sem falar do processo que, já por si é moroso, e mais se tornará com a necessidade de entrevistar candidatos…
    Obviamente que não serão todos entrevistados mas, quem é chamado? quem define esse número?
    Arlindo, o que achas disto?
    Obrigada.
    Diana


    1. Em nome da “autonomia” não serão dadas instruções às escolas para decidirem os seus 50% que têm para a contratação dos professores. Cada escola deverá usar os seus instrumentos para selecionarem o candidato. Eu não me acredito que as escolas chamem todos os candidatos para a entrevista ou que peça o currículo a todos os que se candidataram. O mais lógico será através dos critérios “universais” escolherem os 3 primeiros candidatos e nesse caso não haveria ultrapassagens significativas.
      Existir um peso de 50% na graduação evitará de algum modo os critérios a que nos habituamos este ano.

        • Diana on 19 de Fevereiro de 2012 at 12:30
        • Responder

        A mim, parece-me que as escolas (que pretendem colocar um candidato específico) vão optar pelo critério da análise curricular pois, mesmo que não analisem todos os CV, nós deste lado nunca o saberemos e como tal poderão escolher quem querem. Quanto à entrevista, já fui a uma em que éramos 6 candidatos, quem ficou? O sexto!!! O menos graduado dos 6. Continuo a acreditar que as injustiças se vão manter.
        Arlindo, obrigada pela tua resposta.

    • smm on 18 de Fevereiro de 2012 at 22:45
    • Responder

    Esta proposta é VERGONHOSA!!! Em vez de corrigirem alguns erros do passado, como, por exemplo, os critérios injustos de muitas CE, aumentam o grau de injustiças e querem tornar a nossa profissão ainda mais precária!!!
    O que é que lhes passou pela cabeça para colocar em 1ª prioridade quem tenha 4 anos em horário completo??? quer dizer, a maior parte do pessoal contratado que anda com a casa às costas, a fazer “remendos” pelo país fora, ficará ainda pior ao passar para 2ª prioridade… isto é gravíssimo!!!

    • Rui Santos on 18 de Fevereiro de 2012 at 22:55
    • Responder

    Uma vergonha! Principalmente nas ofertas de escola, em que o critério da entrevista ou ponderação curricular continua a ser subjectivo, continuando a permitir a cunha e colocar quem quiserem no lugar, sem contestação. Além disso, estando eu desempregado e a concorrer a oferta de escola, como vou gastar dinheiro na gasolina + portagens + desgaste carro para fazer 100km, 200km, 300km, 600km, 800km, 1000km ou 1200km (ir e vir à entrevista) e depois haver o risco de não ficar colocado?

    Anda tudo doido? Paguem eles as viagens, que eu vou à entrevista. Por mim digo olá ao subsídio de desemprego, que ganho dinheiro e saúde do que se estiver a trabalhar para esses bandidos.
    Contratados não fazem parte do sistema, mas qualquer dia vai haver revolta das grandes nas ruas. Já estou a ficar pelos cabelos, com estas alterações para pior.

    • maria on 18 de Fevereiro de 2012 at 23:34
    • Responder

    Os do QZP tb são obrigados a concorrer a 3 QZP?
    Obrigada


    1. Segundo a proposta os DACL devem concorrer a outros dois QZP, além do seu.

        • costta on 19 de Fevereiro de 2012 at 13:21
        • Responder

        eu so encontro os DACL que sejam qzp com essa obrigação (artigo 9º)
        em relação aos Quadro de agrupamento nao encontro nada

    • Elisabete (Liza) on 19 de Fevereiro de 2012 at 1:46
    • Responder

    Isto não pode ser assim!!! Eu vou escrever uma carta de reclamação para o MEC e sindicatos. Não concordo com a definição que dão às prioridades, é RIDÍCULO, não concordo com o valor que atribuem ao bom e mt bom, não concordo com o tempo mínimo de 180 dias para avaliação, não concordo com a recondução para 4 anos. Isto é uma vergonha!!! Em 6 anos sempre trabalhei como uma escrava mas infelizmente não vou conseguir ter os 4 anos com horário anual e completo!! Tenho apenas 3… E vou para 2ª prioridade?!?! COMO?!?! E este ano infelizmente não terei os 180 dias de tempo de serviço e não vou ser avaliada e por consequência não terei o ponto de bonificação?!?! COMO?!?! E este ano não fui colocada pois não foi possível a recondução e porque colegas com menor graduação foram reconduzidos ficando eu sem o lugar que deveria ser meu e agora vou para 2ª prioridade?!?!? COMO?!!? E querem que eu concorra para um intervalo de 6 a 21h?!?!? Mas estão a gozar comigo?!?!!? Desculpa qualquer erro, mas estou furiosa!!!!!!

    • Elisabete (Liza) on 19 de Fevereiro de 2012 at 1:57
    • Responder

    E porque é que inventam em vez de simplificar?!?! Porque não regressar à ordenação APENAS pela graduação?!?! Porque inventar?!?!?! Quem foi o iluminado que inventou estas barbaridades?!

    • Margarida420 on 19 de Fevereiro de 2012 at 3:50
    • Responder

    Como vão ficar todos aqueles que este ano não estão colocados como eu (por um erro de mudança de regras a meio) vão ser tb penalizados em relação aqueles que são reconduzidos e passam a 1º perioridade.
    Nós, estamos sujeitos a descer para a 2ª perioridade caso não sejamos colocados no proximo ano (culpa de quem???).

    Gostava, que referissem algo de positivo neste Diploma que defenda pelo menos os contratados… (desculpem! mas isto é tb para contratados?)

    Talvez a resposta seja esta “se não estão bem façam o favor de saír” DDDDDDDDDDDDIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIITTTTTTTTTTAAAAAAAADDDDDDDUUUURRRRRAAAAAAA


  1. Dissecando a proposta da 1ª prioridade para o concurso externo.

    http://educaraeducacao.blogspot.com/2012/02/dissecando-proposta-da-1-prioridade.html

    Um abraço.

    • Nuno on 19 de Fevereiro de 2012 at 21:08
    • Responder

    Arlindo, boa noite?

    Qual á a margem de discussão e alteração desta “proposta”? Há margem de negociação para alterar a proposta relativa à 1ª prioridade do concurso externo?

    Nuno

    • Nuno on 19 de Fevereiro de 2012 at 21:11
    • Responder

    Arlindo, boa noite

    Qual á a margem de discussão e alteração desta “proposta”? Há margem de negociação para alterar a proposta relativa à 1ª prioridade do concurso externo?

    Nuno


    1. Ainda é muito cedo para responder, mas penso que sim,
      Penso que essa situação e a dos intervalos dos horários não irão ficar como estão.

    • SA on 20 de Fevereiro de 2012 at 0:41
    • Responder

    Os contratados também são obrigados a concorrer a 3 qzp’s?

    • Eli on 20 de Fevereiro de 2012 at 17:32
    • Responder

    Pela milésima vez, eu pergunto:

    Por que razão os Ex.mos não olham para o Concurso dos Açores?

    Só me apetece fugir de Portugal!

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