Carta Aberta ao Ministro Sobre o Diploma de Concursos

Exmo. Senhor Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato,

 

C/ conhecimento dos Exmo. Senhores e Senhoras dirigentes sindicais, dos Exmo. Senhores e Senhoras professores e professoras e de toda a população portuguesa.

 

Escrevo-lhe esta mensagem para lhe dar a conhecer a minha indignação em relação ao oásis de asneiras em que se transformou a vossa proposta de decreto-lei que regula os concursos para selecção, recrutamento e permuta do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário publicada no portal do governo no dia 18 de Fevereiro de 2012 às 18h00.

 

Fiquei perplexa com a maioria das alterações e pelo vosso desleixo em relação às injustiças que esta proposta proporciona à maioria dos professores contratados. Pergunto, é simplesmente negligência ou desrespeito pelos professores contratados, que na vossa opinião não fazemos parte do sistema? Informo-lhe que somos nós que asseguramos uma grande parte do funcionamento do dito sistema.

 

Vejamos alguns aspectos mais gravosos da vossa proposta de uma forma muito simplista e com uma linguagem compreensível e objectiva:

 

Artigo 9.º (Preferências), alínea 7 – “Os candidatos à contratação a termo resolutivo podem, respeitados os limites fixados no n.º 2,manifestar preferências para cada um dos intervalos seguintes: a) Horário completo; b) Horário entre 6 e 21 horas” – um perfeito disparate alargar os limites do segundo intervalo de horário agregando os intervalos do decreto-lei ainda em vigor. Que mal tinha os antigos limites (relembro: a) horário completo; b) Horário entre 18 e 21; c) Horário entre 17 e 12; d) Horário 11 a8)? Não percebe que concorrer a um horário de 20 horas a 100km de casa é diferente se concorrer a um horário de 6 horas à mesma distância?? Sabe que oordenado não é igual para os dois horários, não sabe?? Por isso, teria de pagar para dar 6h a 100km de casa… Vou-lhe dar um exemplo para lhe iluminar as ideias: um contratado de Braga não vai concorrer a um horário de 6h para o Algarve mas sim para Braga. Mas o contratado de Braga já concorre para um horário de 20h para o Algarve, assim já compensa economicamente. Como é que teve a ideia fuscada de criar um limite de horário entre 6 e 21 horas para os professores contratados? Assim, como está na vossa proposta, o contratado de Braga ao concorrer para o Algarve pode ter a sorte de ficar com 21h ou o azar de ficar com as 6h… Percebeu o disparate desta alínea??

 

Artigo 10.º (Prioridades na ordenação dos candidatos), alínea 2 – “Os candidatos ao concurso externo são ordenados, na sequência da última prioridade referente ao concurso interno, de acordo com as seguintes prioridades:

a) 1.ª Prioridade — indivíduos qualificados profissionalmente para o grupo de recrutamento a que se candidatam, que tenham prestado funções docentes, em horário anual e completo,em quatro dos seis anos letivos imediatamente anteriores ao da data de abertura do concurso em agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas integrados na rede de estabelecimentos públicos de educação pré -escolar e dos ensinos básico e secundário do Ministério da Educação e Ciência ou em estabelecimentos com contrato de associação;

b) 2ª Prioridade — indivíduos qualificados profissionalmente para o grupo de recrutamento a que se candidatam.” – Senhor Ministro, esta alínea é brincadeira de carnaval? Está mesmo a brincar connosco? Vejamos: os professores contratados que sempre trabalharam durante os seis anos lectivos imediatamente anteriores ao da data de abertura do concurso, por vezes em várias escolas ao mesmo ano, mas infelizmente comhorário anual e incompleto ou mesmo temporário, passam imediatamente para 2ª prioridade… Isto é justo?! E por consequência, colegas que estiveram atrabalhar 4 anos seguidos numa privada (estabelecimento com contrato de associação), por cunha, passam a 1ª prioridade!? Por acaso o senhor ministro não trocou as prioridades? Vejamos outro caso: colegas que infelizmente não foram reconduzidos mas têm uma graduação muito superior do que aqueles que foram reconduzidos, também podem passar para 2ª prioridade se não tiverem os tais quatro anos completos e anuais. No conjunto dos 6 anos até podem ter, mas não os 4 anos… O meu caso demonstra isso: Eu tenho 3 anos com horários completos e anuais mas infelizmente não fui reconduzida por falta de horário. Centenas de colegas com graduação muito inferior foram reconduzidos e ficaram com os horários que deveriam ser meus pois eu tenho maior graduação. Este ano fiquei num horário temporário e para o ano também ficarei pois os centenas de colegas com menor graduação irão ser novamente reconduzidos. Pela proposta apresentada eu vou para 2ª prioridade quando eu trabalhei e trabalho há 9 anos como uma escrava! Sempre estive em 1ªprioridade, segundo o decreto-lei que ainda está em vigor, e agora vou para a 2ª prioridade quando sempre trabalhei em escolas públicas! Isto é indecente! Sabe, o ano passado convidaram-me para leccionar numa escola privada porque gostaram imenso do meu currículo. Não conheço ninguém nessa escola privada, mas acharam que eu seria uma mais-valia para a escola. Estupidamente recusei por duas razões: para não perder a 1ª prioridade nos concursos nacionais e porque acreditava na escola pública. Fui mesmo burra por não ter aceitado a proposta por duas razões: eu vou perder a 1ª prioridade nos concursos nacionais e porque deixei de acreditar na escola pública cheia de injustiças e cunhas.

Ainda digo mais, se esta medida é para seguir em frente, em parte ou por inteiro, então tem a OBRIGAÇÃO de colocar a concurso TODOS os lugares disponíveis nos estabelecimentos com contrato de associação juntamente comos lugares das escolas ditas públicas!

 

Artigo 11.º (Graduação dos docentes), alínea 1 c)Para os docentes em regime de contrato de trabalho em funções pública a termo resolutivo que na última avaliação de desempenho realizada nos termos do ECD tenham obtido a menção qualitativa de Muito Bom ou Bom, 1 valor.” –Mais uma injustiça. Ainda não consegui perceber a razão de atribuir 1 valor aquem tem Bom na avaliação. Não vejo qualquer fundamento! Isto porque, prejudica quem não pôde ser avaliado por não conseguir os 180 dias de serviço – tempo mínimo exigido para a avaliação de desempenho, nomeadamente quem está em horários temporários ou que, por exemplo este ano ficou de fora devido aosfalsos horários temporários. Todos os professores terão no mínimo Bom, isso toda a gente sabe. Agora não percebo porquê atribuir a bonificação por isso!? Ouentão, deve abolir o tempo mínimo exigido para a avaliação de desempenho!! Mal por mal seria preferível o decreto-lei em vigor onde o Muito Bom vale 1ponto e o Excelente 2 pontos. Esta alínea deve ser urgentemente alterado em nome da igualdade. Sabemos que a avaliação é diferente em todas as escolas e hámuitas injustiças na atribuição das menções.

 

Artigo 36.º (Contratação Inicial), alínea 3 — “A colocação é efetuada pelo período de umano letivo, podendo ser renovada por iguais e sucessivos períodos, até aolimite de quatro anos letivos, incluindo o 1.º ano de colocação.” – O Senhor Ministro ainda insiste na duração dos concursos por um período de 4 anose na renovação dos contratos por períodos até ao limite de 4 anos. Esta medida convém para os que têm menor graduação e tiveram a sorte de serem reconduzidos.Mas para a maioria dos professores contratados isto não é justo, principalmente para quem tem graduação superior pois estes são prejudicados quando não são reconduzidos. No meu caso e em dezenas de outros casos, não fomos reconduzidos mas centenasde colegas com menor graduação foram e tiraram-nos o lugar. Um limite de dois anos seria o mais razoável e um concurso para professores contratados cujo critério fosse única e simplesmente a graduação é o mais justo. Já que há concurso para contratados todos os anos, porque não fazer este concurso para todos, sem reconduções? É o mais justo para quem já está há muito tempo em regime decontratação. E se defendem a continuidade pedagógica, esta continuidade é sempre assegurada mesmo por outro professor porque nós fazemos sempre um trabalho bem feito.

 

Artigo 42.º (Abertura do procedimento e critérios de seleção), alínea 6 b) – “Um dos critérios,seguidamente identificados, com uma ponderação de 50%: i) Entrevista deseleção; ii) Avaliação curricular.” – O tal contratado de Braga se for contactado de manhã por uma escola do Algarve, terá que se deslocar para o Algarve à tarde, fazer a entrevista e depois ficar de fora? Ou fica logo eliminado? E a avaliação curricular é feita com Currículo Vitae?

 

Artigo 42.º (Abertura do procedimento e critérios de seleção), alínea 6 c) – “Tempo de serviço (expresso em dias) após a profissionalização com uma ponderação de 25%”– e o tempo de serviço antes da profissionalização não conta? Porquê? Há muitos colegas contratados com muito tempo de serviço antes da profissionalização. Esqueceram-se deles?

 

Diga-me Senhor Ministro, ainda em relação ao artigo 42.º ou melhor, à SECÇÃO VI – Contratação de Escola, porque é que para o concurso dito normal há umas regras e para o concurso de contratode escolas há outras? Porque é que o contrato de escola não segue as normas do decreto-lei que regula os concursos em vigor à data da contratação? Qual o objectivo dos critérios de selecção? Porque é que o único critério não é o número de ordenação ou melhor, apenas a graduação? Para que servem estas ponderações? Em que teoria pedagógica se baseou para eu poder perceber melhor? Compreendo estas regras para contratar técnicos especializados, nada mais

 

Senhor Ministro, dou-lhe uma solução para este problema: retirar tudo que foi introduzido depois do decrecto-lei n.º 20/2006 de 31 de Janeiro com alteração do artigo Artigo 8.ª e semelhantes.

 

Sabe, apesar de eu adorar a minha profissão, um dia vou seguir o conselho do meu marido: Mais vale o sistema educacional português perder uma excelente professora do que a excelente professora perder a sua família e a sua saúde.

 

Cumprimentos,

Elisabete Ribeiro Pacheco

 

Nota: Esta mensagem não aplica o Acordo Ortográfico de 1990, vulgo Novo Acordo Ortográfico

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2012/02/carta-aberta-ao-ministro-sobre-o-diploma-de-concursos/

57 comentários

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    • Diana Barroca on 20 de Fevereiro de 2012 at 13:52
    • Responder

    Obrigada!

    • Miguel Castro on 20 de Fevereiro de 2012 at 14:16
    • Responder

    Lindo!
    Muito bem!
    É URGENTE divulgar!!
    Isto NÃO PODE PASSAR!!
    Espelha exactamente o penso e o que pensam milhares de contratados.
    Eu também fiz seguir a minha carta para o ministro. Não nos podemos deitar à sombra dos outros.

      • Ana Sofia on 20 de Fevereiro de 2012 at 14:19
      • Responder

      Mandou por email? Podem disponibilizar mails, moradas… quero enviar tb! É urgente que o façamos!

        • Miguel Casto on 20 de Fevereiro de 2012 at 14:45
        • Responder

        Pelo Portal do Governo:

        http://www.portugal.gov.pt/pt/os-ministerios/ministerio-da-educacao-e-ciencia.aspx

        Nos contactos, no lado direito da página.

          • Ana Sofia on 20 de Fevereiro de 2012 at 17:10

          Obrigada!

    • Elisabete (Liza) on 20 de Fevereiro de 2012 at 14:21
    • Responder

    Façam o mesmo!! Digam o que está mal nesta proposta por escrito para o MEC e para os sindicatos!! Isto não pode passar!! E reforçam a ideia de que a avaliação não deve entrar na graduação! Isso passou-me. A raiva é muita… 🙂

      • Ana Sofia on 20 de Fevereiro de 2012 at 19:44
      • Responder

      Elisabete,
      Obrigada! Adaptei a sua magnífica carta e já enviei ao ministro!
      Vamos todos enviar! Façamos alguma coisa!

    • Fátima on 20 de Fevereiro de 2012 at 14:25
    • Responder

    Muito bem escrita a carta.parabéns para a colega.Bolsa de recrutamento deve ser todo o ano e não acabar em Outubro.As ofertas de escola são para os afilhados.

    • enia on 20 de Fevereiro de 2012 at 14:35
    • Responder

    Esta carta espelha bem as preocupações dos contratados que já trabalham há anos (eu trabalho há 15!), e que neste fim de semana se depararam com mais uma atrocidade deste ministério. Começamos a ficar cansados de tantas mudanças, de andar sempre com o coração nas mãos… esquecem-se que também temos filhos, família, uma casa para sustentar… Andámos anos a sujeitar-nos a contratos temporários para agora sermos prejudicados por isso mesmo! É uma pouca vergonha!!!!!!!!!!!!!!

  1. Um Exemplo a seguir!
    Embora só não concorde com a análise ao “Artigo 11.º (Graduação dos docentes), alínea 1 c)”, uma vez que no ponto 3 desse mesmo artigo está o que a colega sugere, ou seja: “3 – Para efeitos de aplicação do presente artigo, é contado o tempo de serviço dos docentes em regime de contrato de trabalho a termo resolutivo, ainda que não satisfaça a verificação do requisito do tempo mínimo exigido para a avaliação de desempenho.”

      • Elisabete (Liza) on 20 de Fevereiro de 2012 at 15:13
      • Responder

      educar A educação – o que eu percebi do ponto 3 é que a graduação do docente é calculada independentemente se o professor tenha ou não o tempo minimo para a avaliação. Agora, ele não será avaliado se não tiver os ditos 180 dias! Por consequência não terá o ponto de bonificação do Bom ou MB. Certo? Mau seria se não fosse “contado o tempo de serviço dos docentes em regime de contrato de trabalho a termo resolutivo, ainda que não satisfaça a verificação do requisito do tempo mínimo exigido para a avaliação de desempenho”.

      Uma coisa é a contagem do tempo de serviço para a graudação, outra coisa é o tempo minimo exigido para ser avaliado para poder beneficiar da bonificação. O que está MUITO mal!

      Espero ter sido clara. 🙂

      1. Caras Elisabete e Cristela,

        Quanto ao que escrevem no comentário estamos de acordo. Onde não estamos de acordo é nesta parte: “Mal por mal seria preferível o decreto-lei em vigor onde o Muito Bom vale 1ponto e o Excelente 2 pontos.” Claro que o decreto-lei actual é muito mais razoável quando comparado com a proposta, mas enunciaram logo aquilo que ele tem de pior em relação a esta proposta. Todavia, não deixa de ser um pormenor comparado com tudo o resto que, e bem, enunciam na carta aberta. Bem hajam.

        Um abraço.

          • Elisabete (Liza) on 20 de Fevereiro de 2012 at 15:48

          Sim, concordo contigo. Eu deveria ter reforçado a ideia de que a avaliação não deveria entrar na graduação profissional. Espero que os colegas escrevam cartas semelhantes, ou até iguais, não me importo e que reforçam a ideia que a avaliação deverá ser abolida da graduação. Passou-me…
          (só) Elisabete (sem Cristela.. lol)

    • Clara on 20 de Fevereiro de 2012 at 15:04
    • Responder

    As bolsas haviam de existir até ao fim do ano e só haveria contratação de escola para as disciplinas técnicas e as cuja lista tivesse esgotado. Não concordam? Isto é que seria justiça.

    • Elisabete (Liza) on 20 de Fevereiro de 2012 at 15:16
    • Responder

    Quanto à bolsa, não vejo mal acabar a 30 de Outubro, isto se e só se os critérios para a contratação de escola forem justos e iguais para todos, seguindo os parâmetros do decreto-lei para o concurso normal.

    • ana teresa rodrigues on 20 de Fevereiro de 2012 at 15:42
    • Responder

    Faço minhas as palavras desta professora.
    Só podem estar a brincar com quem trabalha e é bom profissional. Os que tiveram a infelicidade de estar numa escola em que não houve reconduções, e que viram passar-le á frente gente com fraca graduação, voltam agora a ser mais penalizados até ficarem de fora dos concursos..
    Assim, os bons vao embora e a mediocridade (com excepções) fica porque é isto que o sistema propoe. Tive esperança neste governo mas acho que o ministro confia muito nesse senhor Casanova que, em parte, pormove o ensino privado em prejuizo do públic.
    Pergunto a este senhor, que os quer por na 1ª. prioridade, QUAIS FORAM AS REGRAS E AS LISTAS PARA ENTRAREM PARA O PRIVADO. ENTRARAM PELA CUNHA E COMPADRIO, PORQUE NÃO TINHA NOTA, NEM GRADUAÇÃO, NAS LISTAS PARA O ENSINO PÚBLICO.
    O dinhéiro com q Perinteressa-lhes os assim assim que tuco aceitam porque reconhecem a sua incompetência e as leis vão ao seu encontro

      • Bruno on 21 de Fevereiro de 2012 at 22:15
      • Responder

      PORQUE NÃO TINHA NOTA, NEM GRADUAÇÃO, NAS LISTAS PARA O ENSINO PÚBLICO NEM PROFISSIONALIZAÇÃO!!!! CONHEÇO UM EXTERNATO QUE NÃO TEM UM ÚNICO PROFESSOR DO QUADRO QUE TIVESSE UM CURSO DE VIA ENSINO OU RAMO EDUCACIONAL. ERAM TODOS UNS FRUSTRADOS COM CRISES VOCACIONAIS QUE ENCONTRARAM O ENSINO PRIVADO COMO TÁBUA DE SALVAÇÃO! E FAZIAM A VIDA NEGRA AO CONTRATADO QUE ENTRASSE LÁ COM HABILITAÇÃO PROFISSIONAL…TINHAM MEDO QUE LHES FIZESSEM SOMBRA…UM NOJO DE GENTE. VALIA TUDO!!! MAS MESMO TUDO!!!!!FIZERAM TODOS AS PROFISSIONALIZAÇÕES EM SERVIÇO NAQUELA BOSTA DE EXTERNATO. E AGORA AINDA PASSAREM-ME À FRENTE? JAMAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIS PENSO QUE A AMOSTRA QUE TIVE FOI SIGNIFICATIVA, OS OUTROS NÃO DEVEM SER MUITO DIFERENTES…NESSAS INSTITUIÇÕES COM CONTRATO DE ASSOCIAÇÃO SÓ HÁ UMA LEI: A LEI DA SELVAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

        • PJ on 22 de Fevereiro de 2012 at 13:37
        • Responder

        Há professores e professores. Há escolas e escolas, umas públicas e outras privadas. Há escolas que funcionam bem e outras mal, públicas e privadas. Há bons e maus professores no público e no privado. Tu não és bom nem és mau! Não mereces estar nem no público nem no privado. Ainda bem que o meu filho não te terá como professor. O teu curso deveria passar pelo curso da vida primeiramente, como por exemplo: trabalhar em fábricas, dar serventia a pedreiros, trabalhar 44 horas por semana, aprender um oficio aos 13 ou 14 anos e ser humilde! Considero que és um egoísta e que não sabes viver em democracia.

    • ana teresa rodrigues on 20 de Fevereiro de 2012 at 15:44
    • Responder

    Faço minhas as palavras desta professora.
    Só podem estar a brincar com quem trabalha e é bom profissional. Os que tiveram a infelicidade de estar numa escola em que não houve reconduções, e que viram passar-le á frente gente com fraca graduação, voltam agora a ser mais penalizados até ficarem de fora dos concursos..
    Assim, os bons vao embora e a mediocridade (com excepções) fica porque é isto que o sistema propoe. Tive esperança neste governo mas acho que o ministro confia muito nesse senhor Casanova que, em parte, pormove o ensino privado em prejuizo do públic.
    Pergunto a este senhor, que os quer por na 1ª. prioridade, QUAIS FORAM AS REGRAS E AS LISTAS PARA ENTRAREM PARA O PRIVADO. ENTRARAM PELA CUNHA E COMPADRIO, PORQUE NÃO TINHA NOTA, NEM GRADUAÇÃO, NAS LISTAS PARA O ENSINO PÚBLICO.
    O dinhéiro que paga os professores é do contribuinte. Assim, se querem igualdade de prioridades, ponham os lugares do privado a consurso em paralelo com o ensino público. Isto não se pode aceitar e tem que ser denunciado para a opinião pública perceber.

      • Costa e Silva on 22 de Fevereiro de 2012 at 0:37
      • Responder

      Boa noite, minha senhora. Serve a presente para informar que os nervos e/ou a instabilidade profissional, muitas vezes ligada à emocional, não lhe dá o direito a avaliar da forma como avalia os outros e não lhe dá o direito de associar a cunha a tudo e todos.
      Já agora, também aproveito para informar uma coisa muito básica no sistema educativo: há escolas privadas e escolas privadas. E dentro destas, quanto aos seus propósitos educacionais, são muito diferentes. Era bom, muito bom mesmo, que se informasse antes de falar ou escrever…E por tudo o que acaba de escrever, aconselho que o faça com brevidade. Não chega dizer que se é profissional de Educação. Mais importante, é sabê-lo ser…

        • Elisabete (Liza) on 22 de Fevereiro de 2012 at 11:14
        • Responder

        Caro Costa e Silva,

        Sim, há escolas privadas e escolas privadas. Das que concorri há uns anos atrás quase todas elas “exigiam” que eu “conhecesse” alguém de lá: um padre, um presidente da junta, um professor etc. A maioria dos colegas não têm essas cunhas… São poucas as escolas privadas que não funcionam na totalidade dessa forma. Só se não tiverem mais ninguém para preencher o lugar. Estou bem informada, Sr. Costa e Silva. Mas Sr. Costa e Silva, porque têm, as escolas privadas, tanto medo de colocar os seus lugares a concurso nacional ou a um concurso semelhante? Ah pois, não funcionam da mesma maneira como a escola pública, em todos os aspectos, têm propósitos educacionais diferentes… ok.

        Então, concorda que os profissionais de Educação do privado devem concorrer numa prioridade diferente dos profissionais da educação do público, num concurso público. Estou errada?

        Sr. Costa e Silva, no meu caso digo-lhe com toda a convicção: sei muito bem ser professora e eu sou excelente na minha actividade profissional. São pessoas como o Sr. que não sabem valorizar um profissional de Educação.

    • Pedro on 20 de Fevereiro de 2012 at 15:46
    • Responder

    Enviem reclamações para o ministério, sindicatos, grupos parlamentares, comissão de educação, etc !!!!!!!!!!!!!!!!

    • Elisabete (Liza) on 20 de Fevereiro de 2012 at 15:49
    • Responder

    Façam o mesmo!! Digam o que está mal nesta proposta por escrito para o MEC e para os sindicatos!! Isto não pode passar!! E reforçam a ideia de que a avaliação não deve entrar na graduação! Isso passou-me. A raiva é muita… 🙂

    • isabel on 20 de Fevereiro de 2012 at 15:52
    • Responder

    até que enfim alguem mostrou o seu desagrado os funcionarios do mec devem andar com as voltas trocadas e não conhecem a realidade em que vivemos

    • Lilica on 20 de Fevereiro de 2012 at 15:56
    • Responder

    Apoiado, colega…

    Acho mesmo que neste momento o sentimento mais comum entre os professores contratados é de revolta e injustiça. Sinto que, nestes sete anos de carreira, andei a “tapar furos ” trabalhando em horários temporários, a quilómetros de casa e agora aqueles que tiveram a sorte ou ” cunha” para entrar no privado são beneficiados por não terem feito quaisquer sacrifícios . Também eu gostava de ter ficado sempre na mesma escola desde o meu primeiro dia de trabalho!!
    Quando às reconduções temos outra vez do mesmo??? Colegas com uma graduação muito menor a serem reconduzidos……
    E as entrevista, para que servem?? Ah, pois claro para meter os amigos.

    Estou farta disto!!! Cada vez estamos pior.

    • eduardo on 20 de Fevereiro de 2012 at 16:55
    • Responder

    Caros colegas, isto é uma vergonha.
    Chega! Isto só vai com uma manifestação pacífica com greve de fome até estes senhores insensíveis modificarem estas injustiças.
    Não pode continuar assim temos filhos para educar casa para pagar e com estas injustiças vamos ficar todos doentes, por isso, temos que sair para a rua sem greves de um dia sem sindicatos só com a nossa união na rua, nem que seja vários dias. Prefiro a morte do que ficar doente da cabeça e desempregado.
    12 anos de muito esforço, não podem acabar assim.

    • Zaratrusta on 20 de Fevereiro de 2012 at 18:01
    • Responder

    É assim que se premeia o mérito e o esforço?

    Não tenho palavras para classificar esta proposta do MEC.
    Vamos engolir mais esta? Onde estão os sindicatos?

    O artº 10 é simplesmente surreal.

    • TPinto on 20 de Fevereiro de 2012 at 18:22
    • Responder

    Apoiado colega! As mudanças têm trazido muita revolta, situações de injustiça e pouco respeito pelos contratados, que são pessoas e têm direito a uma vida digna. Apesar de todos os esforços por gostarmos do que fazemos (muitas vezes pondo a família em segundo plano) vemos maiores asneiras na legislação sem sentido… Não baixo os braços, mas é deprimente

    • Maria on 20 de Fevereiro de 2012 at 18:34
    • Responder

    Finalmente começa a aparecer gente com garra e com coragem! Este é o caminho!!! Vamos enfrentar o problema sem medo!!!A razão está do nosso lado.

    • Sandra Melro on 20 de Fevereiro de 2012 at 19:54
    • Responder

    Colega Elisabete, informo-a que a minha realidade pessoal e profissional é exatamente igual à sua, pelo que tomei a liberdade de copiar a sua carta e enviá-la para todos os grupos parlamentares, mec e sindicatos.

    Se necessário, acho que devemos ir para a rua manifestar e dizer a todos que queremos e merecemos trabalhar no próximo ano letivo.

    Vamos sair do sofá e mostrar aos nossos alunos que os seus educadores são profissionais que querem continuar a ensinar na sua escola, mesmo sendo escolas que não possuem alunos brilhantes e muitos deles pouco têm para comer, mas mesmo assim gostamos deles e acreditámos na escola pública.

    E para terminar apenas digo. Por favor deixem-me trabalhar

      • Elisabete (Liza) on 20 de Fevereiro de 2012 at 20:02
      • Responder

      Colega Sandra, fez MUITO BEM!! É isto que quero! Eu quero que TODOS façam ver ao ministro e à sua equipa de “tótós” que isto é uma barbaridade! Façam todos o mesmo! Não me importo que copiem a carta, esta carta é de todos! Reforcem a ideia de que a avaliação deverá ser abolida da graduação!!

        • CCN on 20 de Fevereiro de 2012 at 21:12
        • Responder

        Elisabete,
        Tomei a liberdade de copiar a sua carta e adaptar ao meu caso pessoal! Enviei ao ministro. Obrigada!

    • Minnie on 20 de Fevereiro de 2012 at 20:00
    • Responder

    Sempre achei que os concursos iam ser o princípio do fim de Nuno Crato.

    • Sofia on 20 de Fevereiro de 2012 at 20:37
    • Responder

    Elizabete.parabéns pela coragem e frontalidade

    • Miguel Castro on 20 de Fevereiro de 2012 at 21:41
    • Responder

    Reparem nas notícias manipuladas que saíram na Comunicação Social sobre esta proposta.

    “Ministério quer que os professores sejam substituídos mais rapidamente para os alunos não ficarem semanas sem aulas.”

    O pobinho agora vai perguntar, “por que protestam agora estes??”

    UM NOJO do princípio ao Fim.

    • Sónia Tavares on 20 de Fevereiro de 2012 at 22:31
    • Responder

    Obrigada, pelo mencionado.
    Apresento o meu caso, durante 3 anos estive a dar Atividades de Enriquecimento e um ano numa escola com horário normal…. se isto das prioridades vai para a frente, nem sei… temos que lutar, mas como?

  2. Excelente trabalho. Esta carta demonstra muitas das preocupações dos professores contratados.

    • Zaratrusta on 21 de Fevereiro de 2012 at 9:32
    • Responder

    Um governo que fez campanha a anunciar que iria valorizar o mérito, o esforço e a competência, vem a gora premiar a SORTE. Sim porque um professor contratado que tenha tido 4 horários completos e anuais nos últimos 6 anos é de sorte que se trata. Onde está aqui o mérito, a competência ou as habilitações?

    A ser aprovada esta proposta, irá ser o fim para a maioria dos professores contratados. Os critérios do concurso externo são os mesmos para a contratação inicial. Com apenas dois tipos de horários- completos e de 6 a 21 horas- quem irá arriscar a ser colocado a centenas de quilómetros de casa num horário de 6 horas? Quem irá arriscar a concorrer apenas a horários completos? Os horários completos irão ser uma minoria. Com esta proposta, a maioria dos professores contratados irá ficar, concurso após concurso, em 2ª prioridade.

    Este documento só tem uma finalidade: obrigar os contratados a abandonar a profissão.

    O grave é que estas coisas são feitas por uns burocrátas idiotas, assumem forma de lei e tornam-se eternas.

    Vamos engolir mais esta?
    Alguém julga que os sindicatos, as escolas ou os grupos parlamentares vão sair em defesa dos contratados?

    Desenganem-se!

    É chegada a hora de medidas mais drásticas.

    • JC Narciso on 21 de Fevereiro de 2012 at 9:40
    • Responder

    Cara colega, essa da defesa da família já a ando eu a apregoar há 18 anos. Com a mochila sempre às costas, de um lado para ou outro, é um «milagre» eu ainda ter a minha família intacta ! Isto dos concursos é uma treta como as anteriores. O que é necessário aqui é criarem um artigo (porque eles PODEM) que conceda o vínculo imediato aos professores a contrato há muitos anos, por exemplo, mais de 15 anos. É um número que me ocorreu. Pode ser outro. O que não pode acontecer é haver CONCURSOS INTERNOS E EXTERNOS, como se os professores fossem de 1ª e de 2ª. Isto é uma MONSTRUOSIDADE.

    • Nuno on 21 de Fevereiro de 2012 at 17:04
    • Responder

    Absolutamente vergonhoso.
    A minha mulher dá aulas há 13 anos, e nos últimos 6 anos apenas teve 3 horários completos porque esteve a fazer o doutoramento. Nos outros anos, para continuar vinculada ao Ministério, e para conseguir fazer a investigação, optou por concorrer a horários incompletos perto de casa. Agora passa para a 2ª prioridade, ou seja, vai ficar desempregada porque investiu na formação.
    Obrigado, Sr. Crato.

      • Zaratrusta on 21 de Fevereiro de 2012 at 17:19
      • Responder

      A questão é mesmo essa. É que, por absurdo que pareça, a formação e as habilitações dos professores não importam nada para este MEC. Ser bacharel, licenciado, mestre ou doutor é indiferente. O que são as habilitações comparadas com 4 horários completos?

        • Nuno on 21 de Fevereiro de 2012 at 17:29
        • Responder

        Eu espero bem que os sindicatos se mexam, porque se isto passa é vergonhoso.
        Mudam as regras todos os anos e assim brincam com as pessoas. Não percebo porque é há estas coisas das prioridades. Era apenas seguir o tempo de serviço e as coisas eram bem mais simples.

    • Ana Costa on 21 de Fevereiro de 2012 at 17:27
    • Responder

    Parabéns à colega por colocar a questão de forma tão lúcida. Eu própria já expressão a minha preocupação junto dos grupos parlamentares. No entanto, é necessário fazer chegar esta questão à comunicação social uma vez que o que tem vindo ao lume são questões pacíficas, como se não se estivesse a passar nada. Alguém sabe qual a forma de contacto mais eficaz com os órgãos de comunicação de maior expressão?

    • Ana Reis on 21 de Fevereiro de 2012 at 17:49
    • Responder

    Subscrevo inteiramente esta carta! O governo quer nos tirar o gosto e o prazer de ensinar! Começa a ser dificil aguentar tanta “pancada”

    • Meg on 21 de Fevereiro de 2012 at 17:57
    • Responder

    Quero dar os Parabéns à colega que escreveu a carta e concordo com quase tudo o que aqui ten sido dito, na manifestação da revolta que todos sentimos neste momento. Mas quero sobretudo realçar o que o colega Zaratustra disse:

    “É chegada a hora de medidas mais drásticas.” Mesmo a sério!

    Vamos organizar-nos a sério e mostrar que não nos poder “cag…..” em cima.

    VAMOS “BATER-LHES À PORTA”, MAS TODOS JUNTOS …. e olhem qua ainda somos uns quantos….

    • SOFIA on 21 de Fevereiro de 2012 at 19:54
    • Responder

    O tempo de serviço deve ser contado integralmente,sem antes nem depois.Tempo de serviço é tempo de serviço.

    • Ana on 21 de Fevereiro de 2012 at 22:11
    • Responder

    Boa colega. Sem papas na língua. Cada vez me convenço mais que o nosso ministro quer dar cabo da nossa vida, aqueles que se formaram por vocação e ainda andam nesta vida por paixão. Ele não faria isto se o seu emprego, a sua vida estivesse em risco. De certeza que ele tem amiguinhos no privado que querem ir para o público. E essa de termos que ter horários anuais e completos nos quatro ou seis anos anteriores para podermos concorrer em primeira prioridade é a maior atrocidade de todas. Muitos de nós andámos estes últimos anos a preencher buracos e permitir a famosa continuidade pedagógica, sem termos horários anuais ou completos e nem por isso o sistema desabou. Ele deveria era tratar de impedir que colegas nosso no topo de carreira ou já efetivos e com bons salários pudessem acumular com funções noutras entidades, nomeadamente, a dar formação. Esses, sim, é que deveriam ser postos no lugar. Andam a tirar o ligar a muitos que gostariam de ter algo que os ajude a sobreviver. Faça-se justiça. Sr. Ministro tenha vergonha!!! Façamos todos juntos algo que o detenha….

    • J on 21 de Fevereiro de 2012 at 23:08
    • Responder

    Parabéns! Com o seu texto conseguiu também mostrar toda a minha indignação. Também irei redigir, uma idêntica a esta. Acrescentando o ponto da avaliação, com o qual também não concordo. Obrigada, Elisabete!

    • Zaratrusta on 21 de Fevereiro de 2012 at 23:31
    • Responder

    O tempo urge. Vamos passar a palavra e venham propostas.

    Aqui ficam as minhas: greve de fome; boicote às aulas; reuniões de emergência com sindicatos e grupos parlamentares.

    Aceitar o artº 10º (qual o seu fundamento?) é aceitar jogar a minha vida e a dos meus filhos pelo esgoto abaixo.

    • Cidália Luís on 21 de Fevereiro de 2012 at 23:41
    • Responder

    Parabéns colega!
    Excelente carta!
    Acrescentaria porém uma coisa mais. Quando na proposta se refere a manifestação de preferências artigo 9º, considero uma aberração e até uma arbitrariedade imporem-nos um limite mínimo de 10 concelhos e 3 zonas para concorrer. Se como contratados não temos qualquer tipo de direito e/ou garantias, porque carga de água deveremos ser obrigados a concorrer desta forma? Esta obrigação pode obrigar professores a deslocarem-se entre 100 a 200 Km, dependendo das zonas seleccionadas e obviamente das zonas de residência. E se há professores que não têm limitações económicas e familiares, ou se têm mas querem arriscar mais, há quem tenha ou que pura e simplesmente não queira abdicar da família. Dou o meu exemplo, sou professora há 12 anos, nos primeiros 5 concorri a nível nacional, nos 4 anos seguintes concorri entre 70 a 100 km de casa, há 3 anos para cá concorro até 50 km de casa. Tenho uma filha com 6 anos, no 1º ano de escolaridade e entendo que ela não deve correr o país todo atrás da mãe, e quem sabe até mudar de escola várias vezes por ano. Assim como entendo que esta não tem que viver só com pai ou só com mãe. Tal como qualquer outra criança, ela tem direito a ter família 365 dias por ano. Se até me é possível ficar colocada mais ou menos próximo de casa, talvez alguns dias mais tarde, porque razão terei que ficar colocada a 100 km de casa? Porque isso que vai acontecer se for obrigada a concorrer desta forma. Pois em Setembro não serei das primeiras, ficarei com o que os outros não querem e poucos dias mais tarde sairão horários onde poderia ficar mais próximo de casa. Enfim, também já fiz chegar o meu entendimento ao Sr. Ministro. Espero que muitos professores façam o mesmo. Bem haja

    • Sónia on 22 de Fevereiro de 2012 at 2:33
    • Responder

    Lisa és a MAIOR!

    bj*

    • Bruno on 22 de Fevereiro de 2012 at 21:47
    • Responder

    Este governo e particularmente este ministro da educação é abominável, nojento, execrável.
    Parabéns à colega pela carta que escreveu contra mais um ataque feroz a quem dá o seu melhor todos os dias para educar os cidadãos de amanhã.

    • Elisabete (Liza) on 23 de Fevereiro de 2012 at 8:26
    • Responder

    Colegas, façam chegar a nossa indignação em relação a esta proposta na página de facebook do Dr. Marcelo Rebelo de Sousa! Pode ser que ele fale da nossa causa no próximo Domingo na TVI. Eu já coloquei, ontem, a minha indignação na página de facebook dele e enviei e-mail para perguntasamarcelo@tvi.pt

    • Jake on 23 de Fevereiro de 2012 at 9:04
    • Responder

    Concordo com 70% da carta.
    Independentemente disso, custa-me verificar que esta carta vem com alguns anos de atraso relativamente a alguns dos aspectos focados- evidentemente este comentário não é dirigido de forma pessoal à sua autora- mas sim a todos que a adoptaram/adoptarem que me parece que tarde acordaram para um mundo da contratação que nunca os tinha afectado até este ano- eram sp colocados nos anuais e completos. De repente não foram. E de repente… foi grande o trambolhão. Digamos que dentro dos contratados existia mais do que 1 universo.
    Há dois grandes problemas nesta proposta:
    – os 4 em 6
    – o intervalo de horários
    E é aqui que me parece que o MEC tem a coisa preparada para fazer a negociação.
    Da parte dos sindicatos, não vai haver grandes pressões pq os problemas dos Quadros ficam muito resolvidos com a proposta.
    Os DACL, por exemplo, ficam bastante bem na fotografia. Os DAR todos os anos é a sorte grande para tantos e tantos. Há anos que não se via um Ministério tão amigo no caso dos Quadros com esta proposta. Estas benesses aos Quadros tb vão reduzir a empregabilidade dos contratados.
    Só espero que quem se salvar e conseguir ficar com o horário completo e anual a cada dia 1 de setembro não esqueça que teve a sorte de estar no lugar certo na hora certo num distante dia qualquer há não sei quanto tempo, herdado dos concursos absurdos da nossa MLR- mas na altura ficou tudo calado, não foi..?
    Foi, que muitos nem sequer estavam ainda no “sistema”, pelo tempo de serviço que vou lendo em todo o lado. Estavam a entrar e a dar os primeiros passos. Os outros, que já cá andavam há mais tempo, a esses não vi na altura grandes rasgos de revolta com a lotaria perfeita que foram aqueles concursos.E houve o bombom da ADD e aquela coisa de ser para entrar nos quadros e tudo e tudo.

    Poucos restarão para contar a história. Sendo que, muitos dos que sobreviverão, nem sequer a viveram por completo. Mas não esquecer portanto que ao ficarem foi mesmo porque estavam no lugar certo na hora certa, quando concorreram, em que uma aplicação cega os colocou não sei onde. E que foi só isso.

    • JM on 24 de Fevereiro de 2012 at 12:57
    • Responder

    Vejo gente a leccionar com muitos anos de serviço completamente “acomodadas”, sem vocação, sem profissionalismo e comeptência para honrar a Profissão. Deixem trabalhar quem tem algo de novo para dar e é competente e profissional naquilo que faz e que demonstra gosto pelo ensino.

    DEIXEM DE SER COMODISTAS! INOVEM – REFLITAM – ESTUDEM – PREPAREM

    • PC on 24 de Fevereiro de 2012 at 14:52
    • Responder

    Não posso concordar mais, aliás, até adicionei referência a este texto a uma postagem minha. [ http://profchanfrado.blogspot.com/2012/02/ha-fome-nas-escolas.html ]

    Tal como já disse, concordo plenamente mas a única resposta que vamos ter, se alguma, é uma frase qualquer sem qualquer pensamento por trás.

    Pergunto-me às vezes se estão a tentar dar cabo deste país ou se são apenas incompetentes. Lá está, incompetência suficiente é indistinguível de malícia.

    • Marta Silva on 27 de Fevereiro de 2012 at 0:05
    • Responder

    eu gostava de saber porque é que este Governo tem uma proposta em cima da mesa para tratar os Professores abaixo de merda tóxica altamente contagiosa? FDS, que merda de país. Não haverá ninguém que organize um atentado ao Parlamento? Alguma merda tem de mudar antes que nos afundemos numa guerra civil sem precedentes.

  1. […] Já publicada também, pelo menos, no Blog DeAr Lindo: […]

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