Uma análise com muito poucos dados sobre o acordo

Poucos são os dados para esta breve análise.

Comparativamente com o acordo assinado em 2009 a comunicação social pouco destaque deu a este novo acordo realizado com 7 de 13 sindicatos. Parece também que houve um meio acordo com a FENPROF e dos restantes cinco não se sabe se concordaram ou não. Possivelmente dentro de algumas semanas aparecerá mais algum sindicato a dizer que já acorda (não seria novidade).

Das três personagens que apareceram na comunicação social (Mário Nogueira, João Dias da Silva e Nuno Crato) todas elas apareceram por pouco tempo e com justificações curtas. Mário Nogueira pareceu querer passar ao lado de um meio acordo, mostrando que concordava com parte e discordava com outra parte. Se fosse tão simples acabar um dia negocial desta forma ainda estou para perceber porque João Dias da Silva não fez o mesmo já que a questão das quotas e da bonificação para efeitos de graduação acabou por ser exigência de ambas as organizações sindicais.

Então o que poderá ter levado JDS a assinar com o MEC?

João Dias da Silva na sua breve intervenção insistiu na garantia dada pelo MEC que TODOS os docentes mesmo com BOM terão a possibilidade (mesmo com os congelamentos) de chegar ao topo de carreira em tempo útil.

Se porventura o descongelamento acontecer em 1/1/2014 ainda estou para perceber como chegarei ao 10º escalão neste tempo útil. Terá existido alguma garantia de um reposicionamento futuro do tempo perdido com as sucessivas transições?

Nuno Crato também não apareceu muito contente na conferência de imprensa. Também a comparação que me surgiu na cabeça foi a da Isabel Sorrisos na mesma situação. Senti que Nuno Crato acordou numa modelo de avaliação que não deve concordar. E não será por ter cedido em alguma coisa aos Sindicatos, mas porque deve sentir que este já não é modelo de avaliação nenhum.

Aguarda-se mais explicações.

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4 comentários

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  1. Arlindo,
    A Fenprof e o Mário Nogueira não assinaram meio acordo. Isso é uma mistificação que pode servir para branquear a cambalhota da Fne e do Dias da Silva, mas não tem qualquer fundo de verdade.
    O que a Fenprof solicitou foi que ficasse registado na acta da reunião que durante as negociações tinha havido uma pequena aproximação do MEC em relação a algumas questões, como por exemplo o alargamento dos ciclos avaliativos e a introdução de uma componente externa na observação de aulas, mas que o MEC se tinha recusado a fazer qualquer esforço de aproximação em matérias essenciais, como as quotas, as cinco menções ou a eleição dos coordenadores e o fim da nomeação do conselho pedagógico pelo director.
    Chamar a este registo em acta um acordo é algo abusivo e falseia o que se passou.

    • arlindovsky on 10 de Setembro de 2011 at 2:29
    • Responder

    Por isso aguardo mais explicações.

    • Nando on 10 de Setembro de 2011 at 11:17
    • Responder

    Quando chegam?

    • Lena on 11 de Setembro de 2011 at 9:50
    • Responder

    Sou uma professora com 26 anos de serviço, estou no 6º escalão, não pedi aulas assistidas e faria os ditos 4 anos em Abril de 2011.. Onde estão as vagas?

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